Poetas amazônicos

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Colírio

O equilíbrio
do colibri
sem delírio,
de lírio em lírio
e livre de qualquer dor

brilha como um colírio
e lubrifica
os olhos do lavrador

que lavra
a palavra terra
e delira,

sonhando um dia
poder voar

e beijar a flor…

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De Jota Ninos, jornalista e poeta santareno.


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2 Responses to Poetas amazônicos

  • Boa combinação melódica a sequência aguda do sonoro /i/. Sugestivo, diga-se! Entretanto, o recurso sugere sempre rigidez, frieza, o que é um contraponto à cena, ao sonho e à leveza.

    1. Solano, o Jota Ninos sabe trabalhar muito bem o lado sonoro de um poema. É, talvez, a maior qualidade dele como poeta. No poema em questão, acho o penúltimo verso (“pode voar”) desnecessário. O seguinte se encarregaria de nos transportar pra esse sentido, numa metáfora mais ampliada.

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