Mutação
Mudamos, como mudamos
Tanto mudamos ao ponto
De nos tornarmos irreconhecíveis.
Eu, mais velho, feito máquina,
Com a boca nas mãos;
E tu fenomenalmente nova,
Com as mãos na boca
E cabeça amarelada nos bolsos.
Como mudamos!…
Minha cor continua vermelha
Bem vermelha.
Ainda bebo
Em copos de conserva.
Tu em taças de cristal.
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Como mudamos!…
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De Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e naturalizado santareno.
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