Foto: Adhara Luz/Carta Capital

O caso Abaré I, fartamente noticiado neste blog, ganhou dimensão nacional.
O site da revista Carta Capital, com a foto acima, abriu espaço para o litígio que chegou à Justiça e deixou cerca de 15 mil ribeirinhos do rio Tapajós apreensivos.
A reportagem é de Marcelo Pellegrini.
Agora sim. O Abaré está sob coordenação da Prtefeitura para atendimento aos ribeirinhos, SUS a todo vapor.O PSA pode participar como ONG filantrópica. Acho que seria mais útil ajudando a nossos irmãos africanos
Dona ANA C. : É OBRIGAÇÃO DO SUS dar assistência médica a todo brasileiro, indistintamente.Leia: CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DA SAÚDE, SUS ( Portal da Saúde). Pode e deve dar assistência à saúde de nossos ribeirinhos.É dever , está na CONSTITUIÇÃO FEDERAL.Não devemos ficar à mercê de ONG ‘s para promover atendimento à saúde do povo brasileiro, mormente ribeirinhos . Se ONG”S quiserem participar juntamente com os funcionários do governo, nada os impede.Acho que não podem fazer um atendimento à saúde , serviço paralelo com dinheiro do governo, como falei, é obrigação e dever do governo brasileiro, quem quiser participar com trabalho voluntário que o faça. É O QUE PENSAMOS.
É impressionante como certas pessoas precisam de uma lupa, ou de aprender a ler direito, ou simplesmente insistem numa leitura enviesada da questão. Está claro que é um projeto exemplar em que uma ONG local (mesmo com apoio de outra ONG internacional) consegue melhorar o SUS.
Basta ler alguns trechos da reportagem:
“Em funcionamento desde 2006, o Abaré tornou-se modelo para a implementação do Programa Saúde da Família Fluvial, uma política pública nacional lançada em 2010, pelo Ministério da Saúde (MS). Assim, por meio da Portaria 2.191, regulamentou-se e destinaram-se recursos federais aos municípios de toda Amazônia e Pantanal interessados na replicação da experiência por meio de barcos-hospitais”
“O exemplo bem-sucedido de parceria entre o terceiro setor e os órgãos públicos suscitou o aumento da autonomia e responsabilidades das prefeituras (Santarém, Aveiro e Belterra) que fazem uso do Abaré. Hoje, os atendimentos são médicos são de responsabilidade das Prefeituras e seus servidores. Cabe ao PSA apenas a cooperação para as ações complementares de saúde – como campanhas educativas…”
O problema está apenas no fato de que a ONG holandesa queria tirar o barco sem um plano de saída adequado (já que o barco deles está na parceria desde 2006). Pelo que li, “Caetano explica que a expectativa desde o inicio da cooperação era pela doação da embarcação”.
Por isso acho importante e louvável o papel dessa Saúde e Alegria, porque pela primeira vez aqui em santarém vejo uma ONG se preocupar em construir um projeto que fosse incorporado pelo poder publico. Talvez fosse mais vantajoso pra esses ongueiros continuarem a fazer o serviço de atendimento da população eles mesmos, mantendo a população dependente deles. Mas tiveram a responsabilidade social de entender que esta é uma responsabilidade do poder público, e ajudaram pra isso agora fosse possível.
Enfim, agora a saúde fluvial dos ribeirinhos não está nas mãos de duas Ongs, está mais nas mãos da prefeitura. Dinheiro do governo federal já tem, agora a prefeitura deve tomar pra si todo o programa, encontrando uma solução para o Barco, e mantendo o serviço. Li em outra matéria aqui no Jeso que a prefeitura até já tem dinheiro do MS para outro barco. No final das contas, isso é aprimoramento do SUS. Para nós que somos servidores da saúde e para a população que precisa, acho que isso é que importa!
Robeto, só para ratificar as tuas palavras: o modelo Abaré, criado pelas duas ONGs (TDH e PSA) foi tão inovador e importante que o Ministério da Saúde resolveu encampá-lo. Não fosse, com certeza o MS não o apoiaria.
A saúde de 15 mil brasileiros à mercê de duas ONGs. TDH e PSA.
Esta revista tem uma colunista que é grande lutadora pelas causas sociais do Estado do Pará: Ana Júlia Carepa.
Os quinze mil ribeirinhos amazônicos deveriam estar sob cuidados e assistência do SUS e não à mercê de um barco ( Abaré) SUB JUDICE.
Ôh, Antônio Jequitibá você é um tremendo de um ignorante, como esses quinze mil ribeirinhos podem ficar aos cuidados do SUS? O Sistema Único de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de Santarém não tem condições de dar assistência a saúde a População da Cidades de Santarém…..como poderia dar assistência a saúde aos Ribeirinhos…. Você não sabe mesmo o que está falando, se inteire primeiro sobre o assunto para depois dá sua opinião.