Fazenda Jarana quebra o silêncio e se manifesta sobre gado apreendido pelo Ibama no Chapadão

Publicado em por em Belterra, Contraponto, Justiça, Pará

Fazenda Jarana quebra o silêncio e se manifesta sobre gado apreendido pelo Ibama no Chapadão
Servidor do Ibama observa o gado apreendido no Chapadão. Foto: reprodução

O desdobramento de uma das maiores operações ambientais recentes no Pará ganhou um novo capítulo. A Fazenda Jarana, localizada em Belterra, manifestou-se oficialmente para rebater acusações de negligência e maus-tratos contra bovinos que estavam sob sua guarda temporária por determinação do Ibama.

O caso remonta à operação Carne Fria, que resultou na apreensão de mais de uma centena de cabeça de gado criadas em áreas embargadas na área conhecida “Chapadão”. A Justiça Federal, conforme o JC noticiou em primeira mão, chegou a determinar o leilão imediato dos animais.

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Contudo, a recente devolução de parte desse gado ao proprietário revelou um cenário desolador: a morte de mais de 100 animais e relatos de extrema debilidade. É sobre este ponto que a Fazenda Jarana concentra sua defesa.

Fazenda: “Condições preexistentes”

Na nota divulgada nesta sexta-feira (06), a direção da fazenda afirma que foi intimada pelo Ibama em março de 2025 para custodiar os animais por apenas 30 dias, mas que o órgão ambiental só procedeu à retirada definitiva quase um ano depois, em janeiro deste ano.

O trecho mais impactante da nota busca eximir a propriedade de qualquer culpa pelo estado sanitário dos bovinos. Segundo o documento, no ato do recebimento, os registros formais já comprovavam que os animais apresentavam “extrema magreza”, “debilidade severa” e que havia, inclusive, “óbitos já constatados” e “bezerros órfãos”.

A situação do gado apreendido ao chegar à Fazenda Jarana, em Belterra. Foto: reprodução

A Fazenda Jarana classifica como “falsa e juridicamente insustentável” qualquer tentativa de imputar a ela a responsabilidade por tais danos, alegando que as imagens que circulam na internet são “tendenciosas” e ignoram que o estado crítico dos animais “precedeu o ingresso” na propriedade.

Batalha jurídica à vista

Além de negar as acusações, a Jarana sinaliza que o caso deve se estender aos tribunais, não apenas pela questão ambiental, mas por danos à imagem. A empresa afirma que medidas legais, tanto no âmbito cível quanto criminal, estão sendo adotadas contra quem disseminou o que chamam de “informações difamatórias”.

Abaixo, a nota da Fazenda Jarana na íntegra:


NOTA DE ESCLARECIMENTO – FAZENDA JARANA

A FAZENDA JARANA, por meio de sua direção, vem a público prestar esclarecimentos formais acerca de informações inverídicas, descontextualizadas e difamatórias que vêm sendo divulgadas em redes sociais e demais meios digitais, relacionadas aos fatos ocorridos em suas dependências.

No dia 14 de março de 2025, no âmbito da Operação “Carne Fria”, conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, houve a apreensão de animais, ocasião em que a Fazenda Jarana foi oficialmente intimada, por meio do Ofício nº 9/2025/COFISFLORA/CGFIS/DIPRO, a receber, custodiar e manter sob guarda os referidos animais, pelo prazo determinado de 30 (trinta) dias, conforme determina a legislação vigente.

Em 07 de janeiro de 2026, o IBAMA, juntamente com o fiel depositário indicado, procedeu à retirada dos animais da Fazenda Jarana, tendo sido integralmente cumpridos todos os protocolos legais, com lavratura dos respectivos termos e acompanhamento de autoridade competente.

Após esse procedimento, passaram a ser veiculados em redes sociais conteúdos tendenciosos, por meio de fotos e vídeos, com o intuito de atribuir indevidamente à Fazenda Jarana a responsabilidade por condições sanitárias preexistentes dos animais.

Ressalta-se que, no ato do recebimento dos bovinos, foram realizados registros formais por meio de fotos e vídeos, os quais comprovam que os animais já se encontravam em estado crítico, apresentando:

  • extrema magreza;
  • debilidade severa;
  • óbitos já constatados;
  • vacas em estado de exaustão;
  • bezerros órfãos;
  • bezerros em condição de fragilidade extrema.

Assim, é falsa e juridicamente insustentável qualquer tentativa de imputar à Fazenda Jarana a responsabilidade por tais condições, uma vez que estas não foram causadas em suas dependências, mas precederam o ingresso dos animais na propriedade.

A Fazenda Jarana repudia veementemente a disseminação de informações falsas, as quais afetam sua honra, reputação e atividade econômica, e informa que todas as medidas legais cabíveis estão sendo avaliadas e adotadas, inclusive nas esferas cível e criminal, contra os responsáveis.

Por fim, a Fazenda Jarana reafirma seu compromisso inegociável com a legalidade, ética, bem-estar animal e cumprimento rigoroso das normas ambientais e sanitárias.

Belterra/PA, 06 de fevereiro de 2026.

FAZENDA JARANA



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