Poetas amazônicos. Mudamos…!

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Mutação

Mudamos, como mudamos
Tanto mudamos ao ponto
De nos tornarmos irreconhecíveis.

Eu, mais velho, feito máquina,
Com a boca nas mãos;
E tu fenomenalmente nova,
Com as mãos na boca
E cabeça amarelada nos bolsos.

Como mudamos!…

Minha cor continua vermelha
Bem vermelha.
Ainda bebo
Em copos de conserva.
Tu em taças de cristal.

Como mudamos!…

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

De Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e naturalizado santareno.

Leia também dele:
Pequeno discurso à Santarém violentada.
Vida passante.
Amor-paixão.
Ângela.
Morte de Joana.
Galanteio noturno em bar de praia.
Teu andar.
Lábios.


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