
Na noite desta quarta-feira (15), o governador Helder Barbalho (MDB) sancionou a lei que declara o “Ritmo Brega” integrante do Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará. O projeto de lei foi aprovado à unanimidade pela Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) no dia 24 de agosto.
O ato de assinatura da lei ocorreu em Belém. E contou com a presença, além do governador, da secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal; da deputada estadual Ana Cunha (PSDB), autora do projeto; do deputado Francisco Melo (Chicão), presidente da Alepa; deputada Marinor Brito (PSOL), representante da Câmara de Cultura na Alepa; Michel Pinho, secretário Municipal de Cultura de Belém, e outros gestores de municípios paraenses.
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Para prestigiar os artistas, Helder Barbalho chamou ao palco todos os músicos, compositores, dançarinos, representantes de aparelhagens e demais trabalhadores da cultura ligados ao brega, antes de iniciar seu pronunciamento.
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“Apesar de o que o imortaliza não é uma lei; o que o imortaliza é a grandeza em que todos vocês transformaram esse ritmo, que se confunde com a história do nosso estado, que se confunde com cada um de nós. Certamente, não tem um paraense, por mais travado que seja, que já não tenha pelo menos tentado um passo de brega. Se não, não é paraense ou não mora aqui”, destacou o governador.
“O brega está para nossa música como o açaí está para nossa gastronomia, como Nossa Senhora de Nazaré está para os católicos e nossa fé. Isso é fantástico, porque demonstra a grandeza do nosso Pará. Um estado que, efetivamente, podemos dizer que tem cultura da música, da dança, da gastronomia, da sua história, e assim por diante. Quero dizer que estou muito feliz, particularmente. Vocês, artistas do brega, fazem parte da minha história”.
A deputada Ana Cunha destacou a sanção da lei como uma conquista do povo paraense.
“É uma satisfação muito grande poder estar na Assembleia Legislativa do Estado, e agora participar da sanção de uma lei que nada mais é do que reconhecer o que todos esses homens e mulheres transformam o nosso Estado. O mérito é de vocês. Nós apenas, como legisladores, estamos reconhecendo o que vocês fazem e já fizeram por esse Estado”, ressaltou a parlamentar.

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A importância econômica e social do brega foi ressaltada pela secretária Ursula Vidal.
Segundo ela, o ritmo é importante também para a geração de emprego e renda de uma imensa cadeia produtiva de trabalhadores e trabalhadoras da cultura. “Estamos falando de músicos, de técnicos, de DJs, da turma das aparelhagens, onde há muitas pessoas empregadas. Da turma, também, que trabalha dentro dos empreendimentos de lazer, das casas noturnas, das próprias rádios paraenses, que são muito mobilizadas nessa profusão de produção que o brega gerou”.
“É uma emoção muito grande. Eu digo que a gente deve isso ao público, porque foi ele que consagrou a música, que escuta a música em casa, nas suas festas, na bicicleta, na moto, no carro. Temos que agradecer ao público. Nós, artistas, somos só os intermediários desse mergulho harmônico, dessas letras maravilhosas, desse poder que o brega tem de sempre estar se renovando. O brega é uma fênix. Ele surpreende a gente. Eu me sinto lisonjeada de fazer parte desse momento histórico”, disse a cantora Rosemarie, ex-integrante da banda Warilou.
Após a cerimônia, houve programação gratuita, com show de artistas do brega paraense, como os cantores Alan Rodrigo, Sonel Farias, Nilk Oliveira, Carlos da Luz, Waldo César, Lima Neto, Alberto Moreno, Tarcísio França, Rony Nascimento, Gerson Thirrê, e do Projeto “Os reis do brega”, com participação especial da cantora Rosemarie. Os espetáculos fizeram uma homenagem aos artistas já falecidos Frankito Lopes, Rubens Mota, Teddy Max e Maestro Didi.
Muito bom. Fortalecendo ainda mais a nossa identidade.