Ib Sales Tapajós (*)
Na última sexta-feira, dia 15, mais de 100 jovens santarenos reuniram-se na Ufopa para refletir coletivamente sobre os rumos da Venezuela e da América Latina após a morte do presidente Hugo Chávez.
O evento, realizado pelo JUNTOS!, começou com a exibição do documentário “A sul da fronteira”, do cineasta americano Oliver Stone, que aborda os avanços sociais e políticos conquistados em vários países da América Latina após 1998, ano em que Chávez foi eleito para governar a Venezuela, iniciando um importante giro à esquerda na conjuntura da região.
O cine-debate do JUNTOS! contou com a presença de estudantes universitários, da Ufopa, Uepa, Ulbra, mas também de muitos estudantes secundaristas e pré-vestibulandos. Uma juventude ávida por debater e compreender a conjuntura latino-americana a partir de uma ótica diferente das manipulações grosseiras da grande mídia (Rede Globo e companhia).
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Nesse sentido, as discussões travadas foram muito construtivas. Além dos facilitadores do debate, Maike Vieira (professor de História) e Florêncio Vaz (doutor em antropologia da Ufopa), tiveram destaque dois militantes latino-americanos históricos: a venezuelana Anne Cauwell e o ex-guerrilheiro cubano Luís Lavandeyra.
A riqueza dos debates travados no evento do JUNTOS! e a importância do tema me levaram a escrever este artigo, que busca compreender o significado da revolução bolivariana para a Venezuela e o conjunto da América Latina.
O Governo Chávez: 14 anos de luta nacionalista e anticapitalista
Chávez venceu as eleições presidenciais venezuelanas em um contexto histórico marcado pela hegemonia do pensamento neoliberal no mundo inteiro. Com a queda do Muro de Berlim em 1989 e o fim do chamado “socialismo real”, ganhou força a ideologia reacionária do “fim da história”, defendida por Francis Fukuyama, que dizia não haver alternativa possível ao sistema capitalista.
A ofensiva neoliberal impôs à América Latina uma política de progressivo desmonte do Estado, associada à privatização dos serviços públicos e à abertura das economias nacionais ao capital internacional.
A intensa propagação do “fim da história” gerou impactos até mesmo em organizações políticas de esquerda que passaram a enxergar a reforma do capitalismo como única estratégia viável. Exemplo disso entre nós foi a adaptação ideológica do Partido dos Trabalhadores, cuja direção passou a ter como eixo a construção de um “capitalismo humanizado”, em cooperação com setores da burguesia brasileira (daí a aliança de Lula com o empresário José de Alencar, do Partido Liberal, em 2002).
A vitória de Hugo Chávez em 1998 significou um contraponto histórico a essa suposta vitória final do capitalismo. Ainda que ele, inicialmente, não colocasse na ordem do dia a necessidade de superação do sistema do capital, os rumos do processo bolivariano acabaram levando Chávez a defender o socialismo do século XXI – uma formulação política ainda embrionária, mas que recolou o tema do socialismo na pauta de debates da Humanidade.
Eleito com um programa nacionalista radical, já no início de seu governo, Chávez convoca um processo constituinte, o qual contou com ampla participação popular, gerando a Constituição da República Bolivariana da Venezuela de 1999, que foi aprovada em referendo e promoveu mudanças significativas no regime político venezuelano, dando passos importantes em direção a uma democracia semidireta, com instrumentos de participação popular nos principais assuntos do país.
Além das eleições diretas e periódicas para os cargos do Legislativo e Executivo, a Constituição de 1999 previu mecanismos como consultas e referendos, revogação de mandatos e iniciativas legislativas populares. Assim, percebemos que as afirmações da grande mídia brasileira de que Chávez é um “ditador” não passam de má-fé.
Após a aprovação da nova Constituição, foi aprovado um conjunto de leis limitadoras da propriedade privada, com destaque para a Leis de Terras, que proibiu a existência de latifúndios superiores a 5 mil hectares, e a Lei dos Hidrocarbonetos, que instaurou medidas de maior controle estatal sobre a renda petroleira.
É claro que tais medidas foram consideradas uma heresia diante da lógica neoliberal. As elites venezuelanas não tardaram a agir. Em abril de 2002, uma conspiração das oligarquias nacionais, juntamente com um setor das Forças Armadas e com apoio explícito dos meios de comunicação privados do país, chegou a depor Chávez do poder por dois dias.
O golpe contra o presidente foi aplaudido pelo governo dos EUA, cuja participação nesse episódio restou evidente. Porém, uma grande insurreição popular, um levante espontâneo das massas, reconduziu Chávez ao poder. A partir daí, a revolução bolivariana se radicaliza. O enfrentamento com a burguesia nacional e internacional toma maiores proporções.
Mesmo com a derrota do golpe de 2002, a oposição continua executando planos de desestabilização, com apoio da mídia privada. Em 2003, a burguesia organiza um locaute na PDVA (empresa petroleira) e deixa o país sem abastecimento de combustível, gerando um grande caos. Mais uma vez, a resposta veio do povo pobre, dos movimentos sociais e operários, que ocuparam a PDVSA e garantiram o seu funcionamento. Como resultado desse processo de enfrentamento, Chávez nacionaliza a PDVSA, medida que promove um salto qualitativo no processo bolivariano.
Com a apropriação pública dos recursos provenientes do petróleo, importantes mudanças econômicas e sociais se operam no plano nacional. Assim, em 2005, a Venezuela se transforma no segundo país latino-americano a erradicar o analfabetismo (Cuba foi o primeiro). Em parceria com o governo cubano, Chávez promove também importantes avanços na saúde pública.
Podemos dizer que o motivo central das mudanças sociais ocorridas na Venezuela na última década foi uma reorientação na destinação da renda petroleira. Antes de Chávez, a principal riqueza do país era apropriada pela elite econômica nacional associada ao capital financeiro internacional.
Com a revolução bolivariana, o dinheiro do petróleo passa a se dirigir essencialmente para a satisfação das necessidades essenciais da população. Isso gera um aumento significativo na capacidade aquisitiva dos trabalhadores – o salário mínimo na Venezuela corresponde atualmente a cerca de R$ 1.400,00.
Isso explica a imensa legitimidade do projeto chavista perante o povo venezuelano, que pode ser mensurada nas eleições presidenciais de 2012. Mesmo após 14 anos no poder, com todas as crises, problemas, contradições e ataques sofridos, Chávez foi reeleito com 55% dos votos – praticamente o mesmo percentual de 1998.
O Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), fundado em 2007, conta hoje com cerca de 5 milhões de filiados, num país de 30 milhões de habitantes. Não há dúvidas de que a revolução bolivariana está profundamente enraizada na consciência das pessoas, de modo que derrotar o chavismo, mesmo após a morte de Chávez, não será uma tarefa fácil para a oposição.
O significado da revolução bolivariana para o conjunto da América Latina
As mudanças operadas pelo Governo Chávez não se esgotam no âmbito nacional. A revolução bolivariana inaugurou uma nova fase na América Latina, com a ascensão ao poder de inúmeros líderes populares, que mudaram a orientação de seus países perante o imperialismo norte-americano. Países como Equador, Bolívia, Paraguai, Honduras, Uruguai e, em certa medida, Argentina e Brasil, fizeram parte de um mesmo processo que alterou a geopolítica da região.
Embora haja uma grande diferença entre os governos destes países (entre Lula/Dilma e Chávez, a diferença é enorme!), o novo bloco formado deixou de aceitar passivamente a ideia da América Latina como quintal dos EUA.
Além da Venezuela, essa nova postura se reflete com maior profundidade no Equador e na Bolívia, cujos governos têm um perfil claramente anti-imperialista. O Equador de Rafael Correa realizou há poucos anos uma auditoria da sua dívida pública, que reduziu em mais de 60% o montante a ser pago aos credores nacionais e internacionais. Uma medida essencial de combate à usura do capital financeiro.
Foi também o Governo Correa que decidiu conceder asilo político a Julian Assange, líder do Wikileaks, que desnudou a política externa criminosa dos EUA, sofrendo por isso uma severa perseguição internacional. Na Bolívia, o presidente indígena Evo Morales tomou medidas importantes, no sentido de nacionalizar os recursos naturais do país, a exemplo de Chávez.
O avanços alcançados nesses 3 países (Venezuela, Bolívia e Equador), que são o polo mais avançado da América Latina, têm uma origem parecida: a combinação das lutas sociais com a vitória eleitoral de líderes políticos de esquerda. Não dá para explicar a ascensão de Chávez ao poder sem a rebelião popular conhecida como Caracazo (1989), nem a vitória de Evo sem a Guerra da Água em 2000. Essa articulação entre a mobilização das massas e a disputa institucional se mostrou uma estratégia apta a produzir grandes mudanças sociais, políticas e econômicas.
No entanto, a morte de Chávez joga um ponto de interrogação sobre o continente: e agora, para onde vai a América Latina? Assim como o início da revolução bolivariana inspirou vitórias populares em vários outros países vizinhos, a contrario sensu, uma derrota das forças chavistas nas eleições presidenciais marcadas para abril de 2013 pode gerar também um grave retrocesso não apenas na Venezuela, mas em toda a região.
Muita coisa está em jogo na disputa entre Nicolas Maduro, herdeiro político de Chávez, e Capriles, principal expressão eleitoral da oposição venezuelana.
De todo modo, a continuidade da revolução bolivariana depende fundamentalmente da organização e mobilização popular. Depende do povo pobre que se rebelou em 1989 no Caracazo, o povo que desceu dos morros para derrotar o golpe de 2002, o povo que ocupou a PDVSA e conquistou a nacionalização do petróleo, o povo que foi o principal beneficiado com os 14 anos de Governo Chávez.
É esse mesmo povo que tem de continuar protagonizando sua própria História, não apenas para dar continuidade ao processo bolivariano, como também para aprofundá-lo, na direção de uma sociedade pós-capitalista.
O papel da juventude na luta anticapitalista e anti-imperialista
A morte de Chávez e as eleições venezuelanas são eventos que se situam em uma conjuntura internacional crítica, instável, mas na qual se abrem importantes caminhos. Se por um lado a crise econômica ataca os direitos da classe trabalhadora e da juventude em vários cantos do mundo, por outro ela propicia o surgimento de novos movimentos de luta e contestação aos regimes políticos controlados pelo capital financeiro e pelas grandes corporações.
As revoluções árabes no norte da África e no Oriente Médio, o fortalecimento da luta do povo palestino, o movimento dos indignados na Europa, o Occupy Wall Street, as greves recentes na Argentina e as mobilizações estudantis no Chile são um conjunto diversificado de respostas dos povos contra as mazelas do sistema capitalista, que abrem espaço para a construção de alternativas políticas.
É com esse intuito, de pensar e construir alternativas, que jovens de mais de 10 países vão se reunir no final de março em Buenos Aires, no I Acampamento Internacional da Juventude Anticapitalista e Anti-imperialista. Será um espaço de interação e articulação entre ativistas que lutam em seus respectivos países por um futuro diferente para a Humanidade.
Estarão presentes em Buenos Aires representantes de organizações de juventude de países da América do Sul, América Central e Europa. Merecem destaque, pela conjuntura atual, a juventude socialista do MST argentino, integrantes do Syriza, coalização anticapitalista grega que chegou perto de ganhar as últimas eleições do país, e a juventude do Marea Socialista, corrente interna do PSUV, jovens lideranças que ajudam no dia-a-dia a construir a revolução bolivariana.
Do Brasil, o JUNTOS! é a organização de juventude que estará presente no Acampamento, para somar esforços com os lutadores anticapitalistas de diversas partes do mundo. Em razão da diversidade de sujeitos políticos que irão se encontrar na Argentina, não resta dúvida de que o Acampamento é uma iniciativa internacionalista de grande relevância.
Ele é prova de que um expressivo setor da juventude mundial está ciente do grande desafio civilizatório que temos pela frente: construir uma sociedade justa, sustentável e livre da exploração e da opressão. Em outras palavras, perseguir o sonho de Chávez e de diversos outros lutadores e lutadoras: a construção do socialismo no século XXI.
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* Santareno, é graduado em Direito pela Ufopa. Integra o Grupo de Trabalho Nacional do Juntos! e a Executiva Municipal do PSOL em Santarém.
É interessante esse debate da DEMOCRACIA quando estamos falando de Cuba, Venezuela, que todo mundo taxa de países autoritários.
Mas ninguém questiona os regimes “democráticos” dos EUA, Inglaterra e cia quando perseguem um cidadão que revelou crimes de guerra cometidos pelo Exército americano no Iraque. Crimes praticados ao arrepio de qualquer noção mínima de direitos humanos. Julian Assange está sitiado pelas forças militares inglesas na Embaixada do Equador em Londres. Se sair um passo na rua, é preso! Seu crime? Democratizar uma informação “secreta” que deveria ser pública!
ASSANGE LIVRE JÁ!
Esse blog do Jeso é um grande paradoxo. rsrs.
Se por um lado encontramos textos bem elaborados e de esquerda como esse do Ib Tapajós, por outro lado tem um monte de leitores reacionários fazendo comentários toscos como esses aqui.. Gente alienada que forma opinião só pela Rede Globo.
Parabéns JESO! Vc consegue criar e manter um espaço bem plural na internet
Sávio, o objetivo é esse: pluralidade. Ainda que muitos não entendem que o cerne da discussão, sempre, tem que ser a mensagem, a ideia lançada, o argumento defendido, para que se possamos fazer o devido contraponto. Nunca o mensageiro.
Atacá-lo por pensar diferente, por defender um ponto de vista não nos faz crescer como cidadão.
JESO, parabéns pelo blog! A diversidade de opiniões só nos faz crescer, realmente!
O que esses jovens estão precisando e de um choque da realidade, em vês de estarem sonhando com utopias ilusórias, deveriam estar empenhado em causas reais que trarão mudanças e benefícios reais para nosso povo, como por exemplo a criação do Estado do Tapajós.
Graças a Deus que ele nos livrou de mais um maluco!
Jovens tirem a venda de vossos olhos e vivam no mundo real!
Luiz Correa Azevedo, não seja LEVIANO nas suas acusações!
Essa juventude foi atuante SIM na luta pelo Tapajós.
Veja só: https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/o-sim-da-ues-ao-estado-do-tapajos.html
Meu caro Sávio, não estou acusando que não participaram!
Estou afirmando hoje que em vez de estarem delirando em utopias ilusórias, deveriam estar empenhados na coleta de assinaturas!
A fase do plebiscito já faz parte da Historia, agora estamos em um novo momento, e nesse novo momento não vejo tais jovens participando!
Meu caro, deixe cada um com as suas utopia..!
Se são ilusórias ou não, isso a História vai dizer!
Há uns 30 anos atrás parecia ilusório ter um operário presidente do Brasil, ou um negro presidente dos EUA, país mais racista do mundo. E veja só..
O mundo avança, as mentes também precisam avançar..
Abraços
Faltou o IB falar da polícia politica criada por Chavez para perseguir a oposição, do apoio financeiro as FARCS na Colombia, da remessa de milhões de dolares para colaborar com o pseudosocialismo de Evo Morales, Fidel e cia, Cristina kirchner e tantos outros salvadores da pátria na America Latina. Estes jovens deveriam empregar seu tempo em busca de soluções para a amazonia que é rica mas o seu povo é pobre. Como cidade universitária Santarém exporta todos os anos centenas de jovens que, depois de formados, não conseguem permanecer na região pois não há emprego, vão em busca de oportunidades em grandes centros. É hora de gastar energia para freiar este exodo intelectual e esquecer esse socialismo utópico filosófico cujo restos mortais se encontra em Cuba, um pais de miseráveis.
Chico Bento, cadê a materialidade desses “fatos”?
Quando vejo acusações assim contra Chávez nunca vejo fontes seguras. Só boatos! Assim como o boato plantado de que a Venezuela estava colaborando com Irã na produção de armas nucleares. Pura falácia!
Não é a toa que a américa latina ainda se encontra nesse estágio medíocre de desenvolvimento. No Brasil não faltam professores nas universidades públicas e privadas que continuam a difundir as idéias utópicas do socialismo como algo bom e possível, lá encontram terreno fértil e fazem a cabeça vazia de jovens como a do rapaz IB TAPAJÓS. E assim os mesmos erros e mitos vão se perpetuando e eles a cada vão acreditando mais e mais que dar dinheiro aos pobres usando o estado é melhor do que atrair investimento e fomentar a economia criando emprego e renda e deixando as pessoas decidirem o que querem fazer com suas vidas. Não é coincidência nem milagre divino que o salto econômico experimentado pelo Brasil nos últimos 20 anos só se deu por conta da utilização das leis da economia de mercado e a partir da implantação do plano real, da lei de responsabilidade fiscal, meta inflacionaria, privatizações, cambio flutuante, acesso a crédito etc. Outro ótimo exemplo bem sucedido aqui bem perto de nós é o CHILE que rema na direção contrária a da companheirada e a muito colhe ótimos frutos devido as suas boas escolhas depois da redemocratização. A américa latina estará fadada ao eterno fracasso se continuar seguindo na direção da companheirada.
Se tivesse se tratado nos EUA talvez tivesse prolongado mais sua vida.
EUA um dos maiores compradores de petróleo da Venezuela.
Chaves anti imperialista rsrsrs tá bom.
Ditador com certeza
Se Chávez tivesse ido procurar ajuda no sistema de saúde norte-americano com certeza teria sido envenenado pela CIA!
Esta é uma luta secular, pobres vs elites. Tá la no filme Lincoln; na luta contra a escravidão; nas mentiras diárias da mídia nacional; etc.. O Para, nosso Estado, é vítima desta capitalismo selvagem do Neo Liberalismo, pois depois da Lei Kandir perdeu sua renda de ICMS e os índices sociais sé fazem cair ladeira abaixo.
OS REVOLUCIONÁRIOS DA UFPA/UFOPA, NUNCA VÃO DEIXAR DE SEREM OS REVOLUCIONÁRIOS DA UFPA/UFOPA.
Ainda bem que ainda existem jovens que se indignam com a situação das coisas e buscam se organizar pra lutar por mudanças!
O que seria do mundo sem esses jovens revolucionários??
O que seria do mundo sem esses jovens revolucionários??
Hahahahahahah!!! Isso é piada parceiro???
Com certeza o mundo não precisa desses de jovens “revolucionários” que quando chegam ao poder mandam gente inocente pra cadeia ou para o paredão pelo simples fato de não concordarem com as ideias deles.
O mundo precisa é de revolucionários como Bill Gates, Steve Jobs, Santos Dumont, Henry Ford, Freud, Darwin, Carnegie, Leonardo da Vinci, Galileu, Newton etc.
Ib Tapajós, mais um “órfão de Chavez”.Caudilhos na América Latina não são nenhuma novidade. Novo mesmo é esta esquerda que dar a Chavez um papel que ele nunca desempenhou, de vanguarda de uma revolução. Como disse Gilvan Rocha, em importante artigo publicado no sítio do jornal Correio da Cidadania: “É natural que a esquerda direitosa, de conteúdo nacional-reformista ou social-patriota, esteja se sentindo um tanto órfã diante da morte do Cel. Hugo Chávez, afinal, essa esquerda, indigente, anda sem referências políticas, qual naufrago, agarra-se a tábuas que lhes parecem seguras.
Era Chávez, combativo? Sim! Era ele um palanqueiro? Sim! Entretanto, não devemos esquecer que uma das suas características era ser midiático e corajoso. Entretanto, o seu perfil político era o antiamericanismo e não levantava a voz contra o capitalismo. Nada dizia que desaprovasse o imperialismo inglês, francês, alemão, italiano, belga ou japonês. Em decorrência disso, ele procurava fazer alianças com o fascismo iraniano e sírio. Era justamente o seu antiamericanismo que fazia convergir para ele, toda uma esquerda mal informada e prostrada diante da hegemonia política da burguesia imperialista.
O povo pobre da Venezuela está em prantos diante da morte de Chávez, pois via nele a figura paterna que usando o dinheiro do petróleo, promovia um trabalho de ações sociais, mitigando o sofrimento daquela gente. Essa conduta paternalista, vamos encontrar, em Getúlio Vargas, que se converteu em ídolo das classes trabalhadoras brasileira disposta a identificá-lo como “pai dos pobres”, quando na verdade era “mãe dos ricos”.
Em uma escala maior, tivemos na Argentina, a figura populista, de Juan Perón e sua mulher, Evita, cujos discursos eram dirigidos aos descamisados, aos despossuídos. Ora, não se faz triunfar a causa da justiça social através de governos. A transformação social, dar-se-á, apenas por via das massas populares insurgidas. Não se presta bons serviços à causa da igualdade social, alimentando ilusões e fantasias. Temos que ter bem claro, que a luta pela emancipação humana, deve partir do princípio mater de que é o capitalismo o nosso inimigo e nunca, particularizá-lo de forma tão reducionista, como é o antiamericanismo.
O antiamericanismo incorre no grave erro de não perceber que o imperialismo é produto do desenvolvimento capitalista. Assim sendo, é no anticapitalismo que está a luta consequente contra o imperialismo, e é por essa razão que insistimos em dizer: ser antiamericano não é ser anticapitalista, vide os casos do Talibã, do Irã, da Síria e do fundamentalismo islâmico de caráter fascista.
Que mereça Hugo Chávez, as nossas reverências pelo que ele foi, tudo bem! Mas não podemos acatar os seus limites políticos, quando se colocava como adepto de um socialismo que se apoiaria em uma distorcida combinação de Marx com Jesus. Muito menos devemos aceitar a sua confusa ideia de um socialismo, do séc. XXI. Um socialismo bolivariano, cujo o guia exemplar seria o herói da luta anticolonial Simón Bolívar.
“Vanguinho”, os antropólogos utilizam um conceito conhecido como “resignificação”.
Assim, conceitos, figuras históricas e símbolos são (re) aproveitados com um significado novo, modificado, mas que encontra raízes no significado original.
É esse conceito que explica o fato de termos originalmente pejorativos – como “mulatos”, “cabanos”, “caboclos”, “mocorongos” – serem convertidos em palavras de uso comum que até mesmo expressam a cultura de um povo, de uma região.
Foi isso que Chávez fez com o BOLIVARIANISMO: uma resignificação e atualização da imagem de Simón Bolivar, que, obviamente, nunca foi um socialista, nem anticapitalista. O que Chávez fez foi se apropriar do conteúdo nacionalista, anti-colonial, representado na luta de Bolívar pela independência da América Latina da colonização européia, e dar nova roupagem.
Nada que os nossos povos da Amazônia não façam cotidianamente. Sugiro a você, que buscou mostrar erudição no comentário, que estude um pouco de antropologia para entender melhor o que ocorre nas Américas.
Vanguinho, você não consegue ver nada de anticapitalista em medidas como a limitação da propriedade rural e a expropriação e nacionalização das empresas petroleiras?
Acho que sua lente de análise da realidade está meio desfocada. Sugiro consultar um oftamologista!
Ibi, Parabéns pelo artigo! E vamos torcer para que a Venezuela siga firme e soberana, continuando a inspirar nossos sonhos de uma América latina livre!
Fico triste e com medo quando descubro que o dinheiro dos nossos impostos estão sendo gastos com pessoas que advogam por ditadores.Termos como: ” venezuela erradica o analfabetismo”, democracia semidireta, levante espontâneo das massas, revolução bolivariana, só podem mesmo resultar em reuniões de 100 pessoas.Os mortos por esse regime, o dinheiro desviado para bancos dos imperialistas, revela que o analfabetismo foi erradicado pela cartilha do coronel.Hoje não é mais o espanhol mas o próprio diabo que diz ” porque não te calas.
Uma merda se preocupar com Hugo, porra vão falar do nosso Brasil do Tapajós.
Hugo Chavez era um perfeito democrata desde que você concordasse 100% com sua ideologia !!! e era tão socialoista quanto os selvagens eram cristãos !!! ora bolas !!! o diabo não é sabido porque é o diabo ! o diabo é sabido porque é velho !! já vivi o bastante para constatar que o finado peretncia a fian estirpe de los caudilhos cucarachas do tipo Perón , Getulio Vargas et caterva !!! quando vejo esses guapos rapazes esquerdistas tecendo loas ao socialismo real caquetico e decadente só me lembro da música do lupiscinio rodrigues ” esses moços ..pobres moços…
faltou ele dizer q o auditório tinha 100 pessoas porque os alunos foram obrigados por professores, dizendo q valia nota e presença….. simples assim.
Fui p ganhar meus pontinhos rs…..
FOI O FLORÊNCIO VAZ?
100 jovens santarenos reuniram-se na Ufopa para refletir coletivamente sobre os rumos da Venezuela e da América Latina após a morte do presidente Hugo Chávez. Meu Deus, tanta coisa importante pra refletir sobre tanta coisa que merece mais atenção. A história caminha pra frente e com certeza com essa morte vamos em frente. Esses aí não querem estudar e sim jogar conversa fora
Artigo pifio, não esclarece nada e ainda reforça mitos que só sobrevivem aqui nessa parte esquecida e com razão do mundo. Apesar dos fatos históricos essa turma continuando vendendo a ideia de que o socialismo e o comunismo são bons e são a solução para os problemas e mazelas da humanidade. É claro e cristalino as dificuldades o retrocesso e o fracasso economico Venezuelano. Até papel higienico falta, as suas terras produzem menos de 2% da sua capacidade fazendo com que eles importem a maior parte dos alimentos consumidos por lá. A Industria foi totalmente desmantelada, e mesmo sendo um dos maiores produtores de petróleo do mundo o país importa quase toda gasolina que consome do malvado e capitalista EUA. O petróleo corresponde por 90% do pib venezuelano. Já pensaram oque seria do chavismo do bolivarianismo sem o petróleo ou quando ele acabar? Com toda essa riqueza no solo ele conseguiu levar a Venezuela ao caos economico, imaginem se eles não fossem ricos em petróleo ou quando ele acabar… O grande “legado” do Hugo Chaves é esse, o caos economico.
Exercite o espanhol.
https://towelto.wordpress.com/
VENEZUELA: UM AVANÇO IRREVERSÍVEL
Por Atílio Boron
O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) obteve uma vitória esmagadora nas eleições venezuelanas. A direita esperava que, ante a doença do presidente Hugo Chávez, espalharia o desânimo e a resignação, que fariam morder a isca da derrota para os bolivarianos.
Ocorreu exatamente o contrário: o chavismo avançou nos grandes bastiões da oposição, que só conseguiu reter três dos sete estados que antes controlava. Triunfou em Zulia, empório petroleiro e estado com maior população, e em Carabobo, núcleo industrial do país. Além de conquistar a vitória em Táchira, estado fronteira com a Colômbia e rota preferida de paramilitares e traficantes de drogas para semear o terror na Venezuela e na ilha Nova Esparta.
Dois casos merecem um parágrafo à parte: em Zulia, o candidato da direita, Pablo Pérez, não conseguiu ser reeleito, perdendo quase 85.000 votos no caminho e baixando de 53%, obtidos nas eleições de 2008, para 48%. Enquanto isso, o candidato chavista subia de 45% para 52%, conquistando uma claríssima vitória em um estado que havia sido tradicionalmente hostil aos bolivarianos. E em Miranda, o ex-candidato presidencial Henrique Capriles manteve seu reduto eleitoral: havia obtido 53% em 2008 e alcançou 52% neste domingo, reduzindo a margem de sua vitória e fracassando em sua aposta – e de toda a direita e do império – de transformar seu protagonismo no recente confronto das eleições presidenciais em trampolim que o instalasse como grande antagonista do chavismo para as novas eleições presidenciais, que eventualmente poderiam ter lugar no caso de Chávez não assumir a presidência no próximo dia 10 de janeiro.
Qual a principal lição que pode se extrair do ocorrido no domingo passado? Em nosso juízo, que as transformações sociais, econômicas, políticas e culturais que se registraram ao longo dos quatorze anos de hegemonia chavista tiveram impacto tão profundo que, mesmo na ausência do líder histórico e fundador do movimento, seus porta-vozes e sucessores estão em condições de derrotar amplamente seus adversários.
Para além das controvérsias que, aos olhos das classes e camadas subalternas, poderia suscitar um ou outro personagem do elenco bolivariano, eles são percebidos como representantes da nova etapa histórica pela qual começou a transitar a Venezuela desde o começo de 1999, e este povo não está disposto a voltar ao passado.
A oposição, pelo menos até agora, não aparece como uma alternativa nem conta com uma referência capaz de derrotar o chavismo. Resta pensar que na eventualidade de uma eleição presidencial – precipitada por uma inabilitação absoluta que poderia sofrer Hugo Chávez para assumir a presidência – Capriles poderia construir uma liderança que, além do marketing político oferecido e financiado pelos Estados Unidos, teve a força de se opor à eficácia prática do legado histórico de Chávez. Isto é, à cidadania da grande massa tradicionalmente excluída e explorada e aos avanços na saúde, educação, cultura, habitação, segurança social e de recreação.
Nesse sentido, poderia se arriscar a hipótese de que o processo bolivariano teria passado por um ponto de não retorno, para proporcionar uma sólida e duradoura maioria eleitoral para os ocasionais dissabores da conjuntura ou as frustrações causadas por algumas experiências decepcionantes (e pontuais) do governo.
A história do Partido do Congresso na Índia, do PRI no México e do peronismo na Argentina são exemplos que confirmam que quando a hegemonia eleitoral se assenta sobre as raízes de profundas transformações – mesmo quando se encontram em andamento, como no caso da Venezuela – o equilíbrio de poder que está enraizado no plano social e que opõe ricos e pobres, capitalistas e trabalhadores, não pode deixar de se projetar em processos político-eleitorais. Foi o que aconteceu nas últimas eleições venezuelanas, confirmando o que Fidel expressa em sua carta a Nicolás Maduro, em 15 de dezembro, quando ele disse que tinha certeza de que por mais dolorosa que fosse a ausência de Chávez, os venezuelanos “seriam capazes de continuar seu trabalho”.
Quem também continuará seu trabalho serão os imperialistas e seus aliados locais, de modo que será preciso manter uma atitude de vigilância permanente. Porque, se não puderam derrotar o chavismo nas eleições, só uma vanglória de ingenuidade poderia pensar que agora arquivarão seus projetos de dominação e ficarão de braços cruzados, resignados diante do resultado final das urnas.
* Atilio Borón é doutor em Ciência Política pela Harvard University, professor titular de Filosofia Política da Universidade de Buenos Aires e ex-secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO)
Website: http://www.atilioboron.com.ar
Florêncio Vaz é um grande pesquisador da nossa região. Um antropólogo de muito conteúdo. Com certeza esse debate deve ter sido de alta qualidade, tomando como base os palestrantes..
Brilhante artigo! Derruba a ideia criada pela mídia de que Chávez é um ditador. Tão ditador que foi eleito várias vezes e fez aprovar uma constituição em referendo popular. exemplo para o brasil!
Um professor de economia em uma universidade canadense disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.
Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.
O professor explicou: “o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.”
1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo DO FIM
Respeito seu ponto de vista, no entanto sua argumentação é infundada. Não há possibilidade de fazer este parâmetro raso de “pseudo igualdade” como pretendeste exemplificar com as notas das turmas. Ademais não pode haver igualdade sem respeito as diversidades. Ao contrário no Brasil, onde temos um capitalismo periférico, subordinado aos interesses dos capitais financeiros não pode haver o ideal de igualdade que tanto se propagandeia. Um estado como o Mato Grosso do Sul onde a 95% de suas terras estão nas mãos de 3% da população não pode ser a alternativa de igualdade a que vc tenta contrapor. Temos um país onde milhões vivem na miséria, e isso não é fruto de um mérito de pessoal, afinal, a essas pessoas não foi dada a menor possibilidade de dignidade. As coisas estão invertida. Num país de quase 200 milhões de habitantes se vangloria uma democracia para 30 mil pessoas. A Venezuela deu um grande exemplo de um governo popular que lutou contra a lógica liberal, distribuindo a riqueza produzida no país para as camadas mais pobres, um exemplo para o Brasil. Aqui ao contrário a imensa riqueza do país esta contida nas contas bancárias de poucos. isso não é igualdade é um sistema que reproduz miséria e pobreza há várias gerações de nosso povo. É um debate que exige reflexão e sobretudo ação.
Concordo com vc…amigo…e acrescento: olha só o que tem acontecido no ” governo dos pobres” aqui do Brasil dando Bolsa-família, Bolsa Escola, Bolsa-sei-o-que….o que aconteceu? As pessoas no interior ou estão se acomodando, ou abandonando as suas casas , e vindo para a periferias das cidades…grandes idéias socialistas, né????
Enfim um comentário sensato e convincente.
Parabéns
Esse debate deve ter sido muito produtivo mesmo ….. um ex-guerrelheiro e uma uma chavista !!! putz essa turma do IB é a mesma que não deixou a Yolani falar !!!!!!
Chega a ser comico …. com seu VISA no bolso ( do papai ) na frente de seus ipad’s , tomando coca-cola vem falar do imperialismo que é o MAIOR patrocinador do que resta do socialismo/comunismo no mundo …. na cabeça dessa “turminha” o muro de berlim não caiu e a URSS está mais viva do que nunca , quando eles tiverem que trabalhar vão esquecer essa utopia.
Esse Armando fala muita besteira. Muita acusação sem fundamento. E não faz um debate construtivo, com ideias e argumentos sólidos. Lamentável.
Só pra vc saber, querido, a turma que não deixou Yohani falar era do PCdoB e do PT. O IB e a turma do JUNTOS são ligados ao PSOL. Procure se informar antes de atacar, ok?!
Qua … qua … todos adimiram a Venezuela , Cuba ( a ilha da fantasia dos Castros ) …. mas na hora de passar férias vão para outros lugares .
Muito bom o texto, Ibi, parabéns! Uma pena é saber que, apesar desse seu posicionamento libertário, você não vive sem as maravilhas que o capitalismo lhe proporciona como carros, relógio, tênis nike, camisa com a logo de jacaré, facebook, tuiter, internet, enfim, nem sempre o que a juventude de hoje é contra sabe por que o é! Se assim o fosse, você e esses jovens reacionários e até seu líder Chaves não consumiam o que vem do estrangeiro, o que é mantido às custas do capitalismo. Triste aquele que não tem seus próprios ensinamentos e princípios e segue a doutrina de pessoas cujo passado nunca foi exemplo de vida para ninguém!.
Viva a vida, garoto e aprenda por que você existe! Largue tudo o que é de origem capitalista e daí sim, você terá fundamento no que diz e afirma!
Dos 14 anos de governo de Chavez, sempre visitei o pais da Venezuela, e pelo q sempre presenciei lá, me tornei uma fã Chavez, que será um ídolo para sempre do povo Venezuelano.
Não chegou a perder seu tempo, mas deveria também visitar o Chile, Peru ou Colômbia e ver como essas democracias antibolivarianas sem petróleo e sem ídolos, estão crescendo a todo vapor.
Pois é, você tem razão. O problema é que na Venezuela e na Argentina se cresce a 5, 6% com inflação de de 30% ao mês e com congelamento de preços. O brasileiro com mais de 40 anos sabe oque isso significa né.
Caro Ib Tapajós,
Antes que brigue comigo, devo lhe confessar que, aconselhado pelo meu filho e convencido de sua capacidade, votei em você e no candidato a prefeito pelo seu partido nas ultimas eleições. Feito essa ressalva me permito em opinar sobre uma pequena parte de seu ótimo texto.
Não acredito ser justo isolar apenas a Venezuela, Bolívia e Equador e excluir o Brasil dos avanços conquistados na America Latina, não podemos esquecer que o Brasil é uma nação de 190 milhões e está experimentando a partir de 2003 conquistas incontestável tais como: as transferências de renda que propiciou a dezenas de milhões de brasileira sair da miséria absoluta, praga que insiste a aza lar a America Latina, o pleno emprego e por ai vai.
No âmbito da política externa, nunca na historia deste país, fomos tão respeitados e reconhecidos a ponto de nossos projetos sociais serem apreciados na comunidade internacional como modelo. Devo lembrar-lhe que entre a China, Índia e África do Sul, o Brasil é que mais reduziu suas desigualdades, não basta crescer 4,5, ou 7%, tem que distribuir.
Para finalizar minha intromissão, acho louvabilíssimo discutir o legado do Chaves e o futura da America Latina, mas precisamos mobilizar, este blog precisa mais da presença de jovens como você.
Salve a revolução bolivariana.
Nazareno Lima
Putz Nazareno …. revolução bolivariana ?!!!! patrocinada pelo demonio capitalista né !!!! afinal eles são os maiores importadores da venezuela …..
“está experimentando a partir de 2003 conquistas incontestável tais como: as transferências de renda que propiciou a dezenas de milhões de brasileira sair da miséria absoluta, praga que insiste a aza lar a America Latina, o pleno emprego e por ai vai”
Dá pra acreditar num cidadão desses?
Então os programas sociais de transferência de renda que propiciaram a saida imediata de milhões de pessoas da miséria foram criados a partir 2003? O que propiciou o crescimento brasileiro de 2001 não foi a chegada do pt no poder. Foram as reformas do estado e a implementação do plano real que deram as bases para o Brasil crescer num ambiente economico extremamente favorável após 2003. Tivesse Lula sido responsável e continuado com as reformas do estado o Brasil de hoje certamente estaria crescendo bem mais que 0,90% ao ano. Sim nunca na história desse país o Brasil pautado pela diplamacia ideologica foi tão respeitado pelas potêcias: Burundi, Honduras, Irã, Gabão, Venezuela, Argentina, Paraguai, Bolivia etc. O Brasil da era Lula operou os maiores vexames da história da diplomacia brasileira que vai de apoio as ditaduras árabes ao reconhecimento da China como economia de mercado oque soa como brincadeira né… Negou a condenar o Sudão pelo genocidio de mais de 300 mil pessoas, apoio a tentativa de golpe em Honduras pelo ex presidente Manuel Zaleya, o rouba da petrobrás na Bolivia e assim vai.
Nazareno, concordo em parte com você. De fato, não podemos excluir o Governo Lula do conjunto de governos progressistas da região, que promoveram muitos avanços sociais. No entanto, tanto Lula como Dilma tem uma política muito “tímida” se comparada com a de Chávez e Morales.
Medidas como a auditoria da dívida pública e a nacionalização das empresas que exploram nossos recursos naturais são medidas impensáveis pela cúpula do Partido dos Trabalhadores. Ou seja, os avanços no Brasil estão muito aquém do que poderiam ser..
kkkkkkk.
Ainda bem que não me convidaram!
Chaves foi um ditador!!! Aparelhou de cabo a rabo o judiciário do país!!!!! Promoveu perseguição política e policial contra seus opositores. Nossos revolucionários não citam os presos políticos que chaves fez!! Tem preso político sim, do mesmo jeito que criaram na ditadura brasileira aquelas barbaridades que justificavam a prisão de pessoas sem uma acusação lógica o tirano também criou lá!!! Acabou com analfabetismo para os cidadãos poderem ler a cartilha e serem doutrinados!! O PT nunca foi socialista ou comunista, só usava essa bobagem para conseguir simpatia das classes trabalhadores e conseguir seu objetivo, chegar ao poder. Desde de sempre, quando um político do pt chega ao poder, se vê relacionamento mais promiscuo com a burguesia do que os políticos de direita, vide STM! Chaves era tão comunista que conseguiu acumular uma fortuna avaliada em 2 bi de dólares, assim como a família Castro,que naquela prisão chamada Cuba tem uma fortuna que equivale a 25% do PIB de um ano do país! O comunismo bom gente!!!!!!!!!!!
Caro Anônimo, vc acha que no capitalismo, nao existe nada de ditador, não existe mortes injustas, perseguições políticas, tudo é uma maravilha…eu quero que vc me aponte o sistema perfeito.
Maralice,
Não perca tempo com anônimos. São sempre covardes e apócrifos.
Caro Jose Francisco, vc tem razão. Às vezes se responde por amor ao debate.Somos livres para dizermos o queremos, e ouvir o que não queremos…é a dialética.Acredito que no debate saúdavel aprimora-se conceitos.
Ib Sales Tapajós, parabéns pela capacidade elucidativa do texto. Uma Venezuela que consegui com a força de seu povo pobre ser o 2º país latino a erradicar o analfabetismo, melhorar a saúde, reconduzir o líder deposto em 02 dias, e manter um salário mínimo corresponde a cerca de R$ 1.400,00, são razões fortes que justificam o choro do povo pobre pela perda de seu líder. Excelente debate!!!!!
Maralice , o sistema de saude Venezuelano é tão bom que Chavez foi buscar tratamento em outro pais …… quase 40% da população vive abaixo da linha de pobreza … vc já ouviu falar em conciente de gini ? indice estabelecido pela ONU ? a Venezuela ocupa umas das trinta piores piores posições do planeta 48,2 ….. a Inflação Venezuelana de dois digitos sendo a maior da America Latina , pesquise sobre a ciminalidade venezuelana o terá outras decepções , mas vamos parando por aqui ……
Caro Amando leia esta notícia:
Inest discute aspectos políticos sobre continuidade e ruptura na Venezuela Pós-Chavez
14/3/2013
O Instituto de Estudos Estratégicos (Inest) da UFF realizou na manhã desta quarta-feira, 13 de março, o debate “Venezuela Pós-Chávez: Continuidade ou Ruptura?” no Auditório Florestan Fernandes. Com o local lotado e plateia atenta, o professor da UFRJ Leonardo Valente começou afirmando que o mandato presidencial de Hugo Chávez iniciado em 1999 marcou uma virada de rumos na democracia venezuelana.
De acordo com Valente, antes de Chávez, a Venezuela passou quatro décadas dominada por um bipartidarismo de centro em que havia duas forças políticas se alternando no poder, a Acción Democrática (AD) e o Comité de Organización Política Electoral Independiente (Copei). Ambos os partidos alcançaram o poder por meio do golpe de estado em 1958. Havia um acordo de que o partido vencedor das eleições deveria indicar nomes do partido perdedor para compor cargos no governo. Isso dificultava a ascensão de outras forças políticas ao poder.
Era um momento de grande crescimento econômico, havia muita entrada de dinheiro devido à indústria petrolífera, mas também uma forte repressão a forças políticas de esquerda, mais do que em muitos governos militares da época na América do Sul. Foi implantada uma política nacionalista e realizados acordos energéticos a respeito do petróleo com outros países da América do Sul, além da tentativa de implantar projetos de integração. Havia a ambição de projetar a influência venezuelana na América Central e no Caribe, o que contrariou os interesses norte-americanos na época.
Entretanto, segundo Felipe Valente, o progresso econômico não veio acompanhado de distribuição de renda e de tentativa de diminuição das diferenças entre as classes sociais na sociedade venezuelana. Não havia nenhum tipo de assistência social às classes menos favorecidas. Para piorar, a diferença econômica entre as classes evidenciava também a desigualdade racial, com a elite europeia progredindo, e os mais pobres, de origem mestiça de negros, índios e europeus, ficando ainda mais pobres.
No início dos anos de 1980, estourou uma crise internacional que respingou na Venezuela e desequilibrou a economia, provocando recessão, aumento no desemprego e a quebra das instituições financeiras. A crise enfraqueceu a aliança política bipartidária que já durava 40 anos. Em 1992, Hugo Chávez viu sua primeira chance de chegar ao poder e fez uma tentativa de golpe de estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez. Fracassou, foi preso e cumpriu pena por dois anos, sendo, então, anistiado por Rafael Caldera, que pretendia fortalecer seu poder por meio de uma aliança com a esquerda.
Felipe Valente explicou que, em 1998, Chávez percebeu a possibilidade de chegar ao poder por via eleitoral. Apoiado por uma coligação com direcionamento de esquerda e centro-esquerda venceu as eleições e assumiu a presidência da Venezuela em 1999. O novo presidente adotou o revisionismo na política externa, reviu o alinhamento com os Estados Unidos pós-Guerra Fria e implantou uma rede de programas assistencialistas à população mais pobre, a fim de incluir esta população no mercado de consumo e propiciar mais qualidade de vida a ela.
O professor Valente terminou sua explanação afirmando que o governo Chávez conseguiu reduzir a pobreza na Venezuela em 20% e somente chegou ao poder devido às duas décadas de deterioração das questões sociais e econômicas no país. A gestão de Chávez modificou consideravelmente a vida das pessoas das classes mais baixas na Venezuela e, por isso, as camadas populares aderiram totalmente e deram apoio incondicional ao governo chavista.
Em seguida, falou o professor emérito da UFF Theotônio dos Santos, que enfatizou ser o grande problema da Venezuela o fato de o país não ter instituições. Entretanto, o especialista destacou que é muito forte a presença dos conselhos comunitários, havendo cerca de seis mil espalhados por todo o país, estando estruturados por bairro e com a participação de indivíduos de toda a comunidade da qual fazem parte.
Theotônio dos Santos ressaltou que o processo participativo nos conselhos comunitários faz com que as pessoas da comunidade sintam-se realmente envolvidas nas decisões e responsáveis pelas mudanças. Todas as comunidades têm biblioteca pública e clínicas médicas com fácil acesso a todos. Ainda de acordo com o professor, caso o próximo governo queira modificar a estrutura atual será necessário um golpe de estado.
Após a fala do professor Theotônio, foi aberto um espaço para as perguntas da plateia. Estavam também, dentre os especialistas convidados para o debate, o professor Fidel Flores, do Observatório Político Sul-Americano e do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj; e o professor Fernando Roberto de Freitas Almeida, do Inest, que atuou como mediador.
https://www.noticias.uff.br/noticias/2013/03/pos-chavez.php