Arrependimento
Deste amor torturado e sem ventura
Resta-me o alívio do arrependimento.
O pouco que me deste de ternura
Não vale o que te dei de encantamento.
Abri para o teu sonho o firmamento,
Semeei de estrelas tua noite escura.
Dei-te alma, exaltação e sentimento.
Fiz de um bloco de pedra uma criatura.
Hoje, ambos à mercê de sorte avessa,
Se para te esquecer luto e me esforço,
Manda-me o coração que não te esqueça.
Padecemos idêntico suplício:
Tu – corroída de pena e de remorso,
Eu – com vergonha do meu sacrifício.
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De Olegário Mariano, poeta brasileiro.
BOM DIA JESO,.
LEGAL ESSA POESIA DO OLEGARIO MARIANO. PARECE ATÉ QUE FUI EU QUE ESCREVI.
ALÉM DO AMOR, É CLARO, ELE TAMBÉM CANTAVA EM POESIA, A DOR, O SOFRIMENTO, A NATUREZA. E OS CONFLITOS DA ALMAA HUMANA.
LEIO TODO DIA UM POEMA ANTES DE COMEÇAR A TRABALHAR.
CONFORTA -NOS , ALÍVIA O ESPIRITO E RECARREGA-NOS DE BOAS E POSITIVAS ENERGIAS.
CONTINUE PUBLICANDO.
BOM DIA A TODOS E A TODAS.
Que bom, Chaguinha, que vc. gosta de poesias. Somos dois. Elas tem esse propósito: uma reflexão sobre as facetas da vida. Poesia neste mundo turbinado, atarefado, multitarefa tem essa, entre outars, finalidades: aliviar a alma, recarregá-la. Vou continuar sim. E mande sugestões de poema, pra ser publicado aqui.