O presidente do Pros, Eurípedes Júnior, um dos alvos da Operação Partialis, se apresentou voluntariamente nesta terça-feira na superintendência da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
A ordem de prisão foi expedida pela 2ª Vara da Justiça Federal do Pará na semana passada. No entanto, devido à Legislação Eleitoral, Eurípedes não pode ser preso.
O presidente do PROS é investigado por desvio de dinheiro da Prefeitura de Marabá (PA). Ele chegou às 7h30 na PF, mas ainda não foi recebido pela autoridades.
Segundo informações, Eurípedes se entregou para depois pedir a revogação da prisão.
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De acordo com as investigações, Eurípedes Júnior faria parte do grupo do ex-prefeito de Marabá suspeito de facilitar pagamentos da prefeitura em troca de propina.
Só em um dos casos, os investigadores descobriram indícios de um suborno de R$ 100 mil.
Na última sexta-feira (19), a assessoria do PROS divulgou uma nota na qual o presidente do partido disse que estava surpreso com a decisão judicial que decretou sua prisão.
Ele negou ter envolvimento com a prefeitura de Marabá (PA) e com a gestão do ex-prefeito João Salame.
ACUSAÇÕES
Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, que também é ex-vereador, foi alvo de uma série de reportagens do jornal Correio Brasiliense em março e julho do ano passado.
Ele é acusado de utilizar o dinheiro público para a compra de um helicóptero, mansões, um avião bimotor e de contratar funcionários terceirizados por meio de empresas de parentes com o dinheiro público.
Ao menos quatro denúncias contra Eurípedes são investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Uma delas se refere ao helicóptero da fabricante Robinson, modelo R-66, prefixo PP-CHF, avaliado em R$ 2,8 milhões, que é utilizado para os deslocamentos do ex-vereador da cidade de Planaltina de Goiás, local onde o Pros foi fundado, até uma casa que era usada pela legenda, no Lago Sul.
Desde sua criação, em 2013, o partido, que só tem cinco deputados, já recebeu mais de 35 milhões do fundo partidário.
Eurípedes mantém duas casas em Planaltina, e uma gráfica que também pertence ao partido, de acordo com denúncias de ex-funcionários.
Uma fonte contou a reportagem, na época, que motoristas do transporte irregular, que prestavam serviço para ele, foram usados em larga escala para recolher assinaturas na região para a criação do Pros.
Ele também é acusado de fraudar documentos para convocação de assembleias extraordinárias.
Com informações dos jornais O Globo e Correio Brasiliense
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