por Samuel Gueiros (*)
Em 3 edições, a Veja trouxe comentários sobre um incidente: artistas globais falaram um monte de bobagens sobre Belo Monte em videoclip de circulação nacional, provavelmente financiado por alguma ONG ambientalista.
Aliás, vai caindo a ficha de que ONGs ambientalistas em grande parte são apenas instrumentos de um novo colonialismo dos paises desenvolvidos destinados a circular uma ideologia de incapacidade de gerirmos o nosso próprio meio-ambiente.
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Esses países, no entanto, se mostraram incapazes de conter um vazamento de óleo no golfo do México por vários meses, comprometendo o meio ambiente naquela região muito mais do que 50 anos de desmatamento da Amazônia; e essas ONGs nem sequer apareceram no Golfo do México, inclusive o Greenpeace.
Há um progressivo despertamento no país para essa tentativa de colonialismo disfarçado e o videoclip dos artistas globais foi “nocauteado pela lógica”, a partir de outro clip montado por universitários de São Paulo, demonstrando com dados e fatos que Belo Monte é projeto necessário ao país. O clip dos estudantes “viralizou” na Internet e poderá influenciar no desfecho da “crise Belo Monte”.
Durante o plebiscito, artistas paraenses, como Fafá (que não queria ser de Belém), Nilson Chaves, Calypso (que tem gente na banda desta região), apareceram numa espécie de “We are Pará” com uma canção entoando um ufanismo piegas, um bairrismo brega, produtos de um saudosismo localizado em Belém, que o Dutra bem colocou em artigo neste blog.
Devem ter sido regiamente pagos pela elite de Belém ou por Jatene para perpetrar aquela versão fajuta do “We are the world”. Se vierem com a desculpa de que o dinheiro do clip foi para “obras assistenciais” eu não acredito.
Devíamos ter respondido na mesma medida o clip dos artistas de Belém demonstrando para eles os argumentos factuais para a divisão que ficaram invisíveis a esses artistas, assim como os estudantes de São Paulo deixaram sem argumento as celebridades globais.
É bom ficar de olho também nesses artistas de Belém que chegam aqui interessados em “divulgar a cultura paraense” (de olho no dinheiro dos ingressos), elogiando e celebrando Alter do Chão e a Pérola do Tapajós, mas em um momento histórico decisivo deram as costas para os que aqui sempre lhes aplaudiram. Em gesto nada “cultural”, perderam uma ótima oportunidade de desligar o microfone por incentivar uma disputa desigual em favor de uma postura impopular para a nossa região.
A situação tá braba: os artistas sempre estiveram historicamente na vanguarda, inclusive os artistas globais, que participaram das Diretas, Já (inclusive Fafá de Belém). Mas agora, tanto no país quanto no Pará, passaram a protagonizar espetáculos deprimentes e partidários em favor de causas conservadoras, retrógradas e bairristas. NÃO A BELÉM.
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* É médico e reside em Santarém. Escreve regularmente neste blog.
“…Devem ter sido regiamente pagos pela elite de Belém ou por Jatene para perpetrar aquela versão fajuta do “We are the world”. Se vierem com a desculpa de que o dinheiro do clip foi para “obras assistenciais” eu não acredito….”
Resposta:
Simplesmente patético!
“Eu acho” , “talvez”, “deve ter sido”, … (risos!)
Tapajós??…Nunca vão ser!
é verdade que o papai noel desceu de paraquedas no colosso do TAPAJÓS, no último domingo trazendo uma bandeira do Parazinho. Olha, se for verdade acho que no mínimo é uma tremenda sacanagem que a prefeita está querendo fazer com o povo desta região, que vive um momento único de união em torno de uma ideia e que pelo jeito já estão tentando fazer-nos mudar, esquecer, sei lá. Temos que cobrar explicações e até retratações se for o caso. Este fato também já está sendo discutido nas redes sociais e com grande repercução. veja no grupo Carajás e Tapajós VIVOS! facebook.