Dia das Mães vou tomar um bom wisky em tua memória, tia Ziá. Por Celivaldo Carneiro
Abigail, Alzira e Celivaldo Carneiro

Às vésperas do Dia das Mães, recebo a notícia da passagem de minha querida tia Alzira Penna (Ziá), exemplo maior de matriarca, destas que já não se vê, neste mundo com pressa de tudo. Até mesmo para exaltar e glorificar pessoas responsáveis por tanta dedicação à família.

Sempre vivi cercado pelo carinho e amor de mulheres maravilhosas. Dona Célia, minha mãe, que muito cedo me deixou. Depois vieram minhas avós Mocinha e Ciloca, a Delfina, que em substituição a mamãe assumiu a mim e meus irmãos, como se filhos seus fóssemos.

Depois recebi cuidados amorosos da minha madrinha Oneide, da inesquecível Maria Augusta, mãe do meu irmão-amigo Paulo Barbalho e claro, de minhas tias Ziá, Dora, Mariquinha, Ozenita, Océ, Onice, todas elas um pouco responsáveis por minha formação, caráter e personalidade.

Todas imensamente devotadas a dar sempre o melhor de si, o carinho de mais chamego, a atenção mais aguçada, o amor mais intenso.

Ziá me dedicou sempre atenção especial, me chamava “Meu Palito”, por meu perfil de singela fraqueza corporal e uma acentuada cabeça, mas que para mim sempre representou uma carinhosa louvação de puro amor.

Foi na convivência com seus filhos e nas curtas, mas inesquecíveis férias escolares, lá no Curtume Carioca, em Belém, que pude experimentar e aprender a distinguir os mais antagônicos sabores, perfumes e paixões.

 

Foi a Ziá que me fez gostar (ainda não acostumado) as delícias de uma saborosa salada de verduras. Foi no caminho da sua casa que experimentava o aroma inconfundível da Perfumaria Phebo, em contraste com o odor forte da salgadeira do Curtume.

E, claro, da paixão do tio Wlamir pelo Clube do Remo, entranhada na alma e no coração dos filhos, netos e bisnetos, desafiada pela torcida solitária, mas não menos ardorosa, pelo Paysandu, carregada por sua sogra Judite.

Lembranças que carrego no coração e que faço questão sempre de manter viva, na minha alma.

Aliás, foi a Ziá que com muito carinho contava histórias de minha mãe revelando segredos que não sabia, quando ainda jovem mamãe foi morar em sua casa. Ziá me apresentou ao meu avô e bisavô, ainda que em fotografias, eternizadas em seus álbuns de lembranças familiares.

Não tenho como esquecer das reuniões aos domingos em sua casa no Parklândia, dos passeios inesquecíveis às praias dos rios Tapajós e Arapiuns, onde ela matava a saudade das serenatas ao luar vividas com seu único amor, Wlamir.

Neste próximo domingo, não posso deixar de comemorar o Dia das Mães, tomando um bom ‘whisky’ em tua homenagem Ziá, até porque como posso deixar de não te amar!?

—* É jornalista e editor do site Gazeta de Santarém, onde essa crônica memorialística foi originalmente publicada.

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Um comentário em: Dia das Mães tomarei um whisky em tua memória, tia Ziá. Por Celivaldo Carneiro

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  • Ana Rita disse:

    Emocionante!!! Ziá plantou um semente no ❤️ de todos que passaram por sua vida. Estará eternizada dentro de cada um de nós. #Ziáparasempreemnossocoracao