Poetas amazônicos. Élida

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Élida e o Baile

Taças longas de cristal,
cálices, bebidas coloridas,
mulheres pávulas celestiais,
homens sisudos, elegantes,
adornam romanescamente o baile.

Seu olhar estrelado
une-se as luzes giratórias
varrendo com libido o salão,
enquanto o corpo esbelto levita
na fumaça prateada do neon.

Encantadoramente empáticas
madames ciumentas olham-na
indiscretas pelos cubos de gelo.
Contemplativa, toda cor de rosa,
Élida, sozinha, que melhor companhia,
dança intimamente o tango
aguardando sem pressa
o escolhido cavalheiro que ela queira.

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De Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e naturlizado santareno.

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