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A matéria “Narcogarimpo movimenta dinheiro na Amazônia com aviões, joias, cavalgadas e shows de famosos” é assinada por Eduardo Gonçalves

Globo traça perfil de Grota, de Itaituba, em matéria sobre o narcogarimpo na Amazônia
Grota, em primeiro plano: foragido da Justiça, com prisão preventiva decretada em Santarém. Foto: Reprodução/O Globo

O jornal O Globo (RJ) publicou nesta quarta-feira (11) reportagem de fôlego sobre a movimentação de dinheiro pelo narcogarimpo na Amazônia, tendo como personagem perfilado o empresário de Itaituba Heverton Soares Oliveira, o Grota. Que, foragido, está com prisão preventiva decretada pela Justiça em Santarém (PA).

— CONFIRA: Aeronave apreendida pela PF na Narcos Gold está em Santarém e pertence a Grota.

A matéria “Narcogarimpo movimenta dinheiro na Amazônia com aviões, joias, cavalgadas e shows de famosos” é assinada pelo jornalista Eduardo Gonçalves.

Detalha o enriquecimento, propriedades, modus operandi do garimpeiro alvo da operação Narcos Gold, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal.

“Grota responde a processos na Justiça do Maranhão, Rondônia e São Paulo por tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e homicídio. No Pará, ostentava o status de megaempresário, como dono de garimpos, fazendas, haras, pistas de pouso e empresas de maquinário de extração mineral e peças de carro. Estrutura que, segundo a Polícia Federal, foi usada para movimentar mais de R$ 30 milhões da sua atividade mais lucrativa: o tráfico de drogas”, revela o jornalista.

E completa:

“Na investigação no Pará, a PF aponta o vínculo de Grota com o piloto Silvio Berri, que fazia parte de de uma facção criminosa do Rio e trabalhava diretamente com o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar nos anos 2000. O Ministério Público do Maranhão acusa Soares de se associar a integrantes de uma facção de São Paulo, com que conseguia armas e planejava assaltos a bancos e transportadoras de valores”.

— LEIA ainda sobre esse caso: Tráfico e lavagem: juiz decreta prisão de líder de grupo criminoso no oeste do Pará.

As informações publicadas pelo jornal carioca são com base em dois inquéritos aos quais o diário teve acesso.

“O enriquecimento repentino de Soares no interior do Pará chamou a atenção da PF. Ele seria dono de cerca de 30 lavras de garimpo, três sítios, duas empresas — Vale do Ouro Agropecuária e Mineração Vale do Ouro — três aeronaves e um haras, além duas empresas de maquinários e peças de carro. De 2019 a 2020, Grota, segundo a PF, ‘passou de nenhum bem declarado e rendimento baixíssimos para uma extensa lista de bens que certamente ultrapassam as casas de dezenas de milhões de reais'”, diz O Globo.

Neste link, a reportagem completa (para assinantes).


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