Articulista do blog, Evaldo Viana comenta a nota Orçamento no PA complica a transição:
Jeso,
Permita-me atravessar minha modesta opinião sobre o assunto em questão.
De fato, a proposta orçamentária da governadora Ana Julia para 2011 está repleta de lambanças e variados absurdos. A começar pela previsão de gastos com pessoal, que dá um salto de R$ 4,09 bilhões (orçado para 2010) para R$ 5,97 bilhões previstos para 2011, ou seja, um colossal aumento de 45,97%.
Outra monstruosidade diz respeito à violenta redução das demais despesas correntes, que foi orçada para 2010 em R$ 5,43 bilhões e comprimido para R$ 4,17 bilhões em 2011.
No primeiro caso, se a intenção é repor perdas salariais ou corrigir distorções nos vencimentos de algumas categorias principalmente das áreas de Educação, Saúde e Segurança, que se faça através da poda dos galhos de cabides e não do comprometimento de parcela do orçamento que pode ser destinada a investimentos.
O segundo caso, aumento das demais despesas correntes, causa assombro porque se deduz que as despesas desta natureza orçada para 2010 sejam essenciais e indispensáveis, daí porque não ser aceitável a redução nesta proporção.
Já a insatisfação do Sergio Leão quanto à falta de previsão de investimentos para muitos órgãos da administração estadual, não faz o menor sentido, pois o governador eleito, desde 01/11/2010, é o dono e senhor do tesouro e orçamento para o exercício de 2011, no qual pode, desde já mexer, remexer, emendar, espichar e repuxar da melhor forma que lhe convier.
Como? Ora, o Orçamento está em discussão na Alepa, e lá quem manda não é mais Ana Julia, é o governador eleito. Os deputados farão, agachados ou não, a vontade de Jatene. É claro que à base do troca-troca.
Cabe agora ao governador eleito nomear para o seu governo um bom tesoureiro para cuidar das finanças do Estado. Tesoureiro no sentido de tesourar, cortar, podar, decepar e laminar as despesas supérfluas e alocar recursos em setores essenciais.
Meu Caro Evaldo, NÃO TENHO CONHECIMENTO DO TEXTO DO PROJETO ORÇAMENTARIO DE 2011, mas levando em consideraçao suas verdades, é uma violação as normais de contabilidade, essa inverçao de gastos, aumento de pessoal, e reduçào de investimento, é absurda, seria revanchismo ou imcompetencia do governo que sai. Mas, tendo o governo tucano, a prerogativa de trabalhar o texto orçamentario, ex vi, do entendimento da Constituiçao Regional, fica facil, a solução da demanda, nada que “uma boa conversa de pe de ouvido”, nào resolva. Oportuno e sabio seus comentarios.