Grupo de juízes defende corregedora do CNJ

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Eliana Calmon, apoio

Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem [23] assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

“Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistatura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente”, afirma o manifesto, para realçar que “não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria”.

A ideia surgiu em lista de discussão de magistrados federais na internet. Foi proposta pelo juiz federal Rogério Polezze, de São Paulo.

Ganhou adesões após a manifestação do juiz Sergio Moro, do Paraná, especializado em casos de lavagem de dinheiro, não convencido de que houve quebra de sigilo de 200 mil juízes.

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12 Responses to Grupo de juízes defende corregedora do CNJ

  • AINDA BEM QUE EXISTE ALGUÉM (JUIZES/MINISTROS) PENSANDO COMO A MINISTRA CALMON. O POVO SOMENTE QUER SEJA PRATICADA A PROPALADA TRANSPARÊNCIA QUE DEVERIA SER A BASE DO PODER JUDICIÁRIO E DEMAIS PODERES CONSTITUCIONAIS. NEM TUDO ESTÁ PERDIDO.

  • Jeso, sou da opinião, que não só, os juizes, mas todos os ocupantes de cargos publicos, deviam ter suas finanças abertas a seus empregadores, ou seja, NÓS CONTRIBUINTES. É inadimissivel, que ainda existam carteis, sejam de magistrados, seja de poiticos, seja de ocupantes de cargos publicos, seja politico ou não, seja do que for, que se escondem atras das togas ( e aqui entendam, os cargos que ocupam), para cometerem todo tipo de aberração, e ficarem incolume, protegidos seja pela togas, seja pela função que exerçam. A Ministra Eliana Calmom, mecheu em um vespeiro e desagradou, aqueles que usam a toga, como meio de enriquecerem, e darem-se bem, não importando de que forma.

  • No Brasil, já faz é tempo que nem existe mais Poder Judiciário. O STF só tem feito é abdicar do seu Poder, como quando reconheceu que o caso do terrorista e assassino italiano Cesare Battisti preenchia todos os requisitos para a extradição requerida pelo governo italiano, mas… deixou nas mãos do Lula a prerrogativa de dar a última palavra, que, é claro, foi pela imposição, aos brasileiros, da obrigação de conviver com esse ficha suja internacional. Com 8 dos 11 ministros indicados pelo mesmo partifo político, não tem Poder que se sustente, ou melhor, todos querem se sustentar sob o Poder.

  • Caro Jeso,

    Como cidadão, assimilo essa notícia como um presente de Natal.
    Um abençoado Natal, que se estenda ao longo do novo ano, pra você e família.

  • Nossa justiça brasileira mostra cada vez que um órgão sem capacidade de julgar!!!! Não precisamos de graduados em DIREITOS PROFUNDOS CONHECEDORES DA JURISPRUDÊNCIA, E SIM DE PESSOAS BOAS COM CARÁTER…VEJA EXEMPLO DA NOSSA JUSTIÇA CADE OS RESULTADOS AS INVESTIGAÇÕES DO NOSSO SENADOR JADER? NOSSA FICHA LIMPA? ENFIM VARIAS MAZELAS QUE FAZEM NOSSO JUDICIÁRIO SER RIDICULARIZADO (SEM O MENOR PRESTIGIO) NO EXTERIOR… NÃO ACHO NADA NORMA UM JUIZ RECEBER 250 OU 700 MIL…E MUITO DINHEIRO BRINCADEIRA.

  • Muito elucidativa a reportagem da Folha de São Paulo, hoje:

    “A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça, recebeu R$ 421 mil de pagamentos de auxílio-moradia atrasados. O valor foi pago em três parcelas. Duas (totalizando R$ 226 mil) em 2008 e uma (R$ 195 mil) em setembro deste ano. Esses pagamentos a membros do Judiciário foram fixados em 2000 pelo Supremo Tribunal Federal. A justificativa legal para a decisão foi que era preciso compensar magistrados que desejavam receber o benefício pago a congressistas na década de 90.

    Calmon integra o Superior Tribunal de Justiça. Ontem, a Folha revelou que 9 dos 33 ministros dessa corte receberam atrasados de auxílio-moradia neste ano, num total de R$ 2 milhões. O jornal indagou à corregedora se recebeu o benefício. Sua assessoria confirmou: “A ministra determinou a divulgação em nome da transparência”. Calmon instruiu a assessoria a dizer que a inspeção que o CNJ fazia “sobre rendimentos de juízes não visava investigar esses pagamentos chamados de auxílio-moradia atrasados”. A Folha indagou se não haveria investigação sobre casos de juízes que receberam tudo em uma única parcela, quebrando a regra da igualdade determinada na criação do benefício. Segundo a assessoria, essa checagem não faz parte do processo que foi suspenso pela liminar concedida pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski.

    No caso de Calmon, as parcelas foram pagas, segundo a assessoria, “também aos ministros do STJ que tinham esse direito, na mesma época, e segundo os mesmos critérios”. Se no curso das inspeções nos Estados fosse constatada a quebra do princípio da igualdade no pagamento do auxílio-moradia atrasado, nesse caso então seria aberta outra investigação sobre esse aspecto específico.”(Da Folha de São Paulo)

  • Jeso,

    A atitude desses magistrados, em defesa da atuação da Corregedora do CNJ, é um lampejo de dignidade nesse poder tão fundamental à sociedade democrática. O texto da Folha Online é esclarecedor: “O objetivo da corregedora é cruzar as informações com levantamento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que apontou 3.438 juízes e servidores com movimentações atípicas”.

    Por isso essa reação corporativa de péssimo exemplo, constrangendo a instituição de cumprir seu papel (investigar, dentro da lei). Aplausos aos juízes federais que se mobilizam em apoio à Eliana Calmon. Apesar de tudo, a esperança resiste bravamente…

    Saudações, Boas Festas e um Extraordinário 2012 pra ti e família, amigo.

    Samuca

  • Não sou juiz e nunca mediei nem briga de galo, mas estou pronto para assinar e apoiar esse manifesto. Aliás, caro Jeso Carneiro, já estar mais do que na hora da população brasileira se manifestar favoravelmente ao trabalho do CNJ. Ou será que ninguém sabe que somos todos “iguais” perante a lei?

    1. Caro Antenado, o que essa senhora (Eliana Calmon) tem feito em prol da moralização do Judiciário brasileiro merece não só aplausos, mas soldados como vc. (e estou nessa também) na trincheira ao lado dela, porque essa é uma luta que a sociedade precisa ter lado. O lado da corregedora do CNJ.

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