A agressão sofrida pelo médico Waldir Mesquita por PMs, na vila de Alter do Chão há uma semana, já foi comunicada à governadora Ana Júlia Carepa.

A denúncia foi feita pelo Sindmepa (Sindicato dos Médicos do Pará), através de ofício, assinado por toda diretoria da entidade.

No documento (veja a íntegra no Leia Mais, abaixo), o sindicato pede “apuração rigorosa dos fatos e responsáveis”.

A tenente Marcélia Chaves Nina e o sargento J. Dias são citados no ofício como os agressores do médico – fundador e ex-presidente eleito do Sindmepa, atualmente dirigindo o Hemopa em Santarém.

– Mesquita, do alto do exercício da sua cidadania, não pede que nos posicionemos em sua defesa. Exige mobilização pela rigorosa apuração dos fatos. Uma lição. Gesto de quem despendeu muitos anos de sua vida na luta pelo estado democrático de direito – escreveu o sindicato no ofício.

AQUI, a versão de Waldir Mesquita sobre o episódio.

O blog procurou a PM em Santarém, através de e-mail enviado à assessoria de imprensa desde a semana passada, mais até hoje não obteve a versão dos supostos agressores.

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Of. SINDMEPA N. 114/2010 Belém (PA), de fevereiro de 2010.

Excelentíssima Senhora
ANA JÚLIA DE VASCONCELOS CAREPA
DD. Governadora do Estado do Pará

Senhora Governadora,

O Sindicato dos Médicos do Estado do Pará tomou conhecimento que no dia 18 de fevereiro de 2010, após um entrevero que envolveu o filho do médico Waldir Paiva Mesquita, na praia de Alter do Chão em Santarém, o mesmo foi brutalmente e covardemente agredido pela Polícia Militar, mais precisamente pela Tenente Marcélia Chaves Nina e pelo Sargento J. Dias.

O Dr. Waldir Paiva Mesquita, Fundador e primeiro presidente eleito do Sindicato dos Médicos do Pará, ex-presidente do Conselho Federal de Medicina, e ex-conselheiro do CRM/Pará, professor da Universidade Federal do Pará, atual membro do Sindicato dos Médicos do Pará e atual diretor do Hemopa em Santarém, goza de ilibada credibilidade, é conhecido pelo seu espírito de justiça.

O Dr. Waldir Mesquita, em síntese, relata que no referido dia, em pleno carnaval, um menor teria lançado contra o rosto de seu filho uma porção de amido de milho, no que, revidou lançando contra o menor um saquinho de chope de fruta vazio. O pai do menor, sentindo-se ofendido, partiu contra seu filho e agrediu-o fisicamente, ato contínuo, o filho do Dr. Mesquita, em sua defesa, imobilizou o agressor, soltando-o em seguida, atendendo a turma do “deixa disso”.

Inconformado e, acho que se sentindo humilhado, o agressor (pai do menor), procurou a PM e relatou que seu filho menor tinha sido agredido. A PM, sem nenhum cuidado ou averiguação, algemou o jovem, conduzindo-o como criminoso a delegacia de polícia de Alter do Chão para Delegacia de Polícia de Santarém, não permitindo sequer que o mesmo fosse acompanhado de seus familiares. Em face da contraposição dos familiares do jovem preso, os PM’s resolveram agredir moralmente e fisicamente o Dr. Waldir Mesquita desferindo contra este um soco.

Posto isso e, considerando o abuso de autoridade e os danos, solicitamos a Vossas Senhorias, requerer a apuração rigorosa dos fatos e responsáveis, inclusive, acompanhando o feito até o seu termo.
Com protestos de JUSTIÇA!

Atenciosamente,

Dr. João Fonseca Gouveia
Diretoria Colegiada

Dr. Carlos A. Barroso Sinimbú
Diretoria colegiada

Dr. Wilson da Silva Machado
Diretoria Colegiada

Dr. Hélio Franco M. Júnior
Diretoria Colegiada

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18 Comentários em: Sindicato denuncia à governadora agressão de PMs a médico

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  • robert disse:

    é, realmente a policia é dedicada!
    eles sao realmente pessoas de boa indule, nunca gostaram de um dinheiro..
    na verdade, eles sao conhecedores de direitos..
    VIVA OS DIREITOS HUMANOS E VIVA A DITADURA!!!

  • Francisco Alves disse:

    Caro Nonato Costa,
    Antes de proferir algumas bobagens, procure conhecer melhor os fatos.
    O que está em jogo, não é a respeitabilidade ou a competência do Dr. Waldir Mesquita, o senhor diz que o conhece a sete anos, então me responda se o mesmo e dado ou não a bebida, pois, a ocasião (carnaval) induz muita gente a beber, e o Senhor como Prof. MSc. sabe muito bem que o seu efeito é desastroso, tímidos ficam audaciosos, fracos viram valentões, etc. Não estou dizendo que é o caso do Dr. Waldir Mesquita, portanto, a prudência e a cautela, é importante neste momento para não sermos injustos em nossos comentários, não sei se o senhor lembra, que no segundo semestre do ano passado um certo procurador do Estado foi preso em flagrante em Belém por dirigir embriagado, vindo a desacatar os policiais militares e o delegado de plantão. Semelhança nos dois casos: ocorrência envolvendo respeitaveis profissionais, a diferença é que no caso do renomado procurador tudo foi filmado, e as acusações aos PMs verificadas inverídicas, e no caso do médico “lutador pela justiça” não. Por isso, cuidado, prudência Sr. Nonato, pois seu amigo após as apurações poderá, repito poderá, ser conhecido como “lutador pela injustiça”.

  • antonio c disse:

    Será que foi so o Dr que foi agredido, e os policiais que estão pra por a ordem em um carnaval que é uma bagunça, não é a primeira vez que acontece esse episodio com as mesmas figuras, essa historia tem um passado, será que o Dr chegou na delegacia de Alter dando bom dia para as pessoas? chegou falando baixo e escutar a outra parte? ora chega de hipocrisia, pode ser um medico, um deputado, qualquer autoridade ou até mesmo um zé mané da vida, as pessoas tem que respeitar as outras, seja elas quem forem, tem que acreditar sim na Corregedoria, se fosse assim, me diga, algum medico ja perdeu sua patente por erro médico, algum deles ja foi julgado pelo seu conselho e foi cassado seu diploma, então temos que acreditar na justiça cega do nosso Pais?

  • joão disse:

    Qualquer agente público, seja ele eleito, concursado, indicado etc, seus atos obrigatoriamente deverão ter como finalidade o interesse público, e não próprio ou de um conjunto pequeno de pessoas amigas. Ou seja, deve ser impessoal.

    IMPESSOALIDADE: evitar o favoritismo ou privilégios, o interesse público é norteador (FINALIDADE)

    para aqueles que não querem entender…..

  • SANTARENO disse:

    Fabricio, o Pm que matou o jovem proximo ao Standarts tb está solto. Continua trabalhando no serviço de Inteligência (que sindrome de down) do Órgão. Tome cuidado vc tb com ele….

  • SANTARENO disse:

    Fabricio.. o PM que matou o namorado do enteado está solto … usa farda e está trabalhando… isso é Justiça?… a Corregedoria, infelizmente, é coorporativista!! Fazer o quê??? Tome vc, Fabricio, cuidado, se não eles te matam tb!!!

  • Nonato Costa disse:

    Caro João,
    Antes de proferir tamanhas bobagens, procure conhecer melhor de quem você fala.

    O Dr. Waldir Mesquita é um dos médicos mais respeitados não somente neste estado mas em todo o Brasil. Conheço-o pessoalmente há cerca de sete anos.
    Dr. Waldir Mesquita é um dos médicos mais competentes que já conheci, um dos mais humanos, é o tipo de pessoa que efetivamente leva a sério o juramento que fez pela sua profissão. O Dr. Waldir Mesquita já salvou centenas de pessoas dentro do centro cirúrgico do Hospital Municipal.
    O Dr. Waldir Mesquita foi, é e sempre será um lutador pela justiça e tem uma história de vida que não pode nem deve ser desprezada!
    E, por fim, devo dizer: se a polícia valeu-se de sua classe, a fardada, a de ser polícia para fazer o que fez, o Dr. Waldir Mesquita pode, sim, valer-se também de sua classe, a dos médicos, para reivindicar seus direitos.
    Prof. MSc. Nonato Costa
    FACULDADE DE LETRAS/UFOPA

  • ana lidia disse:

    Certamente os fatos tem que ser esclarecidos, mas, se observamos essa situaçao de pronto fica patente sim q esse medico, está utilizando o “prestigio” junto ao governo estadual para forçar de pronto q a razao o assista, pois se estivesse apenas imbuido em esclarecer a situaçao e responsabilizar aos policiais, teria q ter procurado a corregedoria da PM ou quem sabe o Ministerio Publico ou ainda formalizado uma ocorrencia na Policia Civil, mas, tudo diretamente ou por meio de advogado, mas, nao por meio de uma instituiçao de classe, q em nada foi afetada com a açao policial, pois a açao foi de cunho pessoal e nao institucional. Nao se esta aqui a fazer a defesa de policiais truculentos, mas, é preciso ouvir todos os lados, pois a açao se deu em local publico, logo testemunha nao vai faltar e quem estiver errado q pague de forma justa, mas, fica impossivel ficar inerte diante da “especulaçao” da classe medica diante de uma conduta pessoal, ou sera q o ilustre medico estava na ocasiao fazendo campanha para arrecadar voluntarios para doaçao de sangue?…pasmem, mas, ja presenciei tambem, no carnaval de alter “ilustres senhores” querendo usufruir do seu status para fazer valer o seu “direito”. Esse medico deveria era corrigir o filho e nao passar o mal exemplo de querer fazer valer o poder, perdeu uma grande oportunidade para tanto. A policia nao fala, sabe pq?. pq ali impera o militarismo, se falar, é punido. Vamos sempre buscar o estado de direito, abaixo o mal policial, mas, abaixo tmb quem se utiliza do pseudo poder para querer fazer valer “direito inexistente”.

  • joão disse:

    Ei serique, pessoas como vc tem ódio da PM, pq tem atitudes em desacordo com as normas vigentes, e por isso órgãos como a polícia Militar é sempre mal vista por vc. É só ler o comentário percebemos quem é quem…..

  • Fabrício disse:

    Santareno vá até a corregedoria saber.

  • Fabrício disse:

    Oh caro Gil! O amigo deve respeitar aqueles que prezam pela segurança pública, não se pode condenar a maioria pelo um fato isolado, até mesmo antes de sua ampla defesa, dita pela constituição federal, ninguém pode ser considerado culpado antes da sentença. No entanto respeito é bom, e parece que você não tem, meça suas palavras para não desprezar os mais de 1.000 policiais deste honroso batalhão Tapajós, que muitas vidas doaram pela paz na região. Espero que os senhores não usem este blog para jogarem a sociedade contra a polícia, não sejam tão ignorantes, sejam inteligentes amigos, é sabido que em todo seguimento há maus profissionais, inclusive nos dos senhores. Não estou afirmando que os policiais foram ou são. Só se pode ter um veredicto após apuração dos fatos. Quem me diz que esse médico é o dono da razão? Os senhores não estavam lá, então esperaremos a conclusão de tudo.

  • Yumi disse:

    Gostaria de informar ao Sr.João que seu comentário a respeito do Dr waldir Mesquita esta totalmente equivocado ,tenho certeza de que infelizmente o sr Jõao nao teve a honra de conhece-lo,pois saberia que este homem apesar de “gozar de prestígio e poder”,é um homem muito simples e humilde,e que fez questão de ser julgado com os direitos de que todo e qualquer cidadão deve ter.
    Não sejamos ignorantes,é necessário ter conhecimento e sapiência antes de manisfestar uma opiniao,para assim evitar comentários infudados como o do Sr.JOAO.

  • POP disse:

    Fala Coronel! fala que é melhor.

  • Gil Serique disse:

    Tem policia que ainda acha que “tamo” na ditadura e o Dr mesquita ainda vai ter que lutar muito mais e fazer barulho pra fazer esses mesmos acordarem.
    O meu irmão Flavio Serique sofreu a mesma violencia. Eu ainda carrego a porra do nó na garganta. Enquanto isso so me resta aproveitar a oportunidade e mandar esse tipo de gente babaca tomar no …

  • Fabio Manaus disse:

    Acredito que os fatos devam ser apurados e tbm acho que o sindmepa tem que pressionar pois no brasil as coisas so sao averiguadas as custas de pressao. Eu estava em santarem quando este medico falou pela radio guarany e nao ouvi nenhum pronunciamento da PM ou da tenente ou do Sgt se pronunciando pelo fato. O Jeso informou que enviou um e-mail para PM e nada foi respondido. A sociedade quer saber a versao da PM mas eles se calam e esperam que tudo cai no esquecimento. So que eles agrediram uma pessoa esclarecida, que sabe dos seus direitos, e que nao vai ceder as pressoes. Dr va atras dos seus direitos mesmo e pressione quem tem que pressionar.

  • SANTARENO disse:

    Foi preciso um médico ser agredido para se levar à tona o despreparo da Polícia Militar em Santarém. E os demais casos envolvendo as pessoas comuns, serão apurados? O que houve com o PM que matou o jovem perto do Standarts? E aquele que matou o namorado da enteada?

  • joão disse:

    Mais uma vez o médico tenta utilizar seu prestígio, junto aos órgãos estatais para pressionar o governo para que ele seja beneficiado na apuração dos fatos. Isso demonstra como o senhor Waldir agiu e age tentando intimidar os agentes do Estado. Ora o Senhor Waldir estar utilizando um órgão de classe para reivindicar uma apuração de cunho pessoal que nada tem haver com exercício de sua profissão. Porque ele não procurou a corregedoria como um cidadão comum para apurar os fatos. Mais uma vez estar querendo mostrar seu poder como no dia em que seu filho se envolveu em desordem em alter do chão.
    Senhor Waldir prega que “goza de ilibada credibilidade, e espírito de justiça” como descreve o ofício enviado a governadora, mas fica claro que isso só serve para as outras pessoas, para ele o que vale é usar prestígio e poder.
    Senhor Waldir, o mundo mudou, tente agir como um cidadão comum e não com o STATUS de sua profissão.

  • santareno disse:

    Muita água ainda vai passar por debaixo dessa ponte…