Juiz rejeita pedido de revogação da prisão de enfermeira da Perfuga

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Juiz rejeita pedido de revogação da prisão de enfermeira da Perfuga, Operação Perfuga
Sarah, com a cabeça encoberta, chega para depor na delegacia de polícia em Santarém

Juiz responsável pela Pergufa em Santarém, Rômulo Nogueira de Brito indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva de Sarah Campinas de Oliveira feito pela defesa da enfermeira da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará).

A decisão é do último dia 13 e dada publicidade hoje, 19.

A defesa de Sarah alegou que ela tinha bons antecedentes, residencia fixa, profissão definida e “é primária”.

“Não há como fazer cessar a prisão cautelar da ré Sarah, eis que permanecem inalterados os motivos que ensejaram a prisão”, justificou o magistrado, negando, inclusive, a troca da preventiva por prisão domiciliar.

“O simples fato de afirmar-se que o denunciada [Sarah Oliveira] necessita de tratamento adequado, em razão de enfermidades como
ansiedade e estresse grave, não lhe assegura o direito de ficar recolhida em sua residência em prisão domiciliar, pois que não se
desincumbiu a defesa de demonstrar, por meio de documentação idônea, a grave condição de saúde prevista no dispositivo legal
mencionado ou mesmo a impossibilidade de receber tratamento no estabelecimento prisional em que se encontra”.

A servidora da Sespa está presa na penitenciária agrícola de Cucurunã, em Santarém, há exatos 42 dias, quando foi deflagrada a operação Perfuga.

Ela é apontada pelo Ministério Público e Polícia Civil do Pará como uma das peças-chave do esquema de corrupção comandado pelo vereador Reginaldo Campo (PSC).

Além de Sarah e o parlamentar, está preso em sala especial no Corpo de Bombeiros o advogado Wilson Lisboa Gonçalves.

COMISSÃO PROCESSANTE

Por outro lado, o juiz Rômulo Nogueira de Brito deferiu o pedido feito pela comissão processante da Câmara de Vereadores Santarém que analisa o pedido de cassação de Reginaldo Campos de concessão de cópia do inquérito policial que apura o caso.

A comissão é presidida por Alysson Pontes, do PSD, e tem como relator Jardel Guimarães (Podemos) e Tadeu Pereira (DEM) como membro.

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