Não posso adiar o amor
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração.
— ARTIGOS RELACIONADOS
—————————————————-
De Antonio Ramos Rosa, poeta português.
Maravilha de poesia! Michelle e Isadora estão corretas em seus comentários. Nesta vida passageira, como diz o poeta, não podemos adiar para o próximo século a vivência do sentimento mais nobre do ser humano – o amor – e que faz parte de seu caminhar e evolução. O amor em seu sentido mais amplo, que nutre a vida e nos fortalece com a liberdade que salva a alma humana das prisões do egoismo, da ilusão, das meias verdades e das vaidades.
Adorei!
Não podemos mesmo deixar de ser feliz hoje. Lindo!
Não podemos adiar nada no que se refere ao amor.
O que é isso ? Um delirio ou um bouquê de ternura ? uma poesia dessa lida ao nascer de um novo dia, promete arranques de meiguice misturado a um sabor tão gostoso de maresia…Ah!
Quão lindo é o amor! Como vale a pena esperar novos por-do-sóis! …como é bom se deliciar matinalmente numa poesia tão linda quanta esta! e.. pra não perder a mania…Salve a Poesia ! Viva os grandes poetas !!