Meu Grito Amazônia
Meu grito é de medo
do grande poder.
Eu sou Amazônia
não posso morrer.
Floresta nativa
branco desmatou.
Saudade do verde
que nunca mais brotou.
Imponente castanheira foi trocada
por soja e plantação.
Que desenvolvimento é esse?
Sem rumos, sem noção.
Peixe-boi sumiu.
Arara traficada.
Jacaré virou bolsa.
Gringos na parada.
Colonizar virou moda
Amazônia-Brasil.
Saqueando como sempre
Com um caráter vil.
Nossos rios poluídos.
Nosso clima: calor!
Os povos da terra
sobrevivendo com ardor.
Cadê governo? Esquecimento me Brasília.
Cadê organização?
Vivemos de aparências
de braços dados sem mão.
Lá vem a política
com idéia de implantação.
Explora, explora o solo
com tais projetos de mineração.
O que falta é interesse
nosso e governamental.
Chega de rótulos interioranos
não vivemos no matagal!
Meu grito: Amazônia.
Ninguém poder calar.
Ou quem sabe não me eliminam,
como Doroth, Chico Mendes…
Que nunca se calaram,
gritar, falar e reivindicar.
Amazônia solo sagrado
inundado de sangue inocente.
Quem sabe quantos já morreram
e foram enterrados como indigentes.
Indígenas, brancos e negros
a terra já engoliu.
Mas um dia também engole
os grileiros do Brasil.
Meu grito pede socorro
quero viver Amazônia.
É sonho, é esperança,
de que um dia haverá
justiça…
————————————————
De Fábio Barbosa, jormalista amazônida nascido no Pará (Oriximiná).
Poesia Incrível. Traduziu em palavras o sentimento que temos sobre certas políticas de desenvolvimento da amazônia.
é como se diz… mandouuuuuuuuuuu verr em.. mto bom. parabéns ai. mto bom mesmo