“Os Meus Pensamentos são Todos Sensações” (Alberto Caeiro, Heterônimo de Fernando Pessoa)
Tenho pensado…
Tenho pensado em como o mundo muda, e tem mudado.
Em como as relações se desfazem, e fazem-se.
No ser humano que cria, e procria.
Na natureza que gera, e regenera.
Também tenho pensado naquilo que penso;
e deixo de pensar.
Na existência do pensamento – que é existir.
Na fôrma da carne, que a alma constrói.
Entre tantos pensamentos, tenho pensado naquilo que sou.
E o que desejo ser.
Naquilo que posso ser pra quem desejo que seja algo para mim.
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“Cativar”, deve ser a palavra – disse a raposa.
Suscitar no outro aquilo o que desejávamos fazê-lo sentir.
Ah! Mudaram o termo.
Não se diz mais cativar, é preciso empatizar!
— Mas não seria esta, o contrário da primeira?!
Na dinâmica das setas, no diálogo da convivência, a empatia é aquilo que eu sinto pelo outro.
Lançamos a seta.
Cativar é o que o outro me faz sentir por ele.
A seta é lançada até mim.
Empatia é um desejo; cativar uma necessidade.
Na luta pelos dois, militamos o amor.
Na arte do pensar, os pensamentos são tesouros.
O Universo fictício,
E a vida uma novela.
Faz-se criador.
Criatura da criação.
Dono da existência.
Enfim, tenho pensado.
Penso que sinto o que desejo sentir.
Sujeito de mim mesmo. Senhor dos próprios sonhos.
Penso na vida – ela existe.
Penso no medo – ele arrepia.
Penso na dor – ela magoa.
Penso na força – ela me encoraja.
Penso no sexo – ele me excita.
Penso nas amizades – elas me fortalecem.
Penso em Deus – Ele me empodera.
Penso no amor, então não penso.
Sinto …
Pense!
— LEIA também de Alessandra Corrêa: Carta de um coração ansioso.

Tenho pensado, sim!
Pensado nos meus pensamentos, nas minhas emoções, nos meus sentimentos e desejos; pois, “descartesmente” falando: penso, logo existo.
Tenho pensado que me empatizei com a sua arte livre e louca de pensar e escrever, porquê você me cativou com a sua loucura de pensar a vida, os desejos, os medos, o sexo, o prazer, o amor e Deus. Penso que, “zezinhamente” cantando, estou pensando em Deus, estou pensando no amor, ó professora humana que cria, ó Alessandra divina que recria.
E, “baumanmente” pensando, perante um mundo contemporâneo líquido que muda e se desmuda com falas que fazem e desfazem o nosso pensar e sentir, busco eu também afirmar e reafirmar a veracidade da minha arte de pensar as relações humanas e sociais, pois “nietzschemente” raciocinando, a arte existe para que a realidade não nos destrua.
Então, a loucura do pensar me faz viver alegremente a complexidade da existência humana como um tesouro divino que me suscita e excita para a vida.
“Alessandramente” poetizando, penso sim!
Muito Obrigada! <3
Poema sinestésico, profundo. Alessandra sempre utilizando a Língua Portuguesa da melhor forma. 👏🏻😍
Muito bom mesmo!