Poetas amazônicos

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Rarefeito

O amor que você matou em meu peito
Ressuscitou de outro jeito
Agora é amor-perfeito
Mais-que-perfeito
Do que o amor mais imperfeito
que possas imaginar…

É amor sujeito
À chuvas e trovoadas
E às pancadas do clima que você criou…

O amor que trago agora em meu peito
Tem um raro efeito
De ser passageiro, nuvem tênue e transparente

É um amor diferente
Feito de sonhos e desejos
Alimentado de beijos
E não se esgota em si mesmo
E não morre de qualquer jeito

É um amor com todos os defeitos
Que um amor mais-que-perfeito
Tende a transpirar…

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De Jota Ninos, jornalista e poeta santareno.


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