Poesia. Consciência

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Perplexidades

a parte mais efêmera
de mim
é esta consciência de que existo

e todo o existir consiste nisto

é estranho!
e mais estranho
ainda
me é sabê-lo
e saber
que esta consciência dura menos
que um fio de meu cabelo

e mais estranho ainda
que sabê-lo
é que
enquanto dura me é dado
o infinito universo constelado
de quatrilhões e quatrilhões de estrelas
sendo que umas poucas delas
posso vê-las
fulgindo no presente do passado.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

De Ferreira Gular, poeta brasileiro nascido no Maranhão.

Leia também:
Mutação, de Edwaldo Campos.


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One Response to Poesia. Consciência

  • Essa nossa vida é uma grande perplexidade. Felizes os que se dão conta disso!!!!!!!!!!!São tantas estrelas, e algo tão pequeno como a minha existência, só me concede vê-las, poucas delas como afirma Gular em sua poesia.

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