TJ quebra sigilo bancário do secretário da Saúde do Pará no caso das garrafas pet
Beltrame, titular da Sespa: alvo do MPPA. Foto: Agência Pará

O TJ (Tribunal de Justiça) do Pará determinou as quebras de sigilo bancário e fiscal do secretário estadual de Saúde, Alberto Beltrame.

Ele agora é acusado de desvios de verba na compra de garrafas de plástico. Nas últimas semanas, o dirigente foi alvo de busca e a apreensão por suspeita de fraudes na aquisição de respiradores.

Beltrame nega, diz que não assinou o contrato e que sequer foi ouvido antes das medidas judiciais.

 

“Minha assinatura foi escaneada de outro documento e colada nos despachos da aquisição das garrafas. Abri sindicância para apurar os fatos”, afirma.

O Ministério Público estadual diz que o secretário e outros envolvidos acreditaram na impunidade e fizeram uma “verdadeira festa com o dinheiro público para interesses particulares”. Segundo o órgão, cada garrafa pet custou R$ 1,5 (vazias, de 240 ml). O contrato foi de R$ 1,7 milhão.

Na ação de improbidade movida pelo Ministério Público, houve pedido de busca e apreensão, mas o TJ do Pará negou — seria a terceira contra Beltrame em menos de um mês.

Além do secretário, são acusados também na ação:

Peter Cassol Silveira, ex-secretário-adjunto da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública) do Pará;

Cintia de Santana Andrade Teixeira, diretora de Administração e Serviços da Sespa;

Ana Lúcia Lima Alves, servidora da Sespa

Marcoplas Comércio de Móveis, com sede em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

Luzia Rosane Ribeiro Pontes, sócia da Marcoplas

Marilene Castro da Silva, empresária e sócia da Marcoplas

Marcos Roberto Castro da Silva, empresário.

Com informações da Folha de S. Paulo e da redação do Blog do Jeso

Leia a íntegra da ação do MPPA

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