Sonhado porto outonal
Estou a navegar nesta tarde
pelo imenso oceano dos teus olhos azuis
Imagino não haver neles naus nem foguetes
Nenhuma vela ao longe vejo
Nenhum recife sobreposto aos corais – nenhum risco
A não ser a ilha dourada do teu corpo esbelto
onde os meus desejos teimam em se deitar
E meu pensamento mais que ave – o vendaval
e o aparente sossego do mar que te lambe
atreve-se destemido e solitário a desafiar
os deuses guerreiros que te saboreiam e velam
Neste momento a audácia sai dos sonhos
e outonal vai em busca de ti na expressão destes versos.
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De Edwaldo Pangaré Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer.
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