No O Globo
Reportagem publicada no domingo [25] pelo jornal “New York Times” mostra o crescimento das cidades da Região Amazônica.
O jornal destaca que entre as 19 cidades brasileiras que dobraram de tamanho na última década, dez estão na Amazônia. Ao todo, a população da região subiu 23% de 2000 a 2010, enquanto o Brasil como um todo cresceu apenas 12%.
O “New York Times” conta a história do município paraense de Parauapebas.
Segundo o jornal, a cidade passou “de um fronteira obscura com garimpeiros e tiroteios para uma área urbana em expansão com um shopping center com ar-condicionado, condomínios fechados e uma concessionária de picapes Chevy”.
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O jornal mostra preocupação com o impacto desse crescimento sobre o meio ambiente. Segundo o “New York Times”, o governo brasileiro tenta conciliar o desenvolvimento econômico da região com o impacto ambiental.
“E enquanto o país registrou recentes progressos no combate ao desmatamento, em grande parte por fazer cumprir as leis de registro e delimitando áreas florestais, biólogos e pesquisadores do clima temem que o aumento acentuado de migração para as cidades na Amazônia, que hoje tem uma população aproximada de 25 milhões de pessoas, mine esses ganhos”, diz o jornal.
Leia mais em ‘New York Times’ destaca crescimento de cidades amazônicas.
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A preocupação da comunidade internacional com a Amazônia é até de se entender, por conta biodiversidade singular. O que não é inteligível, é o nosso país tratar a região amazônica como solução de problemas de um país inteiro, sem mirar os problemas de quem a habita.
A falta de uma definição clara de um modelo de desenvolvimento, sem agressão ao meio e com uso de todos os recursos, poderia ser uma maneira de tornar o ‘jogo’ do empreendedorismo, na região, muito atrativo.
Que modelo já usado queremos? Uma zona franca que produz para o país, mas e produz emprego; ou uma hidrelétrica de Tucuruí que também produz para todos, gera grandes impactos e não nos deixa a ‘plata’ do ICMS?