Desmatamento gerou 2.539 ações na Justiça em 2017, mas nenhuma condenação

A Amazônia Legal teve 810 km² de seu território desmatado em março de 2021, de acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) obtidos via Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) – que monitora via satélite as áreas desmatadas na região.

Dados revelam que houve aumento de 216% de desmatamento em relação ao mesmo mês no ano passado, quando o desmatamento somou 256 km², e a área desmatada representa o maior valor da série histórica dos últimos 10 anos referente ao mês de março.

 

Os estados do Pará e do Mato Grosso, juntos, concentram 60% do desmatamento detectado na Amazônia Legal em março de 2021.

O percentual de desmatamento por estado é o seguinte: Pará (35%), Mato Grosso (25%), Amazonas (12%), Rondônia (11%), Roraima (8%), Maranhão (6%), Acre (2%) e Tocantins (1%).

O acumulado de janeiro a março em 2021 também apresenta recorde de desmatamento: o total desmatado é o maior da série de 10 anos, mais do que o dobro do registrado em 2020.

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De acordo com o SAD, em março 66% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, representando a maioria do território desmatado. O restante do desmatamento foi registrado em assentamentos (22%), unidades de conservação (11%) e terras indígenas (1%).

Na análise do desmatamento em unidades de conservação (UCs) foi constatado que 7 UCs do ranking das 10 mais desmatadas estão localizadas no Pará: APA Triunfo do Xingu (PA), FLONA do Jamanxim (PA), APA do Tapajós (PA), FLONA de Altamira (PA), FLONA de Itaituba II (PA), REBIO Nascentes da Serra do Cachimbo (PA), RESEX Rio Preto-Jacundá (RO), ESEC da Terra do Meio (PA), RESEX Jaci Paraná (RO) e REBIO do Gurupi (MA).

SAD, alerta de desmatamento

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 64 km² em março de 2021, o que representa um aumento de 156% em relação a março de 2020, quando a degradação detectada foi de 25 km². Em março de 2021 a degradação foi detectada em Rondônia (39%), Mato Grosso (36%) e Pará (25%). A degradação é caracterizada pela extração seletiva das árvores, normalmente para fins de comercialização de madeira, e pelas queimadas.

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), desenvolvido pelo Imazon, é uma ferramenta que utiliza imagens de satélite para monitorar a floresta. Além do SAD, existem outras plataformas que vigiam a Amazônia: Deter, do Inpe, e o GLAD, da Universidade de Maryland.

Todas essas plataformas são importantes para a proteção do nosso patrimônio ambiental, pois garantem a vigilância da floresta e a emissão de alertas dos locais onde há registro de desmatamento. Os dados fornecidos ajudam a subsidiar os órgãos de controle ambiental a planejar operações de fiscalização e identificar desmatadores ilegais.

Com informações do Imazon


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2 Comentários em: Desmatamento na Amazônia aumenta 216% em relação a 2020, aponta Imazon

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  • Ozzy disse:

    Essa depravação ambiental é promovida principalmente por forasteiros, vender a madeira, arrancar o ouro e plantar soja, construir portos graneleiros e represar o Tapajós com várias hidrelétricas. O paraense se vende barato, lutar pelo desenvolvimento com planejamento por aqui é coisa da esquerda.

    1. Jeso Carneiro disse:

      Cirúrgico, Ozzy. Plac, plac, plac, plac…