As trabalhadoras do sexo não querem continuar com a quarentena

Maria (a quem trocamos de nome) é uma jovem com rosto e corpo de menina, apesar da gravidez adolescente que provocou a saída de casa para procurar outra qualidade de vida longe da cidade que a viu nascer.

Já no novo destino, onde chegou no início de 2019 procurando um emprego que um amigo da família tinha lhe prometido conseguir para ela poder iniciar essa nova vida desejada, tudo o que ela tinha sonhado acabou indo por água abaixo.

Desesperada com essa situação que ela jamais imaginou que aconteceria, a jovem viu a sua vida tomando um novo rumo, e um rumo que não era o que ela pretendia para o seu futuro:

“Eu viajei com a confiança total desse amigo da minha família, que tinha afirmado ter um bom emprego para mim. Sonhava com essa possibilidade que me permitiria mudar a qualidade da minha vida. Mas esse amigo simplesmente sumiu! Nunca mais o vi, nunca respondeu a telefonemas! Fiquei desesperada. Por acaso, encontrei uma amiga que estava vivendo aqui há um bom tempo, e assim soube que ela estava se sustentando trabalhando na prostituição. Conversei muito com ela, quis saber todos os detalhes desse trabalho para eu poder me sustentar desse jeito também. E acabei ficando…”

Pandemia

Não há duvidas quanto ao resultado: percebendo que o dinheiro que podia arrecadar desse jeito ia ser muito bom, começou a trabalhar como profissional do sexo para fazer uma boa poupança e poder enviar esse dinheiro para a sua mãe, que ficou cuidando da sua filhinha. E diante dessa possibilidade de ganhar bastante dinheiro para enviar à mãe, acabou ficando e continuou trabalhando com o sexo.

Hoje em dia, a coisa mudou. Não é segredo para ninguém que a pandemia afetou a muitos trabalhadores e, entre eles, às profissionais do sexo. Ainda é comum ver por algumas ruas específicas algumas prostituas à procura de algum cliente que por acaso precise dos seus serviços. Porém a demanda durante a quarentena tem diminuído muito e é evidente que a concorrência aumentou, pois são muitas prostituas passando pela mesma situação.

Em diversos estados brasileiros a prostituição na rua continua, pois essas mulheres não podem ficar em casa já que a única fonte de renda que possuem é o serviço que elas prestam. A quarentena que leva à falta de trabalho, junto com o preconceito e a falta dos direitos que deveriam ter por parte do poder público, como assistência médica e aposentadoria, obriga a essas mulheres a procurar qualquer forma para poder continuar prestando os seus serviços sexuais.

Entre outras opções, uma é br.mileroticos.com. Aquelas pessoas que trabalham oferecendo serviços sexuais encontram ali a possibilidade de novos clientes, de uma forma mais segura. Obviamente que os avanços tecnológicos permitem que hoje em dia esses encontros sexuais sejam possíveis através da internet.

Pagar as contas

É tudo questão de informação: “Conheço muitas pessoas que, por causa da quarentena, decidiram usar meios eletrônicos para poder satisfazer as suas necessidades”, diz ‘Maria’. “Contudo, esta situação não é boa para nós, profissionais do sexo, porque os clientes diminuíram muito em  quantidade e isso leva a que o dinheiro que poderíamos ganhar, tenha diminuído muito também”.

Essa é uma queixa constante das mulheres que trabalham com o sexo: a quarentena. Embora elas compreendam que é uma medida necessária que irá acabar e que tudo voltará à normalidade, a necessidade de ganhar dinheiro para poder pagar as contas (aluguel, comida e serviços básicos, por exemplo) as leva a criar diversas formas de contato com possíveis clientes. E uma dessas formas é a internet que, durante a quarentena, é muito usada por todos, para estudar, para trabalhar e… para ter sexo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *