Professor critica adoção de cotas pela Ufopa

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Do professor doutor Anselmo Colares, da Ufopa, sobre o post Em 2013, Ufopa terá sistema total de cotas:

A alta administração da UFOPA gosta de desafio e ousadia. Não resta dúvida. E isso é bom, mas tem seus limites. Mesmo universidades já maduras e, portanto, com estruturas estabelecidas e em pleno funcionamento, optaram por fazer de forma gradativa, até para que possam ir fazendo os ajustes necessários.

Aqui, mais uma vez, a decisão é aderir integralmente ao que o governo federal acena. Será algum receio de contrariar o “chefe”? Ou de fato a UFOPA tem condições plenas de operacionalizar tantas mudanças e inovações?

Bom, eu gostaria muito que a resposta fosse em função da segunda pergunta. Mesmo assim, sinto falta de maior debate em torno destes assuntos tão importantes que exigem um posicionamento coletivo porque afetam a todos, em especial aos docentes.


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30 Responses to Professor critica adoção de cotas pela Ufopa

  • O governo dividiu por etapa pelo fato de que também irá aportar recursos extras em função disto. Mas,pelo que fica claro a turma superior da UFOPA já é bem servida disto e foi logo para o máximo.

  • Supondo que o prof. preza pelos valores científicos, devo considera que queria mais do que isso. Pois, todas as pesquisas científicas provam que cotista tem rendimento acadêmico de igual e muitas das vezes até melhor. Estudo de cientístas da mais alta competência e das mais renomadas universidade brasileira, como Unicamp, prova que se todo ingressante fosse cotista da rede pública a melhora acadêmcia geral seria superior a 30%.. A razão simples: aluno da rede pública já tem até os lomboa quentes de tanto levar lambada e passar por todo tiopo de desgraça, porquanto, aguenta facilmente as que são tão comum dentro de universidade pública.
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    ¨ Entre as explicações possíveis destaca-se o traquejo especial dos alunos pobres, porém bem formados, para enfrentar situações desfavoráveis, uma qualidade valiosa no ambiente competitivo de uma universidade de pesquisa que nem sempre é compartilhada com os colegas de classe média, em geral poupados das adversidades por suas famílias.¨

    Desempenho de alunos-as das ações afirmativas mostram sucesso acadêmico

    https://afirmativas.blogspot.com.br/2011/04/desempenho-de-alunos-as-das-acoes.html

  • Quem explica a situação das nossas universidades públicas é um experimento já realizado que consistiu em introduzir um grupo de macacos em habitat com dois montes de bananas, sendo um de boas e outro só dessas já podres. E toda vez que algum se dirigia para as bananas boas levava um banho de água gelada até desistir e ir comer das podres. Quando todo não mais se dirigia para as bananas boas era introduzido um novo grupo e quando algum do novo se dirigia para o monte de bananas boas os demais lhe davam uma sorva, e a paz no grupo era atingida quando nenhum fazia mais isso, coisa que rapidamente acontecia. Depois disso, só depois da décima geração é que algum conseguia comer alguma banana boa sem apanhar muito.

    Dito isso, a ditadura tinha um drama: não queria educação de qualidade para o povo e precisava, ante suas propagandas de progresso tecnológico, de doutores/pesquisadores. Para tanto, tomou empréstimos bilionários no exterior e fez dois investimentos:
    1 – para o povo uma coisa chamada Mobral, que consistia de cartilha e o docente podia ser qualquer que que soubesse ler, pois o povão só precisa saber o essencial para escrever o próprio nome e pegar ônibus, porquanto, coisa de custo quase zero.

    2 – Para a elite, já que o diploma daria acesso aos altos cargos, e atender os seus propósitos em tecnologia investiu em universidade pública. E foram logo duas no mesmo corpo: uma de graduação sob o auspício leniente do MEC (lembro que o importante era diploma e não o saber) e outra em pós na tutela do CNPq/Capes/MCT com investimento, bolsa para aluno e pagamento extra para docente, e processos razoáveis de acompanhamento de desempenho.

    Como essas duas partes se equacionam, no geral, é da seguinte forma: para produzir em condições de atender pós, 10% de cada turma de ingressante já uma produtividade estupenda. E nisso, a graduação das públicas sempre foram soberbas. Pois, somos a nação que mais diploma em doutorado no mundo. Nesse tocante USP é o carro chefe, reconhecida mundialmente como a que mais diploma em doutorado e em todo curso deste há gente de várias públicas.
    E que acontece com os 90% restantes de cada turma? Vira lixo acadêmico. Mas… não é disso que se vai produzir docente para a escola básica? Desde de quanto a ditadura quis isso? Um jato de água fria que essa jogou em todos foi para destruir o mínimo do que compõe formação docente quebrando preceitos essenciais disto: isolando-os e criando a imbecilidade de ser possível diplomar numa área um sujeito que sabe tudo. Ou seja, o processo de diploma docente leva o sujeito a desenvolver até preconceitos contra as demais outras áreas – caso até de briga pelos corredores entre licenciandos de cursos diferentes, porquanto, quando estiverem na escola não vão interagirem-, além de leva-los acreditar a graduação lhe deu tudo que precisava por toda vida de docente, porquanto, nunca mais precisarão aprender mais nada, não vão quere mais de fato e, no máximo, apenas tirar mais diploma para ter aumento de salário.

    Por que isso explode com rede pública e deixa rede privada quase salva, pelos menos em condições de faturar um pouco? Quem tiver interesse em ensinar na rede privada vai estudando por fora e essas mesmas oferecem estágios, quase sempre não remunerado, para os que essas acharem com algum rendimento razoável.

  • Incrivel como o reitor e seus pró-reitores decidem tudo sem consultar a comunicade acadêmica, e eu pensava que a universidade era PÚBLICA.

  • se você soubesse como são feitas as salsichas e as leis não comeriam as primeiras e não obedeceria as segundas !!! essa lei de cotas raciais é a coisa mais estúpida do mundo !!!! com essa lei caolha feita no governo do pt consegue aos poucos criar um sentimento de priv ilégio odioso na sociedade brasileira numa tentativa sofista de emancipar os ” coitadinhos ” o que o governo do pt não edncara é que temos um sistema de ensino encardidamente eneficiente que pune a todos brancos pardos amarelos verdes e cor de rosa choque !!! entraão na universidade mas como temos uma sociedade classistas e a universidade não garante a manutenção das condições dos cotistas o estado mais tarde lava as mãos e dirá bom eu fiz tudo prros coitados entrarem na universidade se os cotistas fracassaram na mesma a culpa é deles !!!! é muita sacanagem que estão fazendo com esta infancia e juventude que foi convidada pra festa como primo pçobre mas não pode participar do banquete que como sempre é desztinado pçara alguns !!!! ENSINO DE QUALIDADE PARA O POVÃO JÁ

  • As cotas são ações afirmativas previstas em nossa Carta maior, devendo aplicação e efetivação imediata.

  • Isso mesmo Jeso. Talvez fosse mais fiel ao texto você usar como chamada: Professor questiona forma de viabilizar o sistema de cotas na UFOPA .

      1. Tudo bem, também acho. Pena que algumas pessoas fazem a leitura sem buscar compreender ou, pior que isso, já com uma posição prévia. Um dos leitores, por exemplos, faz afirmações como se eu fosse contra a política de cotas. Eu não digo isto no texto, e muito menos defenderia o descumprimento da lei. Mas tenho todo o direito – e até o dever – de me posicionar quanto a celeridade no cumprimento, quando a própria lei estipula um prazo, o que demonstra que a matéria precisa ser tratada com muito critério. Não basta incluir, é necessário prover as condições de permanência e de êxito. Só entrar não quer dizer nada, se os docentes não forem orientados a tratar estes estudantes considerando suas limitações. Não como coitados e muito menos como incapazes. Mas dedicando a eles um pouco mais de atenção e de esforço do que normalmente já fazem. Eis a minha posição.

      2. O Prof. Anselmo antes de se pronunciar deveria saber fazer a leitura da realidade da região. Essa lei é inócua para a UFOPA quando se trata de atendimento a 50% de alunos oriundos de Escola Pública. Segundo informação divulgada pela Pró-Reitoria de Ensino mais de 80% dos alunos da Instituição cursaram o ensino médio em Escola Pública. O Prof. Anselmo está propondo baixar o atendimento para 12,5% como sugere o MEC? Iria sobrar vaga na UFOPA porque alunos oriundos de Escola Privada que concluem o ensino médio anualmente é da ordem de 5 a 10% do total na região.

        1. Ao contrário do que você anuncia, foi a leitura da realidade que me levou a fazer algumas observações e levantar dois questionamentos. A forma apressado e sem discussão leva a Ufopa a uma espécie de falsa propaganda, e pode gerar distorções que em lugar de contribuir para corrigir uma perversa distorção histórica favoreça os privilegiados. Isto porque o próprio candidato terá que dizer se quer entrar pela quota ou não. Ora, se uma grande quantidade candidatos fizer esta opção, a disputa continuará sendo proporcionalmente injusta para eles e favorável para os não optantes. Como encontrar uma saída? Colocando o tema em discussão, ouvindo críticas, aceitando sugestões plausíveis. É nisto que consiste meu posicionamento. Nem a mais, nem a menos. Muita gente está pegando carona para esticar minhas palavras na direção que desejam. Em alguns casos, considero aceitável, principalmente quando o fazem com respeito e honestidade, inclusive se identificando. Em outros casos, nem merecem resposta, mas, como educador, aproveito para dizer algumas palavras que possam contribuir para elevar o debate.

  • Resumindo o dito no outro post:
    Enfim o prof. Anselmo consegue ver o que até há pouco parecia não ver já que não fazia críticas à Administração Superior, mas ao contrário demonstrava se coadunar com ela. O que será que houve? De toda forma isso é bom pois o pensamento crítico está prevalecendo.
    Antes tarde do que nunca.

    Outra coisa eu acho que é a primeira opção pois o grupo no poder não é petista mas rival.
    Portanto Jeso fica a questão pra você que é excelente jornalista desvendar para os seus leitores.

    1. Carlos, o professor Anselmo sempre me pareceu ter uma postura independente na Ufopa. Ele segue o que acha certo. Às vezes, suas ideias trombam com o status quo, outras vezes não. Nessa das cotas, ele faz críticas ao modelo de implantação e, melhor, mostra a cara e desfia os seus argumentos. O que, convenhamos, não é muito comum na academia, por diversos fatores.

      1. Eu diria que o Prof. Anselmo acreditava nas boas intenções da administração superior da UFOPA, mas vem se decepcionando, como homem de bem que é.

  • Como eu havia dito no post anterior, tudo isso é o Seixas Lourenço (de DNA tucano) fazendo o jogo do governo federal para conquistar mais uma boquinha para si quando acabar o “reinado” aqui na UFOPA. É triste, mas é a verdade nua e crua…

  • Jeso.
    O Governo Federal com sistema de cotas,
    infelizmente mais uma ação de cima para baixo. Querem combater o efeito e não a causa.
    Senhores governadores e prefeitos: Quando no Brasil nós tivermos um, ensino da alfabetização ao terceiro ano com qualidade para todo o povo, não precisaremos de COTASSSSSS. A disputa será de igual para igual.
    Exemplo:
    70% dos alunos que terminam o segundo grau não possuem domínio básico da leitura e interpretação de texto e tão pouco da Matemática básica. Chegam à Universidade e a ordem é formar todos.
    Resultado:
    O Brasil não tem recursos humanos para executar seus projetos.
    O problema no Brasil não é a falta de verba para suas obras: faltam recursos humanos. Principalmente falta Engenheiro para infraestrutura.

  • Caro professor,

    Como assim, fazer ajustes nescessários! As cotas são conquistas e não favor! Debater o que? Se realmente as cotas são nescessárias? Ou quem merece, quem não merece? Onde o senhor acha que a universidade não está preparada? Ou é o senhor que ainda não se acostumou com a ideia?
    Professor Anselmo, a UFOPA não está fazendo inovação nenhuma, está cumprindo não o que a lei determina, mas fazendo o que muitas outras já fazem.

    Chico Corrêa

  • Verdade prof. cade a UES, com o presidente que entrou para sair candidato a vereador, esquece de discutir assuntos relevantes a comunidade acadêmica, e se preocupa siomente com a politica. Quero as contas abertas da UES/stm já.

    1. Lidiane, não seja injusta. Você talvez não saiba, mas a UES vem realizando importantes debates sobre o ensino superior brasileiro, inclusive sobre as ações afirmativas. Aliás, no Congresso Universitário ocorrido em maio deste ano do IESPES, foi aprovada por unanimidade a posição favorável da UES à política de cotas raciais nas universidades.
      Quanto ao Ib Tapajós, que foi candidato este ano, é um sujeito que também vem levantando esse debate, de forma muito qualificada. Lembro até de um artigo que ele publicou aqui no Blog do Jeso ainda este ano, quando o STF declarou que as cotas são constitucionais.
      Queria eu que a Reitoria da UFOPA criasse tantos espaços de discussão democrática quanto a UES tem proporcionado aos estudantes e à sociedade..

  • No meu ponto de vista , não sou afavor dessa divisão de cotas , até porque estamos num pais democrático ( até a onde não sei ) .

    Todos devem concoreer as mesmas vagas seja negro , branco etc . Todos são capaz de conquistar seus espaços.

  • Jeso,

    Me parece que o Prof. Anselmo não critica a adoção do sistema de cotas pela UFOPA.

    Parece-me que ele está criticando a adoção total e não gradual do sistema.

    Até porque, se me lembro bem, ele não faz o tipo do branco de olho azuis da Rede Globo.

    Ou estou confundindo alhos com bugalhos?

    Abs

    Tiberio Alloggio

    1. A crítica que ele, Anselomo Colares, faz é à velocidade da adoção de cotas e à maneira como está sendo implementada, sem discussões.

      1. Jeso,

        Esse assunto já foi exaustivamente discutido: No Congresso Nacional, com a sociedade civil, no judiciário, nos meios acadêmicos, com mestres e não mestres. Onde mais precisa discutir?

        Chico Corrêa

        1. Precisa para quem vai fazer acontecer.
          Ou você acha que é mágica?
          Me refiro a adoção de estragéias e procedimentos para cumprirmos de forma exitosa o que estabelece a Lei. Em uma universidade, isso é motivo suficiente para debates, pois trata-se de um espaço onde a pluralidade deve ser preservada, assim como a garantia da manifestação livre, pois não se trata de impor verdade nem legitimar falsos consensos, e sim de construir um caminho que possa ser trilhado por todos, apesar de suas diferenças. Só não entende isso que é por natureza autoritário, arrogante e dono da verdade. Não digo que você o seja, nem mesmo que os colegas da administração superior se encaixem nestas qualificações. Mas em situações como esta temos uma boa oportunidade de saber o grau de avanço no que diz respeito a democracia participativa.

        2. Chico, o professor Anselmo não se posicionou contra as cotas. Ele, isso sim, criticou a, digamos assim, velocidade com que a Ufopa quer implantar o processo.

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