Poesia. Barquinho de papel

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Barcos de Papel

Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde tímida e lavada,
Eu saía a brincar, pela calçada,
Nos meus tempos felizes de menino

Fazia, de papel, toda uma armada;
E, estendendo o meu braço pequenino,
Eu soltava os barquinhos, sem destino,
Ao longo das sarjetas, na enxurrada…

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais:
São feitos de papel, são como aqueles,

Perfeitamente, exatamente iguais…
– Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

De Guilherme de Almeida, poeta brasileiro nascido em São Paulo.

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14 Responses to Poesia. Barquinho de papel

  • E muito.lindo esse poema eu leio desde quando eu era criança quando o meu professor de português leu pela primeira vez nunca mais esqueci esse poema tão.lindo

  • Qdo era criança meu pai sempre lia essa poesia, ele se foi e ficou essa lembrança, mas perdi a cópia. Já havia pesquisado na internet sem êxito. Foi bom encontrar aqui. Obrigado por compartilhar.

  • Que saudades daquele tempo!
    Esse poema; Eu lia e re-lia por muitos dias. Ja faz mais de 53 anos.

  • Na contemporaneidade, as historinhas infantis, não teem a mesma imaginação, porque levam a criança a um mundo imaginari irreal. Leitura com: Cabrita Cabriola, Seu Joca, A Fazenda do Tio Zacarias, a Empreada Maria, em fim, foram leituras que até hoje revive em minha memoria, sempre na esperanç de encontrar o Livro Nordeste para lê-lo paa minhas netas. Elas vão adorar!

  • São quatro horas da manhå, sem sono, lembrando do meu tempo de criança, em 1965, estudava na escola Pública, viajava na leitura do livro, que tinha o mapa do Brasil na capa do livro chamado Nordeste. Gosaria muito de ter esse livro novamente. Me ajudem!

  • tenho 51 anos,e sempre me recordo desta poesia que li quando menino. é simplesmente uma parte da memoria de minha infância que não desejo esquecer. minha infância no suburbio do rio.hoje moro em brasilia, ,mas coraçao é o mesmo.

    1. Eu tenho 56 anos e lembro como se fosse hoje, meu professor de Literatura, na 5a, série, declamando esse poema….. que pena…. as crianças de hoje, com certeza, nunca ouviram!

  • Eu estudei este poema em 1973, no Seminário Santo Antônio, Agudos, e eu era aquele sonhador dos barquinhos de papel. Hoje sei: “…lá se foram eles! Foram-se embora e não voltaram mais”.
    Procure o Seminário no google map e vejam as calçadas longas por onde, em tardes de chuva, eu ainda menino, também lançava meus barquinhos.

  • Barquinhos de Papel.
    Tive a felicidade de ler esta poesia quando estudei na escola publica Dom Bosco, com a profª Maria da Conceição Sá, quando ainda era município de Itaguai/RJ (hoje o município é Seropédica). Havia uma professora para cada série e ali estudei até a 4ª serie. Hoje a escola não existe mais e hoje ainda me lembro do pe de abil próximo à janela, da minha 1ª professora (D.Vilméia) e desta poesia. Por curiosidade, coloquei o titulo no google e me surpreendi com este blog, onde vejo que nem todos esqueceram das coisas boas que aprendemos em nossa infância.

    Parabéns

  • JESO,

    LEGAL ESSE POEMA. QUEM QUANDO CRIANÇA NÃO BRINCOU DE BARQUINHOS DE PAPEL APÓS UMA CHUVA, NÉ MESMO???? NOSTALGIA PURA!!!

    CHAGUINHA AD

  • Ola Jose amigo, que bom acessar o seu blog, e lê esta poisia do barquinho mim transportei para minha terra lá na Paraiba, a recosdação veio atona, muito obrigado, depois escrevou mais…EDVALDO.

  • Jeso
    Bom rever …
    Barcos de Papel!
    Nós estudamos com a Professora Gersonita Carneiro, no colégio Dom Amando. Quarta série do Ginásio – 1974.

    Eu gostaria de aproveitar a oportunidade de rever “Mangueira”
    Nós estudamos com o Professor José Baldino, Segunda série do Ginásio – 1972, atenção: sala B-2.

    Salvo engano é de Carlos Drummond de Andrade

    OBS. É mais ou menos assim
    A Mangueira, ou Mangueira (não lembro)

    …………..
    Nesta imensa floresta de arranha céu que vai crescendo
    Há de ter uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore
    Há que está árvore seja a mangueira
    Onde neste imenso palácio verde pode abrigar milhares de passarinhos
    ………

    Eu solicito a pessoa que tenha e bondosamente envie ao Blog Jeso Carneiro, é uma boa chamada para termos nossas mangueiras na Terra Querida.
    Grato
    João Mota

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