Replanejamento urbano das cidades. Por Igor Normando
O replanejamento urbano é ousado e desafiador. Foto: Reprodução

Pensar o planejamento urbano de uma cidade por si só já é uma tarefa complexa, mas já imaginou se o objetivo for replanejá-la?

Pois é, essa tarefa se torna ainda mais ousada e cheia de desafios, principalmente quando encontramos pelo meio do caminho cidades que cresceram desordenadamente, onde pequenas ocupações viraram bairros populosos e os gestores que governaram a cidade se preocuparam mais em garantir votos para uma próxima eleição do que agir em tempo hábil para que rincões não se transformassem em grandes aglomerados urbanos com gargalos sociais de difícil resolução.

Igor Normando *

Replanejar a cidade é, sobretudo, entender que não será fácil mudar hábitos, culturas e tradições dos moradores, que se acostumaram a viver, muitas vezes, em condições sub-humanas e, mesmo assim, são avessos às mudanças.

Quebrar paradigmas para transformar o município em um ambiente equilibrado, sustentável, capaz de legar a população uma nova forma de “viver”, onde o setor público e os cidadãos possam conviver cumprindo suas obrigações com equidade e sentimento de pertencimento é o objeto central.

Para isso, existem pontos primordiais que não podem faltar em qualquer reinvenção urbana. São eles os serviços básicos, tais como: educação, saúde, saneamento, fomento de ações que gerem emprego e renda, além do direito à habitação. Esses pontos devem estar fincados como prioridades, afinal, não dá pra ter uma cidade arborizada, com o patrimônio histórico recuperado e mobilidade funcionando se não houver médico nos postos de saúde, creches, água tratada na torneira e cidadãos que não dependam do serviço público para seu sustento.

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Reinventar a cidade não é esquecer dos princípios básicos da dignidade humana, mas aliar tudo isso às vocações culturais e econômicas de cada localidade. Para repensar as cidades é preciso conhecer seu Plano Diretor, identificar acertos, equívocos e pensar sempre um passo à frente para trabalhar sua modernização, um estudo que deve ser feito por técnicos capacitados e ampla participação da sociedade.

São nas cidades que vivem majoritariamente grande parte da população, e, embora padeçam com a falta de recursos, concentrados nos Estados e na União, são elas que refletem o êxito das políticas públicas implantadas.

— * Igor Normando é deputado estadual do Pará, filiado ao Podemos.


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