CPI da Covid no Senado ouve ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta 5ª
Marcelo Queiroga, médico: será ouvido hoje pelos senadores da CPI da Covid. Foto: Agência Brasil

Após ouvir os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado recebe na manhã desta quinta-feira o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga.

Também está marcado para o início da tarde o depoimento de Antônio Barra Torres, diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Eles serão os primeiros integrantes atuais do governo Jair Bolsonaro a serem questionados pela comissão.

 

O depoimento de Queiroga encerraria o ciclo de testemunhas que passaram pelo comando da Saúde, mas Eduardo Pazuello acabou desmarcando a presença nesta quarta-feira. Segundo membros da comissão, o general da ativa alegou que teve contato no fim de semana com dois coronéis que foram infectados pelo novo coronavírus e, por isso, teve o depoimento presencial reagendado para o dia 19 de maio.

Os requerimentos para que Queiroga fosse ouvido pelo colegiado destacam que o ministro da Saúde pode ajudar a esclarecer a crise sanitária no Amazonas, onde pacientes internados com o vírus enfrentaram a falta de oxigênio e muitos perderam a vida pela escassez do principal insumo para a recuperação dos pacientes. O médico cardiologista assumiu a pasta no pior momento da crise, em que o país bateu recordes diários de óbitos, e pressionado para acelerar o Programa Nacional de Imunização contra o coronavírus.

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Apesar disso, assim como Mandetta e Teich, Queiroga deve ser questionado sobre a utilização da cloroquina e de outros medicamentos sem eficácia comprovada para tratar a Covid-19 no “tratamento precoce”, defendido pelo governo federal. Além disso, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), já afirmou que perguntará sobre o número inflacionado de vacinas contratadas pela União.

“Queremos saber se tem ou não vacina e quais são os contratos. Vou esperar o ministro aqui com essa resposta”, disse o senador em coletiva após a sessão desta quarta.

O atual ministro da Saúde tem feito um esforço para mostrar que o governo federal está sendo efetivo na compra e distribuição de vacinas contra o coronavírus. Com frequência praticamente diária Queiroga posta nas redes sociais mensagens para defender que o Planalto está alinhado no combate à Covid-19. Nesta quarta-feira, ele afirmou que a Pasta está “muito empenhada” para ampliar a testagem da população para promover uma “reabertura segura da economia”.

Barras Torres na CPI

“Temos um único inimigo: o vírus. E precisamos pôr fim à sua circulação para que tenhamos nossa vida de volta como era antes. O governo federal tem atuado fortemente para apoiar estados e municípios na assistência à saúde, para termos essa situação equacionada o mais breve possível. A prioridade número um é a campanha de vacinação. Para tanto, mais de 500 milhões de doses de vacinas já foram contratadas e esperamos que até o final do ano possamos imunizar toda nossa população”, defendeu o cardiologista no Twitter.

Barra Torres, diretor da Anvisa, foi convocado através de requerimentos apresentados por pelo menos cinco senadores. Ele será perguntado sobre a decisão da agência reguladora de negar a importação emergencial do imunizante russo Sputnik V. A vacina já foi negociada por vários estados e municípios, e a Anvisa vem sendo pressionada para acelerar o processo de aprovação.

“O processo que levou à não liberação pela Anvisa da vacina Sputnik V, produzida pelo laboratório russo Gamaleya, foi envolto em polêmicas e supostas pressões de ambos os lados. Tal processo merece ser apreciado por esta CPI e por isso é imperiosa a convocação do diretor-presidente da Anvisa, senhor Antônio Barra Torres, para que explique os procedimentos da Agência neste processo”, defende um dos requerimentos.

Com informações de O Globo


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Um comentário em: CPI da Covid no Senado ouve ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta 5ª

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  • Manuel disse:

    Tem um general que era pau mandado no ministério da Saúde, se borrando de medo de ir depor a CPI, e olha que os integrantes do governo vivem dizendo que não tem medo de CPI.