Localizado no centro histórico de Santarém, no entorno da praça do Pescador, a estrutura casarão da antiga Padaria Lucy está por um fio. A deterioração do prédio adquiriu contornos mais trágicos ainda nas últimas semanas. Praticamente só a fachada resiste em pé. Nas fotos da jornalista e fotógrafa santarena Lila Bemerguy, as cores de um crime arquitetônico.
Sobre a estrutura do prédio, Lila depõe:
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– Senti tristeza e nostalgia, pois quando criança ia comprar pão ali, daqueles bem grandes, embrulhado com aquele papel rosado e amarrado com fio. No caminho pra casa, já ía comendo um pedacinho…E quando dava, papai levava todos para tomar sorvete. O prédio passou por aquele processo típico: ficou tão deteriorado que o jeito foi derrubar, a exemplo de muitos na cidade.
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Prédio histórico desaba.



E lamentável, hoje observarmos que a historia de frente de Santarém esta indo para as profundezas. Praticamente tive toda a minha infância na convivência do saudoso casal de português, Irene/Joaquim, sentávamos na porta da casa ao lado (Licia Campos Reça) aguardando chegar o horários de (21:30) para que a loja fosse aberta, com o intuito dos padeiros entrar para efetuar a produção do dia seguinte (pão francês ), hoje resido em Belém a cerca de 16 anos, e ao ler os comentários postados, observo, que todos querem encontrar um culpado, esquecendo que os principais ocupados destas devastas destruições, e de todos nos que fomos omissos, a responsabilidade de cuidar desta terra querida e de todos os habitantes,somente agora que esta tudo indo ao chão que foram se acordar, olhe cada um pra dentro de sim próprio, e se pergunte o que eu fiz para evitar esta grande destruição. Os nossos políticos tem sim a sua parcela de culpa, porem todos nos fomos culpados para que isso ocorresse.
Me lembro que quando criança, costumava ficar girando naqueles bancos brancos, rss. E sempre que podia, me pesava naquela balança enorme que lá tinha. E o olho de boi, o sorvete de cupuaçu então? Saudades de um tempo que não volta mais. Tive pelo menos a felicidade, de durante a minha infância ir na padaria Lucy.
se o predio lucy se candidatasse a prefeita,ela ja seria eleita.A materia da lucy foi a que mas deu comentario. oh povinho!!!!
ei jeso fiz um comentário ontem não foi postado. SÓ PQ FALEI QUE ERA DO EXCELENTÍSSIMO? to vendo agora sua sua “IMPARCIALIDADE”
Vc. não falou, vc. fez acusações, Kurupira. Mande as provas. Aí, sim, serão publicadas. Saiba: não sou irresponsável com o “imparcialidades” anônimas e sem provas.
Jeso
Para os que gostam muito de pão, salada de frutas, pastelão,caldo de cana, biscoito de goiaba,chocolate, leite, Romeu e Julieta, Monteiro Lopes, dou algumas sugestões para esses comilões, GARAPEIRAS IPIRANGA OU A DO QUALHADA,PANIFICADORA CR, K-PÃO, BOM PÃO, CR IMPORIO NO SHOPING LA TEM CADEIRA QUE GIRA, interessante que os comentários são bem direcionados, apenas com palavras diferentes, em nossa Cidade já demoliram tantos predios historicos e as pessoas nem se incomodavam, alias aqui em STM não existe imóvel tombado apenas o poligono de preservação cultural, para lembrar de alguns, o antigo casarão Marron Glacê, o antigo forte, hj a Receita Federal, o Canto Redodno derrubado por uma familia tradicional de StM, vários predios arrematados e demolidos pelos cearences no centro comercial e o mais CRUEL A FAMOSA PRAÇA DO RELOGIO demolida pelo atual governo, hoje só lembrada pelas fotos do Fortunato Serruya, e ai os comentaristas deveriam também lembrarem desses tristes epesódios, pois a LUCY ESTA COM A FACHADA PRESERVADA e segundo Sandro Lopes será restaurada na sua integridade, assim faça o proprietário do prédio que acredito por ser um Santareno de coração irá restaura-lá, pois depois de pronto irei tambem tecer comentários.
Jeso, parece que o dono atual desse prédio quer ser prefeito de Santarém, sendo assim ele não vai deixar esse predio sumir da cidade, tomará que seja verdade esses esclarecimento do Sandro Lopes vamos vigiar e ficar de olho.
PQP, só agora as lamentações?!…Sim, nos arquivos da minha memória está registrado que quando o time do Dr. Everaldo Martins ganhava (na pelada ao lado do velho trapiche) a gente chupava picolé a vontade, tudo por conta do dotô..rsrs…E o que dizer do outro prédio ao lado direito?
Lucy no céu com sua Pérola
Quando cheguei em Santarém (março de 1978), a Lucy estava em seu esplendor.
Meu pai montou uma lanchonete na travessa dos Mártires, ao lado da ótica Santa Luzia, que à época ficava no térreo do Solar dos Branco (onde hoje funciona a Loja Marisa), então um hotel decadente. Era triste ver aquele prédio se desmilinguindo.
Aos domingos, era sagrado ir à Lucy tomar sorvete. Até meu pai ia, e tinha conversas com o português dono do estabelecimento (creio que era o seu Joaquim). Trocavam figurinhas de médios comerciantes do ramo de lanchonete.
O prédio era bem cuidado. Mas ao que parece ele não teve a mesma sorte do Solar dos Branco, que também ficou abandonado até que um empresário com visão e com amor à terra que o acolheu (todo o mérito ao Chapadinha), reformou e valorizou a construção.
O mesmo não acontece com o prédio da Lucy, um cartão postal do passado e que em pouco tempo será apenas um retrato na parede (e “como dói”, diria Drummond…) de nossa memória.
A orla da cidade vai ficando descaracterizada de sua pujança arquitetônica que nos remete ao império colonial. Este e outros prédios vivem à sanha daqueles que esperam erguer paredes menos poéticas.
Só nos resta parafrasear a canção dos Beatles, simbolo do psicodelismo dos anos 1960 e imaginar que Lucy está no seu com sua pérola (“Lucy in the sky with diamonds”, de Lennon eMcCartney), “em um barco em um rio, com árvores de tangerina “….
Se eu não estiver mal informado essa área tinha sido tombada. Cade o Ministerio Público q/ não faz nada perante esse crime ?
O dinheiro q/ eu ganhava vendendo os papagaios q/ caiam no quintal de casa , eu torrava sem dó na Padaria Lucy. Num levava ninguem comigo. Bons tempos…
Jeso? Essa situação de descaso com o nosso Patrimônio Histórico é revoltante! A última vez que fui em Santarém, tomei um susto enorme quando vi que a Casa de Saúde não existia mais. Não deixaram nem o muro. Quando vi a cena deplorável, me lembrei logo de uma cena hilária onde, num domingo na década de 80, teu irmão, o Fabiano Carneiro, e uns amigos saíram, da Casa de Saúde todos enfaixados e cobertos de mercúrio, para o delírio do pessoal que estava na Orla! Rimos muito!…saudades disso!
Mais adiante, na esquina da Tv. Francisco Corrêa com a Rua Lameira Bittencourt, o dono de um bar simplesmente pintou os azulejos portugueses. Putzgrila!
… vai ver, ele tbm é português.
Jeso , em nome do proprietário do prédio Antonio Rocha gostaria de esclarecer o que está acontecendo no prédio da antiga Lucy . Com derrubada da estrutura da casa ao lado direito do prédio e por ser construida com material muito antigo estava cada vez mais comprometida a estrutura do prédio da Lucy, o período chuvoso se aproxima e poderiamos ter um problema maior . Será construido um novo prédio, e serão mantidas todas as caracteristicas do imóvel ( fachada ) , inclusive no novo projeto há previsão de revitalização da fachada, tendo sido inclusive contactado fabricante de azulejos de época para manter as características originais do prédio . O retante da estrutura não poderá ser aproveitada pois o material é muito antigo e sem consistência,inclusive a parte superior era toda em madeira . A obra irá ter todos os acompanhamentos e licenças legais exigíveis e será preservada a história do prédio , assim como está sendo realizado no Teatro Vitória pelo M. Público , para que possamos deixar uma lembrança viva na memória de cada pessoa que viveu algum momento de sua vida na Santarém de outrora .
Grato pelo espaço e nos colocando a disposição para esclarecimentos .
Infelizmente a lógica do capital se faz mais ‘racional’ (à força) do que manter a memória de uma cidade e de um povo. Quando li os comentários sobre a padaria, de histórias pueris, de relatos de viagens, é incontestável que esse imóvel tem mais valor de identidade, do que arquitetônico.
Apesar de tanta tecnologia, de fotografia, vídeos e impressoras 3d, nada é mais importante do que a sentir a espacialidade desse monumento. Ainda há tempo de não se deixar perder uma parte da nossa gente, de nossa história.
Recordar também é viver, que saudades do Pão quente das 15:00 hs, pois trabalhava no Café Catraia que ficava em frente do também saudoso restaurante do Kelé e toda tarde o lanche era sagrado e a noite o Milk shak, que tempo bom que não volta nunca mais.
É VERDADE JESO, TOMAMOS MUITA VACA PRETA, SORVETE DE BAUNILHA COM COCA-COLA. ALÉM DOS OLHOS DE BOI, PASTEIS, PÁO QUENTINHO COM MANTEIGA, SUCOS. ETC. TEMPOS BONS.
Pelo cuidado que o dono tem com o predio ja imagino o cuidado que tera com o futuro estado do tapajos?
Jeso, ver essas fotos da antiga padaria Lucy neste estado lamentável foi com ver parte da minha infância quebrada.
Aquele pão de cocó, o pão com goiabada derretida em cima, o pão quentinho, o milk shake depois do banho no trapiche.
Tenho acompanhado no seu blog que os antigos prédios de Santarém ( Padaria Lucy, o casarão da Dona Laire Campos) não tem recebido a devida atenção do poder público. São imóveis privados mas, deveriam ter uma intervenção pública.
Nossa história está se perdendo. Será que já nasceremos como uma capital sem memória???
Marcelo M. Costa
Fortaleza / Ce
Jeso,
A Lucy está na minha memória de infância.
Era um ponto de parada obrigatória pra o sorvete dominical, depois da sessão vespertina no Cine Olimpia. Fiz isso com minhas irmãs e o Celsão Lima, algumas vezes. Lamentável esse estado de abandono da memória e patrimônio públicos.
Samuca
Sempre que vou ao Rio de Janeiro, “mato” um pouco da saudade da Padaria Lucy, indo na Confeitaria Colombo, no centro do Rio. A Padaria Lucy, não tinha o glamour da Colombo, mas alguns azulejos e os biscoitos deliciosos refrescam a memória dos saudosistas.Os barcos vindo de Alenquer encostavam na frente da Padaria Lucy e antes de sair para fazer os exames médicos, pois só íamos à Santarém pra fazer algum tratamento de saúde, a padaria Lucy era nossa parada obrigatória. Até hj não sei o nome do meu biscoito preferido, sei apenas que lembra uma empada doce com um “pingo” de goiabada no meio. Jamais poderia imaginar que tudo terminasse assim…
Ximango da Gema era chamado de olho de boi…muito bom..e o pão quentinho com manteiga…?
O NOME DO BISCOITO É OLHO DE BOI. É VERDADE ESTIVE NA COLOMBO E MINHA FAMÍLIA FOI RECEPCIONADA PELO DONA DA CONFEITARIA QUE NOS RELATOU A HISTÓRIA DA COLOMBO E COM MANTÉM A TRADIÇAO DA MESMA. FOI MUITO GENTIL E RECEPTIVO.
E a salada de fruta ? E o pastelão ? E o balcão de vidro ? Putz … Saudade cara
O melhor de nossas vidas aconteceu no passado.
Estou lagrimando junto com todos aqueles que provaram do melhor pão de santarém, isso é uma prova de que a pérola do tapajós está ficando sem memória.
E que saudades dos diversos docinhos e também sentava naqueles bancos redondos que giravam uma diversão pra mim naquela época.
Que saudades!!!!!!!
– “Aqueles bancos que giravam”
porra do que voce foi me lembrar 🙂 Obrigado, eu tinha esquecido.
É aquela história: se cair é melhor pro dono!!!
O dono é o Deputado Antonio Rocha
Quem perguntou de quem era padaria LUCY? quer sujar imagem do Dep . Antonio Rocha rs , apenas lembrando da historia que passamos na nossa infancia … a padaria nao poderia fica 200 anos em pé precisava ser demulida pois poderia causar acidente grave , estrutura toda condenada , ah fachada será toda recuperada continuando lembraca na cabeca de cada um santareno.
Herança maldita, a genética é a mesma, cuidado com o próprio veneno!
Doces Lembranças de criança quando eu comia o melhor pão de coco!
Ah que pena nunca esse tempo, nunca mais voltará..!