PF faz busca e apreensão na sede do PSL partido de Bolsonaro, em Minas Gerais, ministro do turismo
Ministro Marcelo Álvaro, alvo da PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira a Operação Sufrágio Ostentação para investigar a suspeita de que o PSL em Minas Gerais tenha utilizado candidaturas laranja para desviar recursos direcionados a campanhas eleitorais femininas nas eleições de outubro do ano passado.

Sete mandados de busca e apreensão, segundo o jornal O Globo, foram cumpridos em 5 cidades, um deles na sede do partido do presidente Jair Bolsonaro em Belo Horizonte.

A pedido da 26ª Zona Eleitoral de BH, a ação encampou ainda endereços localizados nos municípios de Contagem, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Lagoa Santa. Também foram apreendidos documentos relativos à produção de material gráfico de campanhas eleitorais.

As denúncias sobre candidaturas laranjas do PSL envolvem o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antonio, presidente do partido no estado até 2018.

 

Ele é investigado pelo Ministério Público em Minas Gerais e pela PF por ter supostamente ter patrocinado com dinheiro dos fundos partidário e eleitoral as candidaturas de fachada.

Álvaro Antonio está na corda bamba desde que veio à tona, em fevereiro, a suspeita de participação de seus assessores no esquema de desvio de recursos.

No início de março, um caso revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo” foi protocolado como denúncia junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

Segundo a candidata Zuleide Oliveira, o ministro Marcelo Álvaro Antonio teria conversado com ela em seu gabinete parlamentar em Belo Horizonte e teria garantido que o partido cuidaria de toda a documentação para a candidatura dela, sendo necessário apenas que ela assinasse documentos. Posteriormente, os recursos destinados a ela teriam sido desviados pelo PSL.

DEVOLUÇÃO

Ainda naquele mês, outra candidata do PSL mineiro ao cargo de deputada federal afirmou que um assessor do ministro condicionou um repasse de R$ 100 mil do fundo partidário da legenda para a campanha dela à devolução de R$ 90 mil ao partido.

Em entrevista ao “O Globo”, Adriana Moreira Borges contou que a garantia de retorno dos valores deveria ser dada por meio de nove cheques com valores em branco , assinados por ela.

Em abril, a deputada federal Alê Silva (PSL-MG) acusou Marcelo Álvaro Antonio de ameaçá-la de morte em duas ocasiões, com transmissão do recado sobre a ameaça por parte de políticos do PSL . A deputada disse que o ministro comunicou por via indireta sentir “ódio mortal” por ela e afirmou já ter sido xingada por Álvaro em ligação feita de madrugada.

Segundo Alê, o ministro “usa” o presidente Jair Bolsonaro , que resiste em demiti-lo do cargo. Álvaro Antonio nega a acusação.

Em uma audiência do Senado no início do mês, o ministro garantiu a parlamentares ‘sempre ter agido dentro da legislação’ .

Com informações de O Globo

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