Pequeno conto que virou poema
Para a Rô
Ali – entre pálpebras e desejos,
na lassidão dos ventos de várzeas
na orla de Icoaracy,
lacrei teu beijo úmido do passado,
naquela data fria
aquela tarde ainda nossa.
(as pernas cruzadas sob o tempo)
Estava eu naufragado
nas profundezas do teu cheiro,
as margens do sibilante rio.
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E nas entrelinhas de um poema submerso
sub-reptício – nutrido e inverso,
ingeri o licor da loucura
na música suave do teu beijo,
na mágica solene do teu corpo
Imponente e belo…
Depois – entre promessas e poesias,
varamos a existência do enigma,
numa esquina sombria,
quando fulminante: teu vulto sumiu!
Na rua Braz de Aguiar.
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De Eduardo Dias, poeta, cantor e compositor amazônico nascido em Óbidos (PA).
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