A Polícia Civil já investiga as circunstâncias da tentativa de homicídio contra o juiz de direito Alexandre Rizzi, 35 anos, baleado perto de um igarapé em um sítio de sua propriedade, na localidade Riozinho, a 8 quilômetros da sede da cidade de Vigia, no nordeste paraense.
O magistrado é titular da Comarca de Brasil Novo. Um helicóptero faz buscas neste momento no local, enquanto a mulher e o caseiro do juiz são ouvidos em depoimento.
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Após o crime, o delegado geral, Rilmar Firmino, deslocou-se até o município, para acompanhar as investigações, que contam com a equipe da Delegacia de Vigia e o apoio de policiais civis do Grupo de Pronto Emprego (GPE) e do Núcleo de Inteligência Policial. Firmino repassou informações preliminares sobre o atentado, que ainda serão aprofundadas nas investigações.
Por volta de 9h30, o juiz estava às margens de um igarapé, no sítio, junto com o caseiro da propriedade, quando o local foi invadido por dois homens armados, que mandaram as vítimas se deitarem no chão.
Depois, segundo relato da testemunha, os bandidos amarraram o funcionário, ordenando que ele ficasse no chão, enquanto levavam Alexandre Rizzi para outro local. “Os bandidos procuravam por armas na casa”, informou o delegado geral. Em questão de minutos, a testemunha conta ter ouvido um disparo.
Os policiais civis apuraram que os criminosos portavam duas espingardas, uma de cano serrado e outra de cano duplo. Após o tiro, eles tentaram fugir no carro do juiz, mas não conseguiram guiá-lo.
Assim, seguiram em direção à estrada, por onde se evadiram. Ainda não há suspeitos identificados. A vítima foi levada, inicialmente, para o Hospital Municipal de Vigia, de onde foi transferida ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Belém. Segundo Rilmar Firmino, ainda não é possível descartar qualquer hipótese sobre a motivação do crime.
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