Imortalidade do Amor Maior
Morto o amor
que as palavras acendem,
mortas as caricias,
a ânsia dos encontros
que o sexualiza,
nada mais resta
que o óbito do esquecimento.
Se o tempo não amortizá-lo,
na lembrança haverá de existir
uma saudade morta viva
a desafiar o seu perecimento,
a querer ressuscitar esse amor.
Mas se em ambos
a afeição foi profunda demais,
nem se duvida, nem se duvida,
mesmo que separados,
mesmo que não deixem transparecer,
nem que seja um pouco,
amar-se-ão até morrer.
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De Edwaldo Pangaré Campos, poeta amazônico nascido no Pará (Alenquer).
Ela te ama sim, Panga….