Foto: André Vieira/NYT

O cineasta James Cameron e índios que moram no entorno do projeto da usina de Belo Monte
Cerca de 700 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) de diversos estados, lideranças do Parque Indígena do Xingu, e ribeirinhos e indígenas de Altamira realizam em Brasília nesta segunda, 12, um protesto contra os grandes projetos hidrelétricos do governo e, em especial, a usina de Belo Monte.
A concentração ocorrerá a partir das 8h, em frente à Torre de Televisão, e a marcha de protesto percorrerá a Esplanada dos Ministérios – Ministério do Meio Ambiente, Congresso Nacional, Ministério da Justiça, Ministério das Minas e Energia, Ministério da Indústria e Comércio e ANEEL.
O protesto exigirá o cancelamento da licença prévia e do leilão de Belo Monte, marcado para o dia 20 de abril, bem como o deferimento das ações civis públicas do Ministério Público Federal no Pará, ajuizadas na última quinta-feira, dando conta de inúmeras inconstitucionalidades no processo de licenciamento da obra.
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A oposição à hidrelétrica de Belo Monte está aumentando no Brasil e em nível internacional. A primeira página do New York Times desse domingo inclui uma matéria sobre o apoio do diretor do filme “Avatar”, James Cameron, à campanha contra Belo Monte.
Não caríssmo Mocorongo. Não é. Leitura não faz mal a ninguém, informe-se.
Xenofobia e racismo não é a forma correta de reagir e protestar contra a participação de um estrangeiro num ato de protesto, principalmente quando este estrangeiro parece ser muito mais comprometido com a causa daqueles que lutam pela sobrevivência de seu povo, historicamente exterminados e explulsos de suas terras para a cabeceiras dos rios e igarapés do interior da Amazônia…
Os colonizadores dos tempos das drogas do sertão, da economia do cacau e da borracha se impuseram na região submetendo as tribos indígenas que viviam nas margens dos rios onde, hoje, estão instaladas as nossas cidades. Aqueles tribos que sobreviveram, fugiram, se adentraram nas matas em dias e dias de caminhadas até chegarem nas cabeceiras das bacias fluviais da Amazônia onde, atualmente, estão.
Hoje, por determinação do mercado capitalista globalizado, dominado pelo sistema financeiro que impõe a exclusão das grandes massas marginalizadas, novamente os primitivos habitantes da região terão que dar lugar os novos megaempreendimentos a fim de garantir a continuidade da acumulação mundial do capital.
Pelo visto, nossos governantes de hoje não são tão diferentes dos governantes de ontem. Em nome da responsabilidade com a manutenção da ordem econômica estão dispostos a fazer a qualquer custo, a continuar promovento o sacrifício dos povos e a exploração de suas riquezas.
No que tange ao setor de minas e energia, nós estamos ferrados com os que comandam o sistema! As megaempresas, as multinacionais, as empreiteiras falam mais alto pois seus lucros são fabulosos, correspondentes ao poder político que possuem…
O desenvolvimentismo predatório do atual governo é tão arcaico quanto as velhas formas de aproveitamento da energia hidrelétrica. Não foi a toa que a primeira máquina movida pela hidrodinâmica foi queimada pelos trabalhadores artesão em 1758.
Se, naquela época, os ludistas estavam errados por queimarem as máquinas, hoje, sabemos que é preciso lutar pela mudança do sistema
O Brasil, frente a eminência de crise energética, como todo o potencial que, hoje, reúne, inclusive a capacidade de autofinanciamento de grandes projetos infraestruturantes, poderia muito bem investir em fontes alternativas de energia sem alterar em nada os ecossistemas. A energia solar custa um absurdo porque não há um interesse em investir no desenvolvimento e proliferação desta tecnologia. Sol e vento é o que não faltam na nossa região e no país inteiro. A própria correnteza natural dos nossos rios e igarapés poderia ser aproveitada do ponto de vista energético sem essas grandes barragens que inundam a terra “dos outros”, quase sempre daqueles que são os primeiros e verdadeiros donos destas terras.
Só com o aproveitamento da energia solar nos nossos telhados já seria possível tornar nossas moradias, para sempre, autosuficientes em energia.
Que os brancos resolvam seus problemas de outras maneiras sem impor aos verdadeiros donos da terra o pagamento da conta.
Estou com os índios mundurukus… velhos guerreiros da Amazônia. Todo apoio a luta indígena!!!
Jeso,
Esse senhor de vestimentas “branquelas”, não tem característica indígena. Deve ser no mínimo o mentor de organizações greempeace .