Alunos de Medicina terão que trabalhar no SUS

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Agência Brasil

Blog do Jeso | MédicoOs alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar 2 anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma.

A medida é válida para faculdades públicas e privadas e faz parte do Programa Mais Médicos, anunciado hoje (8) pelo governo federal. Com isso, o curso passará de 6 anos para 8 anos de duração.

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MP dos médicos à vista.

Os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública. Eles vão receber uma remuneração do governo federal e terão uma autorização temporária para exercer a medicina, além de continuarem vinculados às universidades.

Os profissionais que atuarem na orientação desses médicos também receberão um complemento salarial.

Os últimos dois anos do curso, de atuação no SUS, poderão contar para residência médica ou como pós-graduação, caso o médico escolha se especializar em uma área de atenção básica.

Leia mais em Aluno de medicina terá de trabalhar dois anos no SUS para receber diploma.


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14 Responses to Alunos de Medicina terão que trabalhar no SUS

  • É uma pena, os inescrupulosos da política brasileira ganharão votos. com certeza, dos desinformados brasileiros, já envolvidos com bolsas do Governo Federal.QUE AS MEDIDAS SURTIRÃO EFEITO SÓ O TEMPO DIRÁ.Nem tudo se esvairá nessa medida do Ministério da Saúde.

  • Coluna de Paulo Moreira Leite

    “O extremismo dos doutores

    O mais equipado posto de saúde é apenas um hotel de luxo sem a presença de um médico. Uma simples garagem pode ser um consultório razoável se contar com um médico para atender quem precisa de seus serviços.

    No início deste ano, centenas de prefeitos – quase a metade dos municípios do país – tiveram um encontro em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O boletim da Frente Nacional dos Prefeitos resumiu o espírito do encontro na manchete da edição de maio:

    “Prefeitos cobram do ministro da Saúde ações para a contratação de médicos estrangeiros”
    Não é só. Um abaixo assinado de apoio à contratação de médicos recebeu o autógrafo de 2.500 prefeitos, que governam quase a metade das cidades brasileiras – e só não evoluiu para um número maior porque a Frente concluiu que já havia atingido um número suficiente para uma demonstração de força.
    Não é surpresa, assim, que a cerimônia de lançamento do programa Mais Médicos, ocorrida no Palácio do Planalto, ontem, já tenha entrado para a história do governo Dilma Rousseff como um episódio relevante de seu mandato. O Palácio do Planalto estava cheio e em boa temperatura. Os aplausos que acompanharam diversos discursos não eram 100% ensaiados nem pura bajulação, como sempre ocorre nessas horas. Refletiam uma preocupação dos prefeitos do país, responsáveis — na ponta — pelo funcionamento de um sistema de saúde pública conhecido por ótimas intenções mas resultados nada empolgantes. Para quem ainda não entendeu como a política funciona na vida real, ali estava a demonstração dos vasos comunicantes entre as várias esferas da administração pública, indispensáveis para que um projeto de interesse universal e alcance amplo possa dar certo. Quem rastrear a história do Bolsa Família irá descobrir que este imenso programa de distribuição de renda só deixou o plano das utopias e entrou na vida real de 12 milhões de famílias depois que foi assumido pelas prefeituras.
    Este antecedente indica que o Mais Médicos pode funcionar, pois responde a uma necessidade real, mas não é garantia de nada. O apoio dos prefeitos é um ótimo ponto de partida, mas o Planalto terá de aprovar sua medida provisória no Congresso, derrotando diversos adversários do plano, tanto aqueles que respondem a razões políticas e ideológicas, como aqueles que já procuram pescar nas correntezas ainda turvas da sucessão presidencial – e tentarão criar dificuldades para o governo de qualquer maneira.
    Mas a necessidade óbvia de atender à saúde da população mais pobre pode criar condições para um debate bem sucedido, capaz de deixar claro para os adversários que o desgaste pela oposição ao projeto causará um prejuízo nada compensador aos olhos da maioria do eleitorado.
    Não tenho formação nem condições de entrar num debate detalhado sobre as mudanças anunciadas pelo governo, ontem. Como linha geral, elas representam uma tentativa de dar novas prioridades na formação e tratamento dos médicos brasileiros. Além de poucos médicos em relação ao número de brasileiros, o Brasil tem médicos formados de acordo com as conveniências do mercado privado de saúde, que procura especialidades mais rentáveis e mais promissoras para suas respectivas carreiras – mas que nem sempre são aquelas que atendem às necessidades da maioria da população.
    Chamado a administrar imensos recursos públicos envolvidos na formação de um médico – o cálculo é de R$ 800.000 per capta – o governo coloca-se no direito de definir para onde vai encaminhar seus doutores e suas prioridades. Você acha errado?
    Eu não acho. Em nosso sistema, os governantes são eleitos justamente para fazer isso.
    O errado seria manter aquilo que está aí.
    A crítica das entidades médicas ao projeto já passou de uma postura racional. O centro de suas críticas se concentra na contratação de médicos estrangeiros, o que só seria um argumento a ser ouvido a sério se nossos doutores estivessem brigando por postos de trabalho para si ou para outros profissionais – brasileiros — fora do mercado. Poderiam ser acusados de corporativismo. Mas não. Eles não querem as vagas que o governo oferece e também não querem que elas sejam ocupadas por médicos estrangeiros.
    O resultado prático de sua postura é impedir que milhões de brasileiros tenham acesso ao atendimento – mesmo precário, em muitos casos – que poderiam receber.
    É uma atitude nociva, do ponto de vista social, e errada, como opção política. Eu vivia na França quando a extrema direita de Jean Marie Le Pen fez sua aparição na cena política. Seu movimento tinha um conteúdo racista e violento, mas é bom reconhecer que o discurso não excluía o estrangeiro. Dizia, apenas, que os franceses deveriam ter prioridade sobre os estrangeiros. Não se proibia argelinos nem marroquinos de ocupar empregos que os franceses não desejavam – em linhas de montagem na indústria, por exemplo – nem se queria impedir que tivessem acesso ao serviço social. A bandeira do Front National era pela preferência. Ele dizia: “os franceses em primeiro lugar.”
    Nossos médicos têm uma postura mais extrema. Dizem “nunca” para os estrangeiros, exigindo que sejam aprovados num tipo de exame, Revalida, que contém dificuldades jamais oferecidas aos médicos brasileiros para formar-se no país.
    O argumento de que não basta contratar médicos – é preciso investir em infraestrutura, medicamentos e outras melhorias – fala de uma questão real, mas de modo falacioso.
    Se todos esses investimentos são bem-vindos e necessários, é óbvio que não se pode resolver todos os problemas criado por um histórico de passividade e abandono como se fosse possível tirar um coelho da cartola.
    É absurdo negar que a simples presença de um médico numa localidade onde não existe um único profissional de saúde já faça uma diferença decisiva, como reconhece qualquer cidadão que já andou pelo interior do país. O mais equipado posto de saúde é apenas um hotel de luxo sem a presença de um médico. Uma simples garagem pode ser um consultório razoável se contar com um médico para atender quem precisa de seus serviços.
    O debate começou.”

  • Incrivel como esse governo só faz merda.
    Aumenta o tempo para o médico sair formado. Porque não se abre mais vagas para cursos de medicina no Brasil, por que não se amplia o numero de bolsas integrais em faculdades de medicina para alunos de escolas publicas e esses sim terão que prestar assistencia ao SUS, pois seus estudos foram pagos pelo povo e não pelo governo.

  • Não tem médico nem nas capitais imaginem no interior. Se na capital tem tanto médico como dizem, eles estão bem escondidos ou recebendo sem trabalhar. Nem que a Dilma perca as eleições do ano que vem, ela tem mesmo é que trazer médico de fora.

    E a Dilma deve: fazer a reforma política (tomar a iniciativa, pois quem faz é o CN); trazer médicos de outros paises; destinar 10% do PIB pra educação, NÂO se candidatar em 2014 e nem apoiar ninguém.

    Em 2018 a maioria (pq não se pode agradar todo mundo), estará com saudades dela. Mas, sabemos que ela é brasileira e não desiste nunca…

  • Isso se chama serviço civil obrigatório!!! Fere vários preceitos constitucionais, inclusive a livre iniciativa!!! Estamos vivendo tempos em que medidas populistas de um governo completamente perdido tentam dar uma rasteira na constituição do país. Começou pelo plebiscito do executivo – um absurdo sem tamanho – passa agora pelo obrigação de médicos trabalharem no SUS, qual o próximo passo? Os engenheiro serão obrigados a trabalhar para o DNIT, pra ver se alguma obra do PAC sai do papel?? Muitas pessoas confundem direitos garantido pelo constituição com benesses concedidas pelo estado – entenda-se PT – o ensino superior é um direito de todo cidadão, não é uma dádiva concedida pelo estado, muito menos pelo PT, nenhum estudante deve ter qualquer obrigação de retribui ao estado pelo ensino que lhe é ministrado, pois isso é um DIREITO, a retribuição dele é o pagamento de impostos ao estado. E todo estudante, quando se forma tem o direito de escolher onde quer trabalhar, aumentar em dois anos o curso de medicina só para forçar os estudante a trabalharem – muitas vezes sem minimas condições de infraestrutura – para o governo é um total absurdo. Além do que, vai atrasar ainda mais a formação desses profissionais, atrasando também a chegada de especialista nas mesmas cidade onde não tem médico. O governo se esquece que também se precisa de obstetras, anestesistas, pediatras, ortopedistas nessas cidades do interior também. Ou os pobres só precisam de médico para ver a garganta, medir pressão, escutar o paciente falar 33, dar umas batidinhas na barriga?

    1. Meu caro anônimo, leia essa preciosidade em O LIBERAL, PRIMEIRO CADERNO ou acesse:

      http://www.ruiraiol.com.br

      “NÃO À IMPORTAÇAO DE MÉDICOS ESTRANGEIROS”

      Obs: O escritor não é da área Médica

  • Na minha opinião deveria ser Lei. todo profissional formado em Universidade Pública após a conclusão do curso, teria que prestar serviço gratuito pelo menos durante um ano no mínimo, dentro da área em que foi formado, como forma de compensar o estudo e formação gratuito que receberam do estado a custa dos impostos que todos nós contribuintes ricos e pobres somos obrigados a pagar. Quanto a vinda de médicos do exterior, se for para resolver ou pelo menos amenizar a falta de assistência médica nas regiões mais carentes do Brasil sou a favor, pois a maioria dos médicos aqui no Brasil só querem trabalhar nas capitais e outras grandes cidades. Aqui na região por exemplo não querem trabalhar em Terra Santa, Faro, Curuá, Curuai, Aveiro Etc. O governo tem que fazer sim o que for melhor para a população doa em quem doer.

  • Finalmente estamos chegando lá! Elite quer estudar de graça, mas contra partida, nada!

    Chico Corrêa

  • Penso, colocando acadêmicos de Medicina para prestar um SERVIÇO CIVIL , compulsório, não atenuarão as carências do SUS.Esses Médicos serão supervisionados por quem? Sabemos que a maioria dos Médicos recém-formados necessitam de um complementação de caráter prático como Residência Médica ou estágios supervisionados para poderem desempenhar sua profissão a contento.Os pacientes do SUS serão cobaias em suas mãos? Parece que o governo está um pouco desnorteado.E a qualidade profissional dos Médicos estrangeiros, quem avaliará? Está instituida , oficialmente, cidadãos de primeira e segunda categoria, esta seria de pacientes do SUS.Socialismo, mas que socialismo? Instituam uma carreira , a exemplo de Juizes e Promotores, teremos os interiores abarrotados de Médicos.Eles sabem disso, querem encetar um programa inconsistente com fins meramente eleitoreiro.O Governo está totalmente atabalhoado, querendo resolver uma situação crônica a toque-de-caixa, condutas fadadas ao niilismo,quem viver, verá!

    1. O cara quando se forma, restitui tudo que foi investido na sua formação sob a forma de impostos, nem sempre aplicados como deveriam, não é seu Chico?

  • Putz…..

    Formando em Medicina com a obrigação de TRABALHAR no SUS….

    e cuidar da saúde de POBRE

    É agora que a “corporação” vai á Loucura !

    O uso dos DEDOS DE SILICONE vai se multiplicar !

    Tiberio Alloggio

  • A partir de agora esta instituido pelo governo do PT que existem cidadao de primeira e de segunda categoria.E as demais profissoes nao precisarao ter licenças provisorias.E o preceito constitucional que todos sao iguais perante a lei.Parece que ou o PT esta desviando o foco das manifestaçoes ou esta tentando transformar o Brasil em uma Republica Bolivariana de Hugo Chavez.Tera contra si 400000 medicos brasileiros contra si.Consultorio medico e um excelente palanque eleitoral.Pergunte aos medicos politicos como se elegem facilmente.

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