por Raimunda Monteiro (*)
Esta breve reflexão tem como alvo a militância do PT, porque este partido, pela sua origem, traz consigo um legado histórico de vanguarda de mudanças.
Tenho chamado a atenção, nas reuniões da Fundação Perseu Abramo, onde vários outros membros têm insistido na necessidade de análises detidas sobre os significados da derrocada da imagem do PT como utopia de mudanças no Brasil, da ascensão de uma nova classe média descomprometida historicamente com a trajetória de lutas que permitiu esses avanços e com as mudanças de referências ideológicas, políticas e comportamentais que ocorrem no mundo, resultado de uma multipluralidade de visões que têm nas redes sociais um canal de expressão.
O PT nasceu como partido de esquerda, reunindo o melhor do capital intelectual, da consciência progressista religiosa e do que se caracterizou na origem como “classe trabalhadora brasileira”.
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Quebrou paradigmas nas teorias revolucionárias do século XX e orientou uma guinada na visão da construção de democracias populares, negando o golpe e a violência como estratégia de tomada do poder, propondo a elastização da democracia burguesa como meio de construção de sociedades mais justas.
Manifestante santareno que foi ás ruas no último dia 20. Foto: Blog do Jeso
A elastização da democracia nos marcos do sistema capitalista foi compreendida como aprofundamento das reformas institucionais e nas políticas públicas, com vistas a tornar a sociedade, protagonista das mudanças.
Mesmo de algum modo conservador, o PT tornou-se a vanguarda de um processo de mudanças profundo na sociedade brasileira, com amplos reflexos sobre a esquerda da América Latina e de outros continentes.
O PT derrotou a onda neoliberal que dominou a política internacional nos anos 1990 e sua ascensão ao governo central do Brasil, abriu caminho para a demonstração cabal de que é possível distribuir renda, dinamizar mercados internos e promover crescimento duradouro, promovendo investimentos nas bases da infraestrutura, da educação, do desenvolvimento tecnológico e no desenvolvimento social, com a integração ao mercado consumidor de milhares de famílias submetidas a pobreza estrutural.
Um passo importante foi dado, portanto, no plano material, abrindo um leque amplo de oportunidades de ascensão social, com ajustes conservadores na máquina do sistema econômico, político e moral vigentes. O PT se limitou aos ajustes no plano material.
No plano político, a governabilidade de um país patricarcal, patrimonislista e coronelista impôs alianças conservadoras e arcaicas que associam o PT não ao novo paradigma que trouxe em sua verve, mas ao que de pior os sistemas oligárquicos deixaram como herança na política nacional.
O PSDB também se apoia nessas alianças para operar um projeto difuso e atabalhoado com o qual propõe mudanças para o país hoje. Sempre considerei que, entre as forças políticas que governam o país, se o PSDB se livrasse de seu deslumbramento neoliberal e o PT de sua arrogância, unidos poderiam promover mudanças muito mais rápido e solidamente. Mas, isso é uma heresia quando visto superficialmente.
O PT perdeu a oportunidade de aprofundar as mudanças no plano político, quando tinha a legitimidade e a credibilidade da geração que o viu nascer e podia estabelecer uma aliança estratégica com as gerações que emergiam com as mudanças que o partido impulsionou.
O mensalão, sem entrar no debate sobre a parafernália judicial que engendrou, é uma síntese da perda da oportunidade de vanguardear mudanças no plano político e no plano moral, rompendo com a forma como a política é feita sistemicamente.
Haverá os que dirão que essas mudanças não teriam maturidade histórica dez anos atrás. A pergunta é, o partido se propôs a isso ou, por tantas razões, foi mais fácil acomodar-se ao modelo vigente e fazer a disputa com os mesmos métodos que consagraram o poder de fato aos setores dominantes?
O PT então passou a governar um sistema em que seus ideários de mudanças não cabiam e por isso transbordaram por canais diversos de decepção, de frustração e, por último, de indignação. Uma parte desta conta tem que ser debitada sim, ao PT, porque nenhum outro partido tinha e tem a pretensão sincera de realizar mudanças que aumentem o poder dos pobres. Inclusive de questionar os governos que os emancipam.
Por isso, é tão fácil ao PPS e ao PSDB agora, tentar se capitalizar, atribuindo a insatisfação dos brasileiros aos governos do PT. Estamos lidando com uma história de dez anos e a memória da maioria que vai às ruas não alcança os 30 anos de mudanças que o Partido vem promovendo.
Esses partidos, de viés antipopular, elitistas e dependentes dos mandos do sistema capitalista internacional, continuam tacanhos em suas visões de desenvolvimento, mas têm um aparato de poder que lhes permite dialogar com a classe média já estabelecida, sua aliada mais fiel, para quem a linguagem da corrupção, do mal uso do dinheiro público em superfaturamentos, desponta como uma novidade na política brasileira.
Sob a ameaça de perder a interlocução com a sociedade, o PT está atônito. Aos mais novos, todos os partidos também estão! E uma das razões deste tormento é porque o PT tem limitado sua audição a um círculo militado de opiniões.
Uma vez no poder, tornou-se impermeável a crítica da militância mais pobre, das bases progressistas dos rincões do Brasil, dos que não tinham força política para eleger parlamentares, dos que nem de organizações sociais participam.
Com lideranças oriundas de uma tradição política de esquerda clássica, tem sido difícil estabelecer contato com o universo social dos jovens, dos trabalhadores que se qualificam profissional e intelectualmente, das mulheres que querem mais que trabalho e reconhecimento profissional.
Dos segmentos excluídos, agora com direitos, territórios e políticas públicas reconhecidas nos governos petistas, mas que querem cada vez oportunidades e amparo social.
O PT se ancora na expectativa de que, a multiplicidade de programas de governo e os números mirabolantes de recursos de investimentos anunciados, são suficientes para constituir um reconhecimento, cujo objetivo principal, parece ser apenas o saldo eleitoral.
Se ouvisse fora do Partido, o PT perceberia que grande parte dos programas chegam ineficazes aos seus públicos-alvo com os inúmeros agenciamentos de prefeituras e empresas; que as obras bilionárias são caras e mal feitas, que o povo sabe que, por trás de cada obra tem um sistema crônico, estrutural e descarado de propinas.
Perceberia também que o povo ficou mais esclarecido sobre esse “sistema político” após o Boom de informações que recebeu nos escândalos do Governo Collor e do Governo Lula\Dilma, que as pesquisas demonstram que a maioria não distingue.
Que esse esclarecimento tem maior ressonância porque encontra, no início desta década, uma população mais escolarizada, mais informada e mais integrada em debates críticos que não passam mais por espaços e movimentos sociais vinculados ao partido.
As lideranças críticas que “ fizeram a cabeça” dos jovens e trabalhadores nas décadas passadas, estão obsoletas em relação ao ideário de futuro, acomodadas com as formulações de políticas de uma nova tecnocracia de esquerda que ocupa o Planalto; imobilizadas pelo comprometimento com um discurso “chapa-branca”, traduzido também como governabilidade, inevitabilidade da política, coisas do jogo político.
Algumas dessas lideranças têm como referência, os políticos tradicionais e como ethos, ser melhor que eles, no modelo deles…isso se verificou fartamente na conduta de autoridades petistas que o mais que fizeram foi repetir os políticos convencionais, alguns exacerbando em autoritarismo, arrogância, incompetência e desprezo por princípios que arregimentaram apoios ao Partido no passado.
O desprezo aos intelectuais e movimentos sociais críticos aos projetos de infra-estrutura na Amazônia é um dos sintomas desse distanciamento que foi cortando os fios de interlocução com a sociedade organizada ou não-organizada, mas que poderia se mobilizar a qualquer momento, como nas condições atuais.
A reforma agrária e o desenvolvimento rural reflete o acúmulo de uma visão interna do PT, esta e outras políticas públicas são ambientes políticos corporativos. Setores inteiros do Governo são entregues a tendências e a partidos “de porteira fechada”, sem um compromisso com projeto de país, projeto de Estado, projetos de regiões em suas múltiplas escolas e diversidade. Aos mais novos, não pensem que isso é um problema só do PT. Não, com os outros partidos ocorre a mesma coisa. Eles conseguem esconder melhor esses atrelamentos de governabilidade porque têm a imprensa a seu favor.
E assim, outros desvios de condução de governos e paralisia de criatividade e discriminação entre regiões, que reproduzem a lógica de outros governos e do sistema político atual. Os governos petistas estão acrescentando pouco aos avanços necessários do que deveria ser um ambicioso e inovador Projeto da Amazônia para o desenvolvimento do Brasil.
O PT do Pará nesse contexto?
Qual é o projeto que o PT está apresentando para discussão de mudanças no âmbito do PED no Pará? Com quem o PT dialogou sobre esse projeto? Será que o PT tem um autodidatismo tão eficiente que consegue captar os anseios do povo sem ouvi-lo?
Qual a posição do PT sobre a Lei Kandir e por que não fez nada para alterar essa subalternidade aos estados industrializados que, de alguma forma, inibe nossa industrialização? Quais são os segmentos econômicos que, num segundo governo petista no Pará, deveriam ser centrais para uma alavancagem econômica?
O PT tem conhecimento do enorme potencial do extrativismo que, em bases modernas, poderiam intensificar atividades econômicas e gerar novas fontes de renda por novas cadeias produtivas? É o que demonstram estudos de vários pesquisadores entre os quais Francisco Costa e Alfredo Homma.
O que o PT do Pará está refletindo sobre a modernização das cidades, o desenvolvimento urbano em sua integralidade e assim tantos outros temas em que estamos atrasados em relação ao Brasil.
As gestões municipais são dos prefeitos e seus grupos e o partido pouco influencia em modelos de gestão, no planejamento, na inovação de como as administrações podem influenciar novas mentalidades e o aprofundamento da cidadania. Aos mais novos, todos os partidos são assim, o que se cobra é que o PT deve e poder ser diferente.
A posição do PT Pará nas eleições de 2014, pela complexidade da conjuntura, as novas oportunidades dadas para projetar novas lideranças, entre outros fatores, exigiam logicamente uma discussão para além do universo fechado do Partido.
Que agregasse percepções que quebrassem a blindagem dos dirigentes, sempre cercados de opiniões convergentes com o que “querem que os outros pensem”, abrindo janelas para as opiniões que se avolumavam nos meios sociais reais.
A decisão sobre a tática eleitoral de 2014, deveria ser informada por essa oitiva mais ampla e diversa dos nossos modos atarracados de pensar a política em nosso estado, nos últimos anos, principalmente.
Com que ideários as lideranças do Partido as lideranças do Partido vão dialogar na próxima campanha? Muitos acham que no jogo eleitoral não tem mais espaço para “ideários”. Tem.
Qual o escopo de proposições que a bancada do Pará apresenta nos fóruns de decisão sobre macro – investimentos no Estado e com quem dialogou sobre suas posições? Em quais iniciativas e projetos a bancada do PT do Pará está unida, colabora entre si para alargar conquistas que beneficiem o conjunto da população do Estado?
Quais mesmo são os projetos dos deputados do PT na ALEPA e na Câmara Federal? Representa que demandas e que setores da sociedade? Esses projetos cacifam os parlamentares com que estatura para cuidar de questões de Estado?
Um discurso fácil e pouco trabalhoso é o que se apoia no que o Governo Federal fez no Estado, comparando com a visível inércia do governo do PSDB. Há dúvidas sobre a eficácia desse discurso que trabalha com o protagonismo alheio.
O Governo Federal vem fazendo coisas muito boas. As grandes rodovias federais que vão integrar o interior do Pará ao Brasil, são conquistas que não viriam em qualquer governo do PSDB.
Algumas ações do governo federal poderiam ser diferentes, principalmente sobre questões estratégicas da economia e dos recursos naturais em que trata as populações locais como meros obstáculos ao desenvolvimento. É o caso do setor elétrico e do setor mineral.
A Nota da Secretaria Geral da Presidência sobre a manifestação dos Munduruku é indefensável. Principalmente, vinda setores dos mais humanistas dentro do governo. O povo vê isso e cresce o descontentamento entre intelectuais e pessoas comuns.
O sistema de saúde em todos os níveis, continua doente e atrelado a uma roubalheira descarada. Os gastos com infra-estrutura são vinculados a interesses setoriais, reproduzindo a imposição da esfera federal com nenhuma margem de flexibilidade para adequação ao desenvolvimento local e regional.
A forma como o dinheiro público, colocado na obra de Belo Monte pelo BNDES, está sendo gasto, na corrupção de autoridades, na maquiagem de uma obra que seria inviável em qualquer país pela simples relação custo-benefício….e a omissão das lideranças do PT, são visíveis, desafiam os setores críticos e distanciam o PT da possibilidade de operar processos de mudança na condução do desenvolvimento.
Quando, mais do que nunca, o governo Dilma valoriza o planejamento público, alicerçando o PPA num sistema nacional de planejamento, vemos a Sudam e a Sudene se desfazerem em ações desconectadas de uma estratégia de desenvolvimento regional de ampla pactuação, de pouca visibilidade e de baixa interferência no desenvolvimento de forma agregada.
O Governo Federal governa regiões no Pará, a partir de Brasília e não se discute, dez anos depois da extinção e reabilitação da Sudam, para que esta instituição serve. O Governo do Estado, com pouco interesse em investir em regiões com pouco voto, agradece.
Vamos democratizar a gestão da Sudam, da Sudene e da Suframa? Vamos colocar esses organismos para planejar o desenvolvimento nos municípios, promover estratégias econômicas diversas e duradouras, dinamizar a infra-estrutura interna dos estados… não é mais isso, o que é então?
É importante entender o fenômeno recente como resultado de um acúmulo de fatos próprios de sociedades que mudam a velocidades inéditas na história da humanidade e que, a partir dessas mudanças, reconceituam seus modos de vida, seus valores, sua relação com as formas de representação políticas que caem em descrédito e seus ideários de felicidade.
Mais do que nunca “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” e formas de bem-estar que não serão possíveis com os sistemas políticos atuais que comandam o capitalismo e os socialismos vigentes.
Nossas concepções sobre o mundo, o futuro e sobre nós mesmos… muitas já estão arcaicas e são ou serão obsoletas na semana quem vem.
O PT ainda é o único partido que têm o aparato téorico, político e prático para recompor o diálogo com a sociedade brasileira, fazer uma profunda auto-crítica de suas práticas, liderar de forma decidida a luta pela reforma política, dar mais eficiência aos seus governos e radicalizar na democratização das políticas públicas, com a disposição de rever projetos inadequados para a Amzônia em diálogo com as populações e não pela imposição de um sistema de licenciamento caduco.
É preciso ter a humildade e a modéstia de ouvir e reinterpretar o mundo a luz das ideias que movimentam as ruas. Com a sabedoria de extrair, de movimentos tão difusos, aqueles que sobreviverão nas próximas décadas e terão força para influenciar o futuro. Esse é um papel para dirigentes, militantes e apoiadores do PT. Vamos debater essas questões?
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* É formada em Jornalismo, mestre em Planejamento de Desenvolvimento, doutora em Ciências Socioambientais dos Trópicos Úmidos, membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.
Adriano,
Muitos que apostaram no PT como partido de mudanças migraram sim para a Marina Silva. Eu tenho admiração por ela, pelo que representou projetando a questão da Amazônia no Brasil e no mundo e promovendo, com apoio integral do presidente Lula, o ordenamento territorial da Amazônia quando ministra.
Mas, sobre a Amazônia vejo que tem uma visão limitada a comando e controle, a repressão e pouca formulação e propostas realísticas para promover a multiplicidade de oportunidades econômicas da região. Vejo que como Amazônida ela tem um referencial limitado a experiência do Acre, os outros estados hoje são síntese de todas as contradições do Brasil. Quantas vezes ela veio ao Pará, como enfrentou o projeto energético…que já estavam sendo gestados desde FHC, sendo viabilizados pelo PT?
Então para mim, Marina não se constitui como liderança para um futuro que contemple o que a Amazônia precisa de forma diversa. Um desenvolvimento sustentável, não rigorosamente preservacionista. Um desenvolvimento que valorize florestas, águas e subsolos abrindo oportunidades para todos os segmentos e não apenas em relações de subordinação de comunidades a empresas que dependem de conhecimentos tradicionais e de extrativistas ecoletando matérias-primas para elas com uma imagem romântica de promessa de beleza, preservação e justiça social. Isso só ocorre de fato mais pela via que Mangabeira Unger e Bertha Becker propuseram timidamente: por um robusto programa de investimentos na base produtiva, tecnológica e social…que envolve a formação de capital humano aqui, daqui e para atuar aqui. Com formação universal, visão global, atuação local\regional.
Vejo em Marina resquícios de uma visão colonizada que acredita na redenção econômica da Amazônia mais pelo protagonismo externo de uma elite intelectual que prega a sustentabilidade, mas que está distante dos desafios diários do que é sustentar as famílias vendendo andiroba, copaíba, pescado, cascas… nas condições atuais.
Adriano,
Muitos que apostaram no PT como partido de mudanças migraram sim para a Marina Silva. Eu tenho admiração por ela, pelo que representou projetando a questão da Amazônia no Brasil e no mundo e promovendo, com apoio integral do presidente Lula, o ordenamento territorial da Amazônia quando ministra.
Mas, sobre a Amazônia vejo que tem uma visão limitada a comando e controle, a repressão e pouca formulação e propostas realísticas para promover a multiplicidade de oportunidades econômicas da região. Vejo que como Amazônida ela tem um referencial limitado a experiência do Acre, os outros estados hoje são síntese de todas as contradições do Brasil. Quantas vezes ela veio ao Pará, como enfrentou o projeto energético…q
Eis a ¨novidade¨ do petismo em transparência pública. Depois ainda se cham com moral para acusarem a turma Seixaeira. Nem há esperança de que usem, se tiver poder, de forma milhões de vezes pior.
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Gastos de Rose são classificados como ‘reservados’
https://oglobo.globo.com/pais/gastos-de-rose-sao-classificados-como-reservados-8813840
O seu Delfim tem que explicar torturas? Não. Ele precisaria explicar quanto arrecadavam imposto sindical e como investiram isso. Quais foram os sindicados beneficiados? Por que esse até hoje é assessor do petismo? Por que nada que o petismo propõe de medida econômica não deixa de ser algo que Delfim e turma faria o mesmo? Por que esse é tão lisonjeiro na defesa de petista e até em banca de doutorado?
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Delfim Netto depõe na Comissão Municipal da Verdade de São Paulo e diz que não sabia de tortura
https://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-25/delfim-netto-depoe-na-comissao-municipal-da-verdade-de-sao-paulo-e-diz-que-nao-sabia-de-tortura
Enquanto os nossos ditos acadêmicos só produz um bando asneirices para defender suas lucrobrações esquedopatas, leia o diz quem nem mora por aqui.
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O preço do progresso
https://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=6151
Foi muito boa a reflexão. Só que no sistema político brasileiro, o PT nunca iria chegar onde chegou se não abrisse mão de muitas lutas, que hoje sentimos falta. Como Petistas devemos lutar para acontecer a reforma política. Vejo que agora após 10 anos de governo federal o PT deve manifestar com mais intensidade seu pensamento ideológico de partido social democrático, por que o povo brasileiro já viu e está usufruindo da grande contribuição que o PT deu está dando para o avanço do Brasil.
O povo pode não ter competência para votar, mas para criar pseudônimos são extremamente competentes. Senhor!
O que fica definido no seu artigo é que o petismo precisou se juntar com todos esses velhos bandalhas da politicagem por que o povo não entendeu as magníficas propostas petistas. Como tenho visão parecida, não faço nem questão de deixar o meu, pois menos ainda quero voto de tal gente. Agora vamos aos fatos:
a) É verdade que temos mesmo uma quantidade imensa de eleitores idiotas e o pior deles é com nível superior e que ainda fez curso em pública. A minha tese é que universidade pública é o centro primal de produção de corrupto desse país. Seixas e turma é apenas um mero exemplar. Basta dizer que não conheço até agora – Lula começa a configurar como a primeira exceção , até nisso ele quer ser piononeiro-, corrupoto de peso que não tenha tirado diploma em universidade pública. Portanto, a minha primeira luta é por dentro dessas e principalmente na minha sala de aula. Para isso não uso metodologia imbecilizante, como por exemplo, deixar aluno copiando trabalho para ir ganhar extra no Parfor. E não estou acusando você de fazer isso, mas apenas testando. Se passar pelo no primeiro teste, espero resposta, eis o segundo: não troco sala de aula por cargo administrativo, porque a próxima imbecilidade de pública é indicar que gente que teria estudado vários anos para ser docente não presta para sala de aula, mas para fazer outras coisa o mais longe disto. Por que isso? ou o que chama de estudo, como é comum em pública, é pura balela para ter diploma ou acha que sala de aula só tem imbecil e, portanto, por esse não se deve gastar nenhum momento de vida tão preciosa e, menos ainda, quando se pode ganhar extras.
b) Vejamos as ditas ideias brilhantes do petismo: gastou e gastaraá bilhões com ProUni/Fies, o qual compra vaga em universidade privada, mesmo havendo até sobra em pública, sem pedir um centavo de desconto, portanto, pagando mensalidade total e em muitos casos mais cara do que que paga do prórpio bolso. Porém, a prefeitura de Manaus faz tal qual sem gastar um centavo.
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https://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=87766
Bolsa Universidade vai disponibilizar 5,5 mil novas vagas em Manaus
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Portanto, fica defendo uma ideia que seja originalmente petista e que preste de alguma coisa. Ou melhor, que quando governou Santarém desenvolveu, pois do governo estadual, todo que nos restou do governo petista foi mais coisa do tipo PUTY-que-pariu (da minha lavra de criar pseudônimo).
[ No plano político, a governabilidade de um país patricarcal, patrimonislista e coronelista impôs alianças conservadoras e arcaicas que associam o PT não ao novo paradigma que trouxe em sua verve, mas ao que de pior os sistemas oligárquicos deixaram como herança na política nacional.]
Para acabar com o que havia de mais pobre, se faz aliança como os mesmos? Por é deves ter se juntado com a turma do Seixas
O petismo nada mais fez do espoliar classe méida, transferir migalhas para os pobre e bilhões para turma de sempre
[ porque este partido, pela sua origem, traz consigo um legado histórico de vanguarda de mudanças ] O mesmo pode ser dito até do partido nazista
“O QUE A IMPRENSA BRASILEIRA SE NEGA DIZER PARA O POVO, A CNN FALOU POR ELA
A CNN, maior rede de jornalismo da TV americana e mundial, fez uma reportagem especial sobre os verdadeiros motivos por trás dos protestos ocorridos em várias cidades do Brasil.
Em tradução, o texto, intitulado “O Que Realmente Está Por Trás dos Protestos Brasileiros?”, lê:
…
“Os protestos que estão acontecendo no Brasil vão muito além do aumento de 20 centavos no transporte público.
O Brasil está vivenciando atualmente um amplo colapso de sua infraestrutura. Há problemas com portos, aeroportos, transporte público, saúde e educação. O Brasil não é um país pobre e os impostos são extremamente altos. Os brasileiros não veem motivo para terem uma infraestrutura tão ruim quando há tanta riqueza e tantos impostos altos. Nas capitais estaduais as pessoas chegam a gastar 4 horas por dia no tráfego, seja em seus carros ou em transportes públicos lotados e de má qualidade.
O governo brasileiro tomou medidas para controlar a inflação cortando taxas e ainda não se deu conta que o paradigma deve mudar para uma abordagem focada na infraestrutura do país. Ao mesmo tempo o governo brasileiro está reproduzindo em menor escala o que a Argentina fez anos atrás: evitando austeridade fiscal e prevenindo o aumento dos juros, o que está levando a uma alta inflação e baixo crescimento.
Além do problema de infraestrutura, há vários escândalos de corrupção que permanecem sem julgamento, e os casos que são julgados tendem a terminar com a absolvição dos réus. O maior escândalo de corrupção na história brasileira finalmente terminou com a condenação dos réus e agora o governo está tentando reverter essa condenação ao usar manobras inacreditavelmente inconstitucionais, como a PEC 37, que vai tirar o poder investigativo dos promotores do ministério público, delegando a responsabilidade da investigação unicamente para a polícia federal. Além disso, outra proposta tenta sujeitar as decisões da Suprema Corte Brasileira ao Congresso – uma completa violação dos três poderes.
Estas são, de fato, as revoltas dos brasileiros.
Os protestos não são meramente isolados, não são movimentos da extrema esquerda, como algumas fontes da mídia brasileira afirmam. Não é uma rebelião adolescente. É o levante da parte mais intelectualizada da sociedade que quer por um fim a essas questões brasileiras. A jovem classe média que sempre esteve insatisfeita com o obscurecimento político agora “desperta”.
TEXTO ORIGINAL: CNN iReport
Ela expressou aquilo que todos os brasileiros sentem…
Carta de uma senhora de 84 anos ao “Estadão”, nesse final de semana…
– RUTH MOREIRA
Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico,
antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder.
Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão
para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais.
Pensar no bem do País é ser trouxa.
Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás,
Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a
serviço de uma causa só, o poder. Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de
mensalões, mensalinhos, mensaleiros. Vergonha de termos quase 40 ministros e
outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros
morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se
não desonestos, então, incompetentes para o cargo. Vergonha de ver a
presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos
(onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?).
Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante
seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades,
envergonhando-nos perante o mundo. Vergonha por pagarmos tantos impostos e
nada recebermos em troca – nem estradas, nem portos, nem saúde, nem
segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a
população que forçosamente tem de ir à luta.
Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação.
Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país?
Onde está a Maçonaria? OAB? CNBB? LYONS? Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor?
Por que tantos estão calados? Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza.
Até quando isso vai continuar? Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas?
Estou com muita vergonha do Brasil.
RUTH MOREIRA ruthmoreira@uol.com.br
Talvez nenhum outro petista tenha a mesma capacidade crítica que a professora Raimundinha. Pra mim ela é única nesse tipo de análise política.
Faço uma pergunta a professora Raimundinha. Será se a Rede (Liderada pela Marina Silva) não está absorvendo os intelectuais antes petistas? Pelo menos é isso que percebo. Inclusive a prof., que foi braço direito da Marina enquanto Ministra do Meio Ambiente, tem uma admiração pela ex candidata a presidente do Brasil.
Parabéns prof. Raimundiinha
O Problema não é falta de intelectual é o sistema político social. Gosto da maneira de Marina, só que ela nunca resolveria os problemas do País sem resolver primeiro, a estrutura política do Brasil. Apoiaria a Marina no futuro se Deus nos permitir, quando pessoas com ideologia política semelhante a dela puder realizar através de mandato dado pelo povo o que o povo necessita.
Telma,
Sobre Santarém, gosto muito de ouvir você. Vc é generosa comigo. O que precisamos é ter mais espaços de debate, pois assim, vamos lapidando uma consciência coletiva a partir da contribuição de muitos, pessoas como vc e tantas em Santarém que, mesmo sem grandes estudos, são pensadores, intelectuais e formuladores anônimos de boas propostas para melhorar a vida de todos.
Jeso todo e qualquer assunto queremos ler a profesdora Raimunda para elucidar a todos.
Telma,
Sobre Santarém, gosto muito de ouvir você. Vc é generosa comigo. O que precisamos é ter mais espaços de debate, pois assim, vamos lapidando uma consciência coletiva a partir da contribuição de muitos, pessoas como vc e tantas em Santarém que, mesmo sem grandes estudos, são pensadores, intelectuais e formuladores anônimos de boas propostas para melhorar a vida de todos.
O PT deixou a muito tempo de ser PT ……..
Vendeu a alma …..
Embriagou-se com poder …..
Se distanciou do povo ……
Esta comprometido com mensaleiros , aliados como PMDB , e ainda tem a vergonha de ter condenados pela justiça em seu quadro político .
Tornou-se uma vergonha .
Se dependesse somente do meu voto, o presidente do Brasil seria o Zé Dirceu, só para muitos que são manipulados pela Globo sem perceberem, perceberem que estavam enganadas a respeito do cara.
Estou gostando do debate. Este artigo foi solicitado pelo Diretório Estadual a algumas pessoas, entre las eu. Junto com outros textos, inclusive de dirigentes fazendo reflexões profundas, estão no site. Na verdade, precisamos de UM PENSAR MAIOR QUE PARTIDOS. Precisamos de um PENSAR DE ESTADISTAS, sem deixar de ser ideológico, sem cair no canto de sereia do anarquismo que nao serve de modelo. É hora de reinventar a política no mundo. Vi isso, em 2011, ouvindo um lider estudantil no Chile, a sua maturidade em criticar o velho progressismo… temos muito o que conversar. E isso não é mais “assunto de gente grande” e nem de políticos profissionais.
O PENSAMENTO DA MAIORIA (Classe Média) – Retirado do Blog do Espaço Aberto
”
A voz das ruas
Por ANA DINIZ, jornalista, em seu blog Na rede
Nos últimos três anos o governo Dilma Rousseff tentou desesperadamente manter a aparência de crescimento do Brasil. Agora, a brincadeira acabou. A realidade desponta, dura, implacável.
Eu estou à vontade para escrever isso, porque já escrevi, antes, que o modelo fordista adotado (impulso de consumo, subsídios disfarçados de estímulos para manter a máquina funcionando) mais cedo ou mais tarde iria estourar. Não se faz riqueza sem novas fronteiras de produção. Não se faz doutor com um diploma e nem se constrói uma classe média alterando o cálculo da base, como fez o Lula.
A dura realidade é que 20 centavos passaram a fazer diferença, sim. E o que vemos hoje é apenas a expressão pública de uma situação que o Brasil já viveu nos anos 1980. Mas naquela época não havia rede social para mobilização rápida. Então as pessoas não sabiam do descontentamento alheio; os órgãos de imprensa conduziam o povo.
Bem, hoje todo mundo sabe o que o vizinho está pensando ou fazendo. O vizinho e o vizinho do vizinho do vizinho dele; é mais fácil. Hoje uma pessoa pode saber que, como ela, há milhares de outras irritadas porque o macinho de coentro encolheu e aumentou de preço ao mesmo tempo. Vinte centavos, para ser mais exata.
Vinte centavos na batata, 5×20 no feijão, 3×20 no leite, outros 20 no macarrão, no arroz e na margarina. Vamos somando os 20 centavos, em múltiplos ou inteiros. O resultado é que, no final do mês, faltam muitos 20 centavos para completar a despesa. Só que os juros não baixaram 20 centavos; subiram de novo. E aí, quem está pagando casa financiada já sabe que sua dívida aumentou.
Essas passeatas todas são por 20 centavos? São. Muitos 20 centavos.
A verdadeira classe média está nas ruas. Ela raramente se mexe, a classe média. Ela não gosta de políticos (a menos que seja parente ou amigo, ou lhe faça favores) e nem de partidos políticos (um sujeito de classe média tem plena consciência de sua condição minoritária; vive imprensado entre a riqueza e a pobreza, ambas prioritárias, entre a ética e as suas necessidades). Ela não se interessa por questões sociais: delega a responsabilidade de resolvê-las para quem se habilitar. Ela só vai para as ruas quando está com raiva. Muita raiva. Por isso não tem propostas objetivas. Ela não sabe o que fazer.
E agora ela quer de volta seus 20 centavos, porque eles são indispensáveis para pagar tudo o que o governo não lhe permite usufruir. Porque a classe média não superlota os hospitais públicos, não superlota as escolas públicas e nem as cadeias. Ela é quem paga tudo isso. São de classe média os assaltados, os dentistas incendiados, os consumidores de planos de saúde e os estudantes da rede privada de ensino. A classe média é geralmente assalariada, e trabalha três meses por ano só para custear a máquina pública.
Por isso ela percebe, antes de qualquer um, que o sonho acabou, e que o país está à beira de uma crise econômica grave. Talvez até já tenha entrado nela, quem sabe? E aí são insultantes os suntuosos estádios Brasil Grande. A multidão olha e pensa: Lá estão nossos 20 centavos! Olha para o futuro expresso nas gôndolas de supermercado e na prestação da casa própria e se assusta.
Essas passeatas (eu não gosto da palavra “manifestação” – para mim, é um eufemismo visando reduzir o impacto político do ato) provavelmente serão esvaziadas por concessões objetivas, pela violência dos saqueadores e pelo cansaço. Mas elas são só o começo – a menos que o governo federal crie juízo e faça sua penitência: ponha os réus do mensalão na cadeia, despache os corruptos e incompetentes do primeiro escalão, pare de obedecer à Fifa e equilibre a dívida pública.
Ah, e passe 20 centavos, montes de 20 centavos do Tesouro Nacional para os Estados e Municípios aguentarem o tranco das ruas, aliviando os impactos da crise que começa com assistência direta aos cidadãos.
Agora, a pergunta: o governo Dilma tem coragem de fazer isso?
Postado por Poster às 6/20/2013 06:52:00 AM
“
Dra. Raimunda Monteiro, ao terminar a leitura do seu texto, lamentei que a doutora não seja a presidente do PT. Nunca li um texto de um petista com tal lucidez, coerência, corajoso e despido de radicalismo. Tenho algumas ressalvas mas, no geral, o seu texto é brilhante e me perdoe a falta de modéstia, pois quem sou eu para apreciar o mesmo? Ressalvo sua crítica no tocante à imprensa quando diz que os outros partidos “conseguem esconder melhor esses atrelamentos de governabilidade pois eles tem a impresna a seu favor”. A imprensa, como de resto nos dedmais, está de joelhos frente ao governo, dependente que é do oceânico volume de recursos em propaganda para eles carreado. Também os outros partidos nos causam menos decepção e indignação nos seus “desvios” pois todos acreditávamos no discurso ético petista antes de chegar ao Palácio. Tão logo lá chegaram, o discurso ruiu e copiaram as velhas práticas, acorrentando-se a coronéis que antes sequer passavam na porta da sede do PT. Na verdade o que nos foi revelado é que, nos moldes do peronismo, o único projeto do PT foi alavancar políticas sociais de mendicância de outros partidos, sem porta de saída, levando a um clientelismo viciante e arrasador da consciência cívica do povo. O PT vai custar muito a se reerguer e jamais chegará ao patamar que antes ocupou. Ele nada mais se tornou que um nanico moral como tantos outros que nossa política gestou. Desculpe-me, não tenho partido, mas minha revolta maior foi perceber que, como tantos outros, fui enganado. Votei e fiz campnha pensando que “a esperança venceria o medo” e chegaríamos ao paraíso sonhado. Mas não canso! Mesmo já tendo ultrapassado a casa dos 60, ainda sou movido por sonhos e sonho que desta onda de jovens “caras pintadas” penso que sairão lideranças melhores que os produzidos na última onda, nas Diretas Já. A geração Lindberg foi também uma decepção.TAPAJOARAMENTE AZUL,
O Seu comentário parece de pessoa ingênua, mas, não é, tenho certeza que vc tem uma visão geral da política brasileira. Na estrutura atual quem diz que vota para querer chegar em paraíso sonhado, não tem noção das limitações de um governo no Brasil. O governo ideal é aquele que abre as portas para ouvir e atender os seus representados, as manifestações são um exemplo: O governo tem demonstrado interesse em ouvi-los e atendê-los neste caso está de portas abertas, só que não depende apenas da Presidente Dilma, vc sabe.
Obrigado pelo elogio! Eu sempre voto pensando em chegar ao paraíso que sonho, embora isso nunca se concretize. Contunuarei votando assim. As “limitações” do governo são fruto de sua desastrada atuação e criados por ele mesmo, ao transformarem a governabilidade num balcão de negócios de interesses pessoais e não de interesses da nação. E v. sabe que como bem material é algo infinito, cada vez querem maii. É o famoso entrar “em acordo”.Já sua afirmação “O governo tem demonstrado interesse em ouvi-los”, merece correção. Na verdade o governo está SENDO OBRIGADO a ouvi-los. E, lhe digo, a vontade de “atendê-los” não existe. É bla´, blá, blá do governo. Quer ver? Lhe pergunto: de onde sairão os R$50 bilhões até 2015 para mobilidade? O governo está gastando mais do que arrecada, razão do superavit primário já ter ido para o espaço. Assimao pacto de responsabilidade fiscal é letra morta. Com relação aos médicos, se fosse realmente prioridade, em 11 anos de PT dava para formar quantas turmas de médicos? Médico também não é um jaleco branco atrás de uma mesinha. Demanda equipamento, pessoal de apoio e instalações.Nós sabemos quantos estádios o PT construiu mas não temos notícias de hospitais. A propósito, já consertaram o mamógrafo do hospital aí de Santarém? Transformar a corrupção em crime hediondo, se fosse realmente sério, deveria há muito ter sido dado exemplo. Ao contrário, os ministros que foram demitidos de seu governo ainda hoje têm poder de mando nesta esfera . Também não houve um pronunciamento sobre a D.Rose, funcionária do escritório da Presidência em São Paulo. TAAJOARAMENTE AZUL,
É obrigação sim de qualquer governo ouvir o povo. Ninguém TRANSFORMA a governabilidade em balcão de negócios, automaticamente se transforma devido a estrutura política de nosso País. O PT acredita no Brasil e o 50 bilhões para mobilidades serão adquiridos da mesma forma que foi para pagar a divida externa deixada pelos tucanos que nunca acreditaram no Brasil e viajavam ao exterior somente para pedir ao FMI mais dinheiro emprestado. 11 anos de PT com certeza está valendo mais de que séculos de tucanos (só muda a sigla, mas, são os mesmos). Quanto a copa até concordo quanto a excesso de gastos, mas, ela só será realizada no Brasil porque é reconhecimento do seu crescimento econômico. Vc precisa entender que a governo é composto pelos três poderes, que possuem interesses distintos. O PT no governo está gostando das manifestações populares, isso não é estranho por PT, só está ajudando a presidente Dilma a implementar políticas agendadas há muito tempo. Quanto a questão da justiça, a partir do governo LULA muitas maracutaias foram levado a público pela polícia federal, agora eu lhe pergunto: era poque antes do LULA não tinha corrupção no Brasil ou era porque tudo ficava em baixo do tapete? O Zé Dirceu é um dos responsáveis pelos grandes avanço do Brasil.
V. acha que o Brasil não deve nada? Porque então o superavit primário? E os juros tão altos? Não sou tucano e nem tenho partido porque não acredito neles. Concordo também que são os mesmos, só muda a sigla. Quer ver? Abraços no Maluf, beijos na mão do Jader, afagos no Collor, apoio do Sarney e o guru da economia? Delfim, o velho Delfim. É! Só muda a siga! São os mesmos e novos parceiros, não acha? No mais, parabens, eu realmente não tenho “noção das limitações de um governo no Brasil”.
Excelente. Continuo no caminho, sem cegueiras, no caminho. O Plin Plin e nem o equivoco e ódio de muitos, não muda o que vejo.
Acho que principalmente o PT deve estar atento para os partidários que embureceram dentro do PT.
Parabéns Telma, pela demonstração de maturidade política e partidária.
Brilhante! Me sinto atá pequeno à fazer um comentário aqui, mas me atrevo mais para cobrar do Jeso,
a obrigação de nos brindar, seus leitores, com mais doutora Raimunda.
Chico Corrêa
Concordo plenamente com a análise. Sei que muitos concordam, mas tenho dúvidas se essa análise seria feita e debatida pelo partido.
Excelente análise. Parabéns, pelo texto lúcido!
Perdeu-se os sonhos, as ideias, o romantismo, o idealismo absolutista de alguns ideólogos petistas, fizeram com nascesse uma geração de “a-petistas”, e fossem as ruas pedir, por decência, por ética, por justiça, pelo fim da corrupção, pelo fim do descaso, o mesmo “principio”, que levou petistas a se projetarem, e depois a envergonharem o pais, com um mar de lama, “mantiveram os mesmo vícios do poder que repudiaram”. O PT, nunca esteve preparado para ser governo, e quando foi governo, se manteve na mesma linha que combatia. “Caixa dois e a coisa mais comum do mundo”. “Mensalão, é coisa da mídia”. “Vamos construir estádios, em vez de hospitais, e melhores escolas”, “Vamos permitir que a FIFA, delimite os espaço de manifestação do POVO BRASILEIRO, pra não incomodar as seleções participantes de um torneio de futebol”. “A copa vai nos projetar ao mundo”…, O Governo que protestava, é o mesmo que hoje, não sabe lhe dar com as manifestações, de forma vergonhosa, o discurso, mudou radicalmente de rumo. “É preciso ter a humildade e a modéstia de ouvir e reinterpretar o mundo a luz das ideias que movimentam as ruas. Com a sabedoria de extrair, de movimentos tão difusos, aqueles que sobreviverão nas próximas décadas e terão força para influenciar o futuro. Esse é um papel para dirigentes, militantes e apoiadores do PT. Vamos debater essas questões?” NÃO MESTRA. ESSE DEBATE E DA SOCIEDADE BRASILEIRA TODA, APARTIDÁRIA. NÃO QUEREMOS UM PAIS DE PARTIDOS, QUEREMOS UM PAIS LIVRE…., DE TUDO.
Concordo com vc , Alma Cabocla: a antiga esquerda, agora é situação…é o que aconteceu??explodiram os protestos…foram os piores que já vi…
“…Sempre considerei que, entre as forças políticas que governam o país, se o PSDB se livrasse de seu deslumbramento neoliberal e o PT de sua arrogância, unidos poderiam promover mudanças muito mais rápido e solidamente. Mas, isso é uma heresia quando visto superficialmente.” (Raimunda Monteiro)
Parabéns, doutora!
(continuando)
Figuras execráveis como Everaldo Martins (no caso de Maria) e Cláudio Puty (no caso de Ana) são frutos do processo interno de lutas entre as diversas tendências do partido, que para sobreviver passaram a se utilizar de uma autofagia apoiada por esquemas escusos de cooptação de lideranças dentro e fora do partido.
O resultado se viu nas urnas: o PT no Pará nunca mais será o mesmo e só sobreviverá das migalhas do Barbalhismo.
Jota Ninos foi sutil e eufemístico: se os representantes da “arrogância” petista fossem apenas aqueles(as) que ele cita, até que não estaria tão ruim (já foram todos chutados para longe pelas urnas).
Mas faltam os que estão meio escondidos, ainda sem cargo eletivo, só esperando o momento de assumirem o poder (inclusive em certa universidade federal).
A UFOPA não precisa e não deve ser governada por partidos políticos, mas quem a dirige hoje tem posições políticas bem claras e, aliás, muito identificadas com a fase pre-democratização que veio após 1985, no Brasil. Os que estão lá e os que poderão entrar um dia, todos têm alinhamentos políticos com alguma forma de poder, não sejamos superficiais.
O que a sociedade tem que cobrar é que o bem público UFOPA seja implantado com clareza de propósitos, sensibilidade para ouvir os clamores de todos os setores da sociedade regional e não apenas dos mais empoderados, com competência de gestão acadêmica, transparência no gasto dos recursos e visão de formação superior, de pesquisa e de extensão que contribuam para alavancar o desenvolvimento regional sob bases sólidas, inclusivas e inovadoras.
Pelo que ouvimos e vemos na atuação gestão, há uma certa frustração em muitos alunos e professores no atual estágio. Ressalto que, apesar desses problemas, graças ao empenho de professores, técnicos, alunos e muitos gestores dedicados, a UFOPA é uma grande instituição, foi uma decisão correta do ex-presidente Lula, tem coisas muito positivas sendo realizadas e me orgulho de ser professora e pesquisadora nesta instituição.
Simplesmente brilhante essa análise!
Mas infelizmente, a citada “arrogância petista” de algumas lideranças do partido nem levará em conta esta ou qualquer outra análise de seus militantes e manterá as bases do processo que criou lulo-petismo, que hoje comanda o partido.
Essa arrogância ficou clara nos governos de Maria do Carmo (Santarém) e Ana Júlia (Pará), através da ação de figuras “iluminadas” que atuaram nos bastidores desses governos e conseguiram deformá-los, extirpando-lhes a oportunidade de serem governos populares e/ou progressistas.
Figuras execráveis como Everaldo Martins (no caso de Maria) e Cláudio Puty (no caso de Ana) são frutos do processo interno de lutas entre as diversas tendências do partido, que para sobreviver passaram a se utilizar de uma autofagia apoiada por esquemas escusos de cooptação de lideranças dentro e fora do partido.
O resultado se viu nas urnas: o PT no Pará nunca mais será o mesmo e só sobreviverá das migalhas do Barbalhismo.
Raimundinha, sua lucidez política me impressiona, me inspira e me orienta. Parabéns!
Parabéns a professora Raimunda Monteiro pela excelente síntese. O PT com suas inúmeras falhas consegui reescrever nosso país, não podemos sofrer de cegueira ideológica.Precisamos avançar no campo estrutural e atualizar nossas visões de mundo e sociedade. Nesse momento temos a liberdade de ir às ruas e desenhar o formato político que sonhamos. O debate já começou!!!
Só quero parabenizar a Dr@. pelo escrito fazia muito tempo que eu não me sentia tão bem lendo um texto escrito por um PTista, MAS TAMBEM ESTOU MUITO PREOCUPADO COM O QUE SERÁ DO PT NO FUTURO.
torço para que ADIREÇÃO DO PARTDO SE APERCEBA DO QUE ESTAR ACONTECENDO E COMEÇANDO COM O DIRETORIO NACIONAL,CONVOQUE AS INSTANCIAS PARTIDARIAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS JUNTAMENTE COM OS SEUS OS MILITANTES PARA debaterem em prfundidade O BRASIL e o PARTIDO que tanto tem contribuido para melhorar o BRASIL, mas que infelizmente tem sido ACHICALHADO.
As bases do PT ainda têm gente idealista e bem intencionada, como a Profa. Raimunda Monteiro, mas a cúpula se desvirtuou. Permite, por exemplo, que um tirano como o Seixas Lourenço permaneça na direção da UFOPA fazendo tudo o que quer, a despeito das necessidades e aspirações dos docentes, funcionários técnico-administrativos e alunos.