Foto: Mizael Santos

Casa típica de Belterra, herança fordiana
Há 16 anos, neste dia 6 de agosto, a Justiça Eleitoral do Pará submetia a população de Belterra à consulta popular para que ela decidisse sobre a emancipação político-administrativa da vila, transformando-a em município, desmembrado de Santarém.
Exatos 5.839 eleitores, segundo o 1º prefeito belteresse, Oti Santos (PMDB), estavam aptos a votar. 57% (3.343) foram às urnas.
Só eleitores da área que pleiteava o criação do novo município.
— ARTIGOS RELACIONADOS
O “sim” ganhou de modo arrasador: 85% (2.869).
Os votos em branco somaram 59 e os brancos, 42.
Leia também:
Comitê do Tapajós em Belterra.
O Pará remanescente só tem a ganhar.
Lúcio, sou nascido em Belém e moro na capital. Conheço Santarém e morei alguns anos em Marabá. Antes disso, era contra a divisão e hoje sou favorável, apenas por questõs práticas. Sei que o paroara em geral (região nordeste do Estado) não está nem aí pro resto do Estado. Aliás, o discurso antidivisão é Cabanos, Querem Retalhar, Pará Grande e Forte e outras bobagens mais. Pois bem. Quando conheci as regiões vi, além do abandono, o desinteresse. Então pensei, se não dividir, vai melhorar? Não, continua tudo do mesmo jeito. Se dividir,vai melhorar? Não sei, mas é possível. Veja: qual a chance de o Pará ou o Brasil injetar recursos naquelas regiões? Nenhuma, a não ser aqueles que normalmente são transferidos. Qual a chance de o Brasil investir la com a divisão? Todas, aliás, será obrigado a fazê-lo. Essa é a oportunidade histórica. Aí que entra o aspecto prático. Essas regiões poderão se desenvolver e aqui no Pará dividido, perderemos altos índices de violência no campo, trabalho escravo, desmatamentos, queimadas, notícias ruins na mídia, conflitos agrários, pistolagem etc. Além disso, mesmo perdendo recursos, não precisaremos manter a máquina estadual desses locais e muito menos fazer novos investimentos. E o governo poderá dar mais atencão para uma populacão menor e para um Estado geograficamente pequeno. Sem contar a chance de mandarmos um monte de políticos corruptos para aquelas regiões. Se vai dar certo? Não sei, só o tempo diria. Fora isso, é manter o status quo. Outro aspecto é o econômico, sobre a viabilidade. Eiste alguma região viável que queira se separar em algum Estado? Não, justamente porque já tem estabilidade. Somente regiões inviáveis podem desejar a separacão, para tentar melhorias. Apesar da pobreza e da corupcão, Estados como Roraima, Acre e Tocantins estão muito melhor que antes, na condição de territórios esquecidos pelo poder público. Mas apesar da opinião pragmática, acho que a divisão não passa, mas vou defender a criação do Estado do Tapajós.
MANOBRA QUE NÃO DEU CERTO
Durante a audiência pública promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira passada, em Brasília, o deputado federal Zenaldo Coutinho, capa-preta do NÃO na campanha do plebiscito do dia 11 de dezembro, arriscou uma rasteira, sem sucesso.
Ele sugeriu ao TSE a mudança da data do plebiscito para 18 de dezembro, alegando que a data atual da consulta (dia 11 de dezembro) é próxima da festa de Nossa Senhora da Conceição, que ocorre no dia 8 de dezembro, em Santarém, provável capital do futuro Estado do Tapajós. Ele justificou que a manutenção da data do plebiscito poderia aumentar a abstenção da população à consulta.
Também presente no evento, o deputado estadual Alexandre Von (PSDB/PA) tratou de desmascarar o arauto do NÃO: ele explicou que a maior festa religiosa do Estado é a de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, que ocorre sempre no segundo domingo de outubro, e não a de Nossa senhora da Conceição.
“Não há, portanto, nenhuma conexão que inviabilize a realização do Plebiscito no dia 11 de dezembro”, esclareceu Von.
Como se diz lá pras bandas do Tapajós, Zenaldo “ficou com cara de tacho”.
O ESTADO DO TAPAJÓS NÃO É PARÁ.
Quando queremos emancipar do Pará , não é somente por causa do desgoverno estadual e sim também porque o próprio paraense do Pará é diferente do paraense do Estado do Tapajós…
A história do Pará é diferente da história do Tapajós…
E por último porque a nossa permanência agregada ao Pará foi imposta por séculos…… mais já está acabando, apenas 4 meses para o SIM….
MUNICÍPIOS DO OESTE VÃO INSTALAR COMITÊS PRÓ-ESTADO DO TAPAJÓS
Os municípios do Oeste seguem implantando os comitês locais de apoio à criação do futuro Estado do Tapajós. Além de Belterra, Almeirim, Prinha e Monte Alegre, já anunciados aqui no blog, mais oito acabam de anunciar as datas de suas instalações.
Veja abaixo os municípios que estão na agenda do Instituto Cidadão Pró-Estado do Tapajós para a instalação dos comitês:
* Almeirim – dia 08/08
* Prainha – dia 09/08
* Monte Alegre – 09/08
* Aveiro – 12/08
* Medicilândia – 24/08
* Brasil Novo – 24/08
* Altamira – 25/08
* Vitória do Xingu – 25/08
* Senador José Porfírio – 26/08
* Porto de Moz – 27/08
* Novo Progresso – 31/08
A corrente pró-Tapajós está juntando novos elos e se fortalece.
Falta 4 meses para votar no plebiscito!
QUEREMOS EMANCIPAR O ESTADO DO TAPAJÓS.
Nossa resposta será SIM!!
E parece que os votos nulos não estão citados no post e sim duas vezes os votos em branco.
Posso afirmar que o plebiscito foi crucial para “salvar os belterrenses”. Belterra vivia uma situação de abandono. Não posso afirmar que Belterra já está como queremos, mas, se não fosse o plebiscito estaríamos em uma situação muito pior.
Jeso,
Me permita uma observação sobre esse histórico fato: O plebiscito de Belterra, coordenado pela juíza eleitoral Edith Pantoja, ocorreu no domingo, dia 6 de agosto de 1995 e não no dia 8. Abs.
Já fiz o devido reparo, Oti. Muito obrigado!