Operação mira organização criminosa envolvida em grilagem em terra indígena no Pará

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Operação mira organização criminosa envolvida em grilagem em terra indígena no Pará
A operação Avarus foi deflagrada nesta quarta-feira (14). Fotos: PF/MPF/Ibama

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) realizaram nesta quarta-feira (14) operação para combater organização criminosa responsável por desmatamento e por apropriação ilegal de terras públicas na terra indígena Ituna/Itatá, no Pará.

Na operação Avarus, que também buscou reprimir o crime de lavagem de dinheiro, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, sendo 10 no Pará, 3 no Distrito Federal, 1 em Tocantins, 1 na Bahia e 1 em Minas Gerais.

Simultaneamente ao cumprimento dos mandados, foi realizada ação de retirada de invasores da terra indígena (TI).

A TI Ituna/Itatá tem seu uso restrito desde 2011 devido à presença de indígenas isolados. Apesar disso, nos últimos anos tem sido apontada como uma das mais invadidas e desmatadas do país.

O MPF participou da operação Avarus

Investigações há 2 anos

As investigações demonstraram a existência de um grupo composto por grileiros, fazendeiros e servidores públicos com o propósito de comercializar áreas da TI.

Em Altamira (PA), um dos alvos da operação, investigado por grilagem, foi preso em flagrante por armazenar pornografia infantil. No município também foram apreendidas duas armas.

O procurador da República Gilberto Batista Naves Filho, que atua no caso e que participou do cumprimento de mandados, lembra que as investigações vêm sendo realizadas há cerca de dois anos.

“Mais uma vez um trabalho conjunto entre instituições públicas demonstrou o quanto essas parcerias são fundamentais para o alcance de resultados positivos em casos extremamente complexos”, complementa.

A TI Ituna/Itatá, no Pará, tem seu uso restrito desde 2011

Com informações do MPF, PF e Ibama

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