Uma empresa de Belém – a Sales Enganheria Ltda. – é que foi contratada, via licitação, para elaborar o projeto arquitetônico de revitalização do Theatro Vitória, em Santarém, a ser utilizado pelo MP (Ministério Público) do Pará.

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O contrato entre o MP e a Sales Engenharia acaba de ser assinado.

A empresa tem até abril de 2011 para concluir o serviço, pelo qual receberá R$ 14,8 mil.

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9 Comentários em: Theatro Vitória: MP licita empresa arquitetônica

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  • Denis Paixão disse:

    Impressionante como ocorrem críticas veementes a qualquer ato do atual governo. Quando do anúncio da parceria entre prefeitura e MP para a revitalização do Teatro, as manifestações foram positivas, haja vista que a prefeitura, com o aval da Câmara, condicionou que espaços no prédio fossem reservados para atividades de teatrais e demais apresentações culturais. Deixo aqui o seguinte questionamento: Não foi melhor firmar a parceria, reformar o Teatro e aproveitá-lo em sua totalidade, do que deixar o prédio na mesma situação atual? Eis a minha opinião: de um santareno que fica indignado com atitudes de pessoas que não sabem reconhecer um benefício público.

  • HELVECIO SANTOS disse:

    Caro Jeso, cada vez que leio algo do ARY, lamento não tê-lo por perto para beber bastante da fonte de sua inteligência. É um elogio a nós sabê-lo santareno. EU, TARTUFO, fiquei deveras emocionado em ler seu entendimento sobre arte. entendo também que arte é uma necessidade espiritual e, digo masi, algo vindo de Deus. Portanto, como não me ocorre palavra melhor, digo que sua colocação, “[…] cultura, que é uma necessidade espiritual[…]”, foi cirúrgica e brilhante. SARA e KENNEDY, revolta de vocês é comungada por todos os que têm uma necessidade “espiritual” latente. Vale lembrar a letra da música: ” A gente não quer só comida / A gente quer comida diversão e arte”. Infelizmente nossos governantes nos querem manada pois gado ” a gente tange, engorda e mata” nas urnas. É bom saber que uma pequena parcela de santarenos ainda se pronuncia pois “Quando um povo perde sua capacidade de indignação, o caminho da servidão está aberto”. SAUDAÇÕES AZULINAS,

  • sara disse:

    Se o teatro for restaurado, ele tem que ter como finalidade eventos culturais, e não ser sede do Ministério Público. A população santarena tem que se organizar, e exigir que o Teatro Vitória não tenha a sua real utilidade desviada. Afinal de contas, para que serve a reconstrução de um teatro, se não for para proporcionar atividades culturais?

  • Ary Rabelo disse:

    Hummm,
    Algumas observações:

    Fizeram aquela imagem do projeto aqui pubicado em março, sem ter o projeto realmente?
    Não foi divulgado que já tinham o projeto? Isto não cheira bem.
    Faça uma correção Jeso, a empresa não foi contratada via licitação, e sim com dispensa de licitação.
    Até pelo preço de R$ 14,8 mil poderia ser contratado direto sem licitação, pois o teto é de R$ 15 mil ( quase que o valor era R$ 14.999,99, rsrsrs).
    Veja neste link: https://www.ioepa.com.br/diarios/2010%5C07%5C30%5C30.07.Executivo.06.pdf

    Santarém tem profissionais habilitados para execução deste tipo de projeto, por que não buscaram profissionais daqui?

    Outras observações que o MP deveria ter sido atento ( ou deveria ter obrigação de?):
    1 – A citada empresa não tem nenhum arquiteto responsável pela firma. (o resp. é engenheiro civil)
    2 – É atribuição legal de ARQUITETO a execução de projetos deste tipo. Engenheiro não tem conhecimento nem habilitação legal para tal.
    3 – Lógico que para driblar isso, a firma pode contratar um arquiteto. Mas é um drible, vez que, poderia contratar escritórios de arquitetura.
    4 – O valor do projeto está muito baixo, tanto em relação ao custo final da obra de R$ 2 milhões, quanto ao tipo de serviço que é demais trabalhoso. A não ser que façam um arremedo de projeto.

    Ainda são necessários os projetos complementares de eletricidade, hidrosanitário, acústica, lógica etc. por isso acredito que virão ADITIVOS posteriores, podendo o MP dar mais um drible.
    Para teres uma idéia, a ASBEA – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, estipula o valor total dos projetos (todos) algo em torno de 5% do valor da obra, ou seja, todos os projetos custariam R$ 100 mil, desses, R$ 40 mil seriam para o projeto arquitetônico.
    Como a firma vai fazer por R$ 14,8 mil é um mistério. E em 9 meses maior mistério. Pois dá um rendimento mensal de R$ 1.644,44(nem incluo os tributos) que não paga um salário mensal de arquiteto.
    Resumo da Ópera: Será feito um bom projeto?

    Uma pena a falta de atenção do MP para esses detalhes.
    Alerto que não estou fazendo denúncia, nem me oferecendo para o serviço, até porque ja está contratado.
    Espero que o MP não me venha processar por essas despretenciosas observações.

    Santarém merecia melhor tratamento.

    Abraços
    arq Ary Rabelo

    1. Jeso Carneiro disse:

      Obrigado, Ary, pelas informações e questionamentos. Oportunos.

      Um detalhe: a dispensa de licitação é também uma modalidade de licitação.

      1. Anônimo disse:

        Dispensa de licitação se usa para adquirir produtos ou serviços em carater de urgência e emergência, ou ainda, que só exista um (a) fabricante. O que não é o caso. Me desculpe Jeso, mas se é DISPENSA, é porque não existe licitação. Portanto, é direcionamento para determinadas empresas.

        1. Jeso Carneiro disse:

          Vc. me entendeu mal, caro anônimo. Se ocorreu DISPENSA é claro que não houve, em tese, licitação. No entanto, o instituto da DISPENSA não pode ser usado sem que alguns critérios sejam observados. É que foram muito bem explanados aqui pelo arquiteto Ary Rebelo.

  • Eu, Tartufo disse:

    A Morte e a Morte do Theatro Vitória

    Por mais que se queira dizer em contrário, a toda hora parece se confi rmar a velha máxima de que os mortos governam os vivos. Ao requerer para suas instalções e uso as dependências do velho Theatro Vitória, o Ministério Público da fé ao antigo ditado.
    Em vez entrar com uma ação para restituir o prédio às destinações para o qual foi construído, colocando esse bem público a serviço da cultura, que é uma necessidade espiritual de que tanto carece a população da cidade, o MP vem e repete práticas que deveria continuar condenando.
    E com isso provoca a segunda morte de nosso velho teatro!
    A primeira é bem conhecida, mas vale repetir. Foi perpetrada pelo velho Everaldo Martins, pai da atual prefeita, um político populista e de visão estreita, que, nos idos de 60, destinou o prédio do teatro a outros fins, assim privando a população de um espaço especialmente destinado a eventos culturais.
    Por trás da ação ignominiosa do velho Martins, uma lógica absurda, mas coerente: se não se investe em cultura, por que então a existência de espaço para esse fim?
    Nada de extraordinário em tal argumento, vindo de uma mente tosca; absurdo mesmo é o MP santareno assinar embaixo. Com fé pública.

  • Kennedy Harilal disse:

    Jeso,tenho 19 anos sou Ator, arte educador e venho aqui mostrar minha revolta acho isso uma sacanagem que revitalize o Theatro Vitória tudo bem mas que se utilize esse espaço para por um Ministério fala sério. Nós da classe teatral temos que ficar mendigando um miséro espaço na casa de cultura, e o Centro de Convenções? Cada Maria do Carmo estamos cansados de promessas,é uma vergonha Santarém uma cidade que quer ser capital do estado não ter teatro, cinema e uma serie de outras coisas referentes a cultura. Sabemos que dinheiro tem pra isso, agora resta saber onde esta.