Poetas amazônicos

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Pluralidade da terra

Terra barrenta que enlameia os pés
Ou de areia branca, solta e seca.

Terra de várzea alagada,
Encharcada, igapó.

Terra firme do trabalho dessa gente incansável
Que tira do solo seu sustento.

Várzea da vida sofrida
Desse povo caboclo
À beira dos rios gigantes
Que transbordam perigo
E carregam fartura.

Terra firme da enxada
Que prepara o plantio
Nesse chão batido de esperança.

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De Jose de Alencar Godinho Guimarães, poeta da comunidade de Nova Esperança/Santarém-Curuá-Una


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