Servidores da Justiça do Pará entram em estado de greve; reivindicam reajuste salarial
Aprovação do estado de greve na terça-feira

Em assembleia geral realizada na terça (25), os servidores da Justiça paraense deliberaram entrar em estado de greve. A decisão foi tomada após reunião da comissão de negociação com a direção do TJ (Tribunal de Justiça) do Pará, que, segundo a categoria, se recusa a conceder os 4,94% das perdas salariais decorrentes do período inflacionário de maio 2018 a abril 2019.

A proposta da direção do TJ de 2% de recomposição das perdas salariais e 4,94% do auxílio-alimentação, que segundo Thiago Lacerda, presidente do SindJu, cerca de R$ 50,00, deixou os servidores inconformados.

De acordo com o sindicato, perdas salarias já acumulam 7,28% da aata-base de 2016, quando o período inflacionário acumulou 9,28%. Nesse período, o TJ concedeu reajuste de apenas 2%.

 

Ao deliberar entrar em estado de greve, os servidores rejeitaram a proposta do reajuste do auxílio-alimentação, priorizando a reivindicação da recomposição salarial em 4,94%.

“O tribunal, que deveria dar exemplo para as demais instituições, vem se negando a cumprir, contribuindo para a perda de poder aquisitivo dos servidores, em detrimento das demais categorias, a exemplo, dos magistrados, que obtiveram reajuste de 16,38% em 2018”, frisou Thiago Lacerda.

Ainda segundo o presidente do SindJu, a recomposição das perdas salariais é um direito constitucional dos trabalhadores.

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O sindicato reunirá ainda esta semana o comando de greve eleito durante a assembleia, para planejar as atividades grevistas da categoria, que vão desde paralisações pontuais, passando por mobilizações em frente aos diversos fóruns e comarcas, até a paralisação completa das atividades, naquilo que caracteriza o estado de greve.

Com informações do SindJu

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