
Em 2002, 24 de março, morria em Belém, aos 89 anos, um dos maiores artistas paraenses de todos os tempos, o santareno Wilson Dias da Fonseca, o Maestro Isoca [foto].
Desde sexta-feira, 25, o blog publica curiosidades sobre a vida do músico, compositor autodidata, além de escritor e funcionário público do Banco do Brasil.
Serão 10 no total.
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Neste link, a curiosidade nº 1 (a primeira música); neste, a nº 2 (a última música). E nº 3 (as seis músicas mais famosas), aqui.
As curiosidades de nº 4 (hinos para clubes de futebol) e 5 (Música com gestação mais longa) estão neste link.
Abaixo as curiosidades de nº 6 e 7.
A música que mais tocava:
“Maria das Dores” (1955), valsa dedicada à sua filha que tem esse nome, e atualmente reside em Florianópolis. Ele também gostava de tocar várias músicas do tempo do cinema mudo, como a do filme “Cantando na chuva”.
A música de maior sucesso:
A música de Maestro Isoca que alcançou mais sucesso foi o bolero “Um Poema de Amor” (1953). Foram realizadas cerca de 30 gravações.
É conhecida no Brasil e no exterior.
“CANTANDO NA CHUVA”
Interpretação: Wilson Fonseca, ao piano.
Em 22 de agosto de 1995, na véspera do Concerto em sua homenagem (“Hino a Santarém”), no Teatro “Margarida Schivasappa” (Centur), em Belém (PA), sob os auspícios da Secretaria Estadual da Cultura (Governo do Estado do Pará), em comemoração ao transcurso do 75º aniversário de vida musical de Wilson Fonseca, com a participação de diversos cantores e instrumentistas nacionais e estrangeiros, que deu origem à gravação do CD da série “Projeto Uirapuru – O Canto da Amazônia” (volume 1), lançado em 1996, pela SECULT/PA, o compositor conversa com seu filho Vicente José Malheiros da Fonseca e executa, ao piano, diversas músicas de sua própria autoria e de José Agostinho da Fonseca, seu pai, tudo registrado por Otto Dreschsler, o mesmo Engenheiro de gravação e edição do CD, naquele mesmo teatro. Essas gravações têm a duração total de 70 minutos, aproximadamente. Na mesma ocasião, Wilson Fonseca tocou várias músicas do tempo do Cinema Mudo, que também foram gravadas, com duração total de 20 minutos, aproximadamente. Essas gravações são históricas e inéditas.
* Transcrito do livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, de Vicente José Malheiros da Fonseca – Gráfica do Banco do Brasil (Rio de Janeiro-RJ), 2012. ISBN: 978-85-918752-0-7).
A música “Cantando na chuva” (Singin’ in the Rain, 1929), tema do filme com o mesmo nome, com a clássica cena de Gene Kelly, é de autoria de Arthur Freed e Nacio Herb Brown.
Ouça música:
https://soundcloud.com/vicente-malheiros-da-fonseca/cantando-na-chuva-piano-wilson
MARIA DAS DORES
(Valsa)
Música: Wilson Fonseca (Santarém-PA, 1955)
Letra: Vicente Fonseca (Belém-PA, 14.05.2008)
I
Maria das Dores
Vou cantar
Nesta canção
A tua valsa
Só me traz inspiração
Vê
Quanto é belo
O luar
Nesta noite
Estrelada
De tanto esplendor.
Filha querida
Seja lá onde eu estiver
A serenata
Mais bonita vou fazer
Ouve o que diz
Com razão
Teu coração
Está feliz.
II
Ao som
Do meu piano, vou
Tocando
A valsa que te dou
Felicidade é tanta
Que nem sinto a hora
Que já se passou
E quando me dou conta
Do compasso amigo
A repetir:
Agora
Vou dançar
Sim
Ao som do violão
Que bom
No acorde da canção
Quero te dizer
Deste infinito
Em si bemol
Vim compor
Como sempre
O amor.
_______________________
Interpretação: Wilson Fonseca, ao piano.
Gravação inédita.
Em 22 de agosto de 1995, na véspera do Concerto em sua homenagem (“Hino a Santarém”), no Teatro “Margarida Schivasappa” (Centur), em Belém (PA), sob os auspícios da Secretaria Estadual da Cultura (Governo do Estado do Pará), em comemoração ao transcurso do 75º aniversário de vida musical de Wilson Fonseca, com a participação de diversos cantores e instrumentistas nacionais e estrangeiros, que deu origem à gravação do CD da série “Projeto Uirapuru – O Canto da Amazônia” (volume 1), lançado em 1996, pela SECULT/PA, o compositor conversa com seu filho Vicente José Malheiros da Fonseca e executa, ao piano, diversas músicas de sua própria autoria e de José Agostinho da Fonseca, seu pai, tudo registrado por Otto Dreschsler, o mesmo Engenheiro de gravação e edição do CD, naquele mesmo teatro. Essas gravações têm a duração total de 70 minutos, aproximadamente. Na mesma ocasião, Wilson Fonseca tocou várias músicas do tempo do Cinema Mudo, que também foram gravadas, com duração total de 20 minutos, aproximadamente. Essas gravações são históricas e inéditas.
* Transcrito do livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, de Vicente José Malheiros da Fonseca – Gráfica do Banco do Brasil (Rio de Janeiro-RJ), 2012. ISBN: 978-85-918752-0-7).
Confira a letra elaborada por Vicente Malheiros da Fonseca, filho de Wilson Fonseca, para a valsa “Maria das Dores”.
Vicente Fonseca escreveu também dois arranjos para essa música: Violão Solo (2008) e Quinteto de Cordas e Piano (2005 – Revisão em 2012).
Ouça música:
https://soundcloud.com/vicente-malheiros-da-fonseca/maria-das-dores-wilson-fonseca