Diplomas falsos na Semed: MP denuncia esposa do nº 2 do DEM e mais 16; veja os nomes
Erasmo Maia e sua esposa Flora Costa. Foto: Facebook

O Ministério Público do Pará (MPPA) em Santarém denunciou à Justiça 17 pessoas por envolvimento no escândalo de derrame de diplomas falsos dentro da Semed (Secretaria Municipal de Educação). O caso resultou, inclusive, na realização de uma operação (Apate), no final de 2017.

Entre os denunciados (16 mulheres e 1 homem) – por, entre outros crimes, associação criminosa (antiga formação de quadrilha), corrupção passiva e uso de documentos falsos – está Flora Costa.

 

Pedagoga, Flora é esposa do vice-presidente local do DEM e pré-candidato a vereador Erasmo Maia. Ela foi exonerada pelo prefeito Nélio Aguiar (DEM) da Coordenadoria de Educação Infantil da Semed 5 meses depois dele iniciar o seu mandato.

A tramitação do processo na Justiça estava sob sigilo, quebrado quando a denúncia foi oferecida pelo MPPA à Justiça, em fevereiro deste ano.

Os 17 denunciados são:

→ 1. Adria de Abreu Costa.

Adriana Sousa da Silva.

Aline Cunha de Araújo.

Andrea Almeida de Vasconcelos.

→ 5. Cibele da Silva Moreira.

Daniele Frota da Silva.

Flora Aparecida Almeida Costa.

Isabel Cristina Guimarães Brito

Jaqueline Matos Jorge Cavalcante.

 

→ 10. João Jucinaldo Cunha de Almeida, o Naldo Picota.

Maria da Conceição Soares de Araújo.

→ Maria Nazaré Rodrigues Magalhães.

→ Maria Samara Sobral.

Salma Campos Teixeira.

→ 15. Sandra Eli Campos de Sousa.

Satia Nanashara Frota da Silva, e

Tatiana Lúcia Silva Gonzaga.

O delegado Kleidson de Castro, da Polícia Civil do Pará, foi quem trabalhou na investigação do caso. Assim como também os promotores de justiça Lílian Braga e Rodrigo Aquino. O caso tramita na 2ª Vara Criminal.

Diplomas falsos: Polícia faz busca e apreensão na casa do chefe de gabinete do prefeito, Operação diplomas falsos
Os promotores e o delegado à frente do caso. Foto: Arquivo BJ

O juiz Rômulo Nogueira de Brito propôs um acordo em virtude da pena mínima prevista em lei para esse tipo de caso.

“Partindo da natureza do delito imputado no presente caso e do quantum da pena mínima prevista, vislumbro que o(a)s acusado(a)s poderão fazer jus ao benefício do Acordo de Não Persecução Penal (art. 28-A Lei 13.964/2019), razão pela qual remeto os autos ao Parquet [Ministério Público], para querendo, realize o referido acordo”.

Por conta da pandemia da covid-19, o MPPA ainda não se manifestou sobre a proposta do magistrado.

O esquema dos diplomas

Durante as investigações da polícia e MPPA, surgiram evidências da existência de uma associação criminosa que atuava na Semed com a finalidade de venda de cargos públicos, mediante utilização de documento falso. O  epicentro da atuação da quadrilha era a Coordenadoria de Educação Infantil.

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