
Eraí Maggi, um dos maiores produtores de soja do Brasil — se não o maior —, espera ter seu próprio terminal de grãos no porto de Santarém, no Pará, em pouco mais de dois anos.
Essa é a expectativa atual do empresário, considerados os prazos para que ocorram todos os processos necessários — desde licitação de área no porto à obtenção de licença ambiental.
Para o negócio do Grupo Bom Futuro, comandado por Maggi e cuja localização é o Estado do Mato Grosso, a estrutura desafogará os gargalos logísticos que resultam da ineficiência estrutural do país.
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Questão, aliás, histórica e que leva empresas a deixarem de ganhar US$ 5 bilhões por ano, estimam produtores. Escoar a produção do Mato Grosso via Norte trará enorme vantagem em termos de custos.
Assim que as obras na BR-163 estiverem concluídas — a expectativa do governo federal é 2013 — a distância percorrida entre municípios produtores e portos poderá encolher cerca de mil quilômetros. Enquanto o trajeto a partir de Sinop (MT) até o Porto de Santos soma 2,5 mil quilômetros, do mesmo município até Santarém a distância cai para 1,4 mil quilômetros.
“Precisamos exportar pelo Norte para ter custos menores”, disse Eraí Maggi em entrevista ao Brasil Econômico.
Leia mais em Rei da Soja planeja construir terminal no PA em 2 anos.
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TENHO UM RECADO A ESSE SENHOR;
SE O SEU TERMINAL GERAR EMPREGOS A POPULAÇÃO DESTE MUNICIPIO E DESENVOLVER A NOSSA REGIÃO SEJA MUITO BEM VINDO A REGIÃO OESTE. SÉRIO!
AGORA SE NÃO TRAZER NENHUM BENEFICIO PARA SANTARÉM E REGIÃO TE PEÇO POR FAVOR NEM VENHA MAS A ESTA CIDADE A NÃO SER QUE VENHA A PASSEIO.
O QUE A NOSSA REGIÃO PRECISA É DE INDUSTRIAS, EMPRESAS QUE BENEFICIEM COM GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA COISA QUE O GOVERNO ESTADUAL NÃO QUER TRAZER PARA NOSSA CIDADE.
OBRIGADO.
Vez em quando uns dos inúmeros componentes da família Maggi aparece em alguns órgãos de imprensa declarando seu (suposto) DESEJO de ter um Porto em Santarém….
O que está acontecendo ?
É a Lobby do SIRSAN e dos nosso ruralistas atuando (na Imprensa) em favor de mais um porto graneleiro em Santarém ?
Querem tirar o Maggi de Miritituba ?
Ou será que em Miritituba não querem mais saber do Maggi?
Enfim….. ZzZzZzZzZzZZzzZZZZ
Tiberio Alloggio
Eis uma questão da mais alta importância e complexidade. Praticamente irreversível que aconteça. Mais cedo ou mais tarde do que o previsto. Todavia, cabe questionar: qual será o posicionamento das autoridades que representam a socidade por meio do Estado? Ficarão deslumbrados com os números tão somente, ou vão ter uma atitude que possa ir além da subserviência e da admiração abobalhada? Afinal, os grupos empresariais estão em busca de ampliação de faturamento e de vantagens operacionais. Não estão preocupados com os impactos e as mazelas que também, de forma inevitável, acompanham estes grandes empreendimentos. Cabe à sociedade organizada este papel. E aqui entram, de forma especial, as lideranças políticas, os estudiosos das questões sociais, políticas e econômicas que estão atuando nas instituições de ensino superior ou fora delas, enfim, todos os que reunem condições técnicas ou políticas para analisar e se pocionar em prol dos interesses coletivos. Somente assim Santarém e a região poderá ter alguma vantagem com este vultoso empreendimento. A propósito, cabe perguntar: Nesse batalhão de candidatos a prefeito e vereador, quais reunem maiores condições estratégicas para participar deste debate, de maneira a levar para a mesa de discussões as questões sociais e coletivas? Para defender interesses dos grandes grupos empresariais e das velhas raposas dominantes da política local e regional, nem precisamos de muito esforço para saber quem faz este papel. Mas é isso que queremos e precisamos em um momento tão delicado como esse? Se quizermos um amanhã melhor, temos que cuidar dele hoje. Gosto muito de uma frase/mensagem formulada por Chico Xavier e vou utilizá-la para encerrar este comentário pois penso que ela diz muito a propósito do que escrevi: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”
que os ambientalista nao barrem essa possível vinda, pois isso seria um grande avanço pra nossa cidade
O sonho de construir um novo terminal de grãos parece antigo (https://www.jesocarneiro.com.br/negocios/soja-megaprodutor-vai-construir-terminal-em-santarem.html#.UDNl06AvdRw), creio eu que o empresário aguarda três opções para o pleito: 1- a construção de uma linha ferroviária unindo o norte da soja mato-grossense através do Plano Nacional de Logística, lançado recentemente (https://www.jesocarneiro.com.br/infraestrutura/santarem-incluido-no-plano-nacional-de-logistica.html#.UDNoZ6AvdRw); 2- a construção da mesma linha ferroviária através de recursos privados externos (https://www.jesocarneiro.com.br/negocios/grupo-chines-quer-ferrovia-de-mt-a-santarem.html#.UDNpNKAvdRw) ou 3 – o término do asfaltamento da BR-163 (https://www.jesocarneiro.com.br/infraestrutura/br-163-nao-sera-concluida-em-2012.html). O certo é que o investimento deva sair do papel visto que qualquer uma das opções acima se conclua a médio prazo, além disso, o atual terminal graneleiro em Santarém não suprirá a demanda oriunda do império da soja mato-grossense, a menos que a multinacional ali instalada amplie sua capacidade. Mas antes disso, Santarém deve pensar em melhorias na sua infraestrutura, principalmente na duplicação da BR-163 (https://www.jesocarneiro.com.br/infraestrutura/br-163-sai-a-verba-para-o-projeto-de-duplicacao.html#.UDNuI6AvdRw) para que o progresso não se torne um caos.