Brasil 247
Guerrilheiro baiano Carlos Marighella, que foi declarado ‘inimigo número 1’ do regime militar em 1968, foi homenageado com ato bem simbólico em sua terra natal.
Ele substituirá o presidente do período da ditadura Emílio Garrastazu Médici como nome de uma escola estadual em Salvador. Iniciativa é dos próprios estudantes da unidade e já foi aprovada pela comunidade do colégio.
O governo da Bahia publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição do dia 14, portaria da Secretaria de Educação modificando nome do Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici para Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella. Stiep é o bairro onde fica a escola.
Entre os dias 30 de novembro e 10 de dezembro, pais, alunos e professores votaram pela escolha de um novo nome. As opções eram os nomes de Marighella e do geógrafo baiano Milton Santos (1926-2001). O comunista teve 406 votos contra 128 de Milton.
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Proposta ganhou força com apoio dos estudantes após realização de um trabalho escolar. Exposição feita pelos alunos foi batizada de ‘A vida em preto e branco: Carlos Marighella e a ditadura militar’.
O colégio foi inaugurado e nomeado em 1972, quando Médici era o ditador. O general não recebera um só voto popular para assumir a presidência da República.
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Precisamos ouvir a associação dos estudantes.
Parabéns pela iniciativa. Nomes de militares da época da ditadura, só serviria dar nome a doenças altamente contagiosa. Foram lixos que não serviram prá nada.
Belo exemplo para as Associações de Estudantes de Santarém: mudar nomes horríveis de escolas estaduais e municipais de Santarém.
Escola Pedro Álvares Cabral, a escola que homenageia o dizimador de indígenas.
Escola Barão do Tapajós, que homenageia a oligarquia.
Escola Jader Fontenele Barbalho, que homenageia o… (puts).
Escola Almirante Soares Dutra, que homenageia o militarismo.
Mas, deles não exijo muito, pois no 7 de setembro, marcham como alienados orientados pelos seus dígnos professores: “Olha o alinhamento!”; “Fulano, não é pra rir!”; “Agora, acenem para o Governador no palanque”…
Ainda tem, Lindeuza, escolas e prédios públicos, como estádio Jader Barbalho e Palácio Jarbas Passarinho. O que é pior: totalmente ao arrepio da lei.
O cara foi realmente revolucionário: Conheceu a Revolução Chinesa – esteve na China, conheceu Revolução Cubana – esteve em Cuba, foi do PCB – de onde foi expulso -, grupo armado ALN, sequestrou … uma vida bem atribulada.
E em todos esses aprendeu que um ¨boa¨ revolução começa com um massacre humano estrondoso. Foi a falta disto que o fez fracassar no Brasil, quase que conseguia com o encontro da UNE em Ibiúna, mas….