Poetas amazônicos

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Aos Vermes!

Galo-vos aqui
meus sêmens-versos redivivos.
– Marginalizar o lusco-fusco verbal,
é tudo que a (má)temática dos intelectuais (?)
não me excita…

Ai… Afasto-me dos poemas incertos
e do predomínio das estéticas
imbecis.

(Poemas desprovidos de artilharias
então servem-nos para quê?)

Exponho-vos aqui sentimentos
e não corpos de palavras loucas fritas.
Endêmicos Cânticos.
Jamais reminiscências terroristas
do Bader-Meinhoff.

Genuflexão dos poetas?
– Não.
Retretas, pois fedem em cacho…
Hálitos-pós que são próprios
dos trôpegos indecorosos…

Ai… Comparo seus mínimos
com os (com)vencidos de cara.
Homúnculos em bando
morrendo gole a gole,
a cada cuspe impiedoso.

Nada aos vermes.
Acho-os metálicos demais.
Estômagos retorcidos.
Cambada de vazios.
Vômitos que contaminam o varal.

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De Benny Franklin, poeta amazônico nascido no Pará (Santarém). Escreve no blog Poesias Verdes Fritas.


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