
A Câmara de Vereadores de Alenquer (PA) terá apenas homens pela 3ª legislatura seguida – 12 anos. Nenhuma mulher conseguiu se eleger, nem mesmo ficar na primeira suplência.
A última vez que uma vereadora ocupou cadeira na Casa foi durante o mandato 2013 a 2016. Na época, Dinalva Cabral foi a única mulher eleita. Desde então, as eleições têm se tornado um grande desafio para as mulheres, que precisarão lidar com o domínio masculino na política por mais 4 anos.
Nas últimas 7 eleições (28 anos), já contabilizando a de 2024, apenas 7 mulheres se elegeram para a Câmara. A maior representatividade feminina na Casa ocorreu nas eleições de 2000 e 2004, quando Alenquer foi representada por 3 mulheres em cada mandato.
Melhor desempenho neste ano
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Nas eleições deste ano, Regina Soares, do União Brasil, foi quem mais se destacou entre as mulheres. Teve um total de 579 votos válidos. Insuficientes, porém, para ocupar uma das 15 vagas na Câmara. Ficou com a 3ª suplência no partido.
Outras candidatas com desempenho regular foram Etty Lane, do MDB, que obteve 224 votos válidos (6ª suplência); Sindy Sousa, do PSD, com 220 votos válidos; Enfermeira Alda, do PSB, com 107 votos (5ª suplência) e Marlene Rodrigues, do PDT, com apenas 99 votos (5ª suplência).
Áurea, na história
Ao longo de duas décadas, a professora Áurea Nina, historiadora e antropóloga, buscou ser a maior figura do protagonismo feminino na política ximanga depois de uma notável atuação na legislatura de 2000 a 2004. A partir de então, candidatou-se para a Prefeitura de Alenquer nos pleitos de 2004, 2008, 2012 e 2024.
O melhor resultado de Áurea Nina foi em 2008, quando conquistou 25,40% dos votos válidos, disputando com Dr. Farias, então candidato à reeleição com 32,45% dos votos válidos, e João Damasceno Filgueiras, o João Piloto, eleito com 38,41% dos votos válidos.
Quem mais se destacou entre as mulheres no Executivo alenquerense foi Marjeany Monte, que foi a primeira vice-prefeita de Alenquer, quando, ao lado de João Piloto, ícone da política local, derrotou Dr. Farias em 2008, que tentava a reeleição na época. Foi quando Piloto conquistou o seu terceiro mandato de prefeito.
Segunda vice eleita
Nas eleições de 2024, Tom Silva (MDB), com 41,90% dos votos válidos, tornou-se o segundo candidato a prefeito a se reeleger na história da política de Alenquer, e ainda ajudou a eleger a segunda vice-prefeita da história ximanga, professora Joana (MDB), estreante na vida politica, depois de vencerem Dr. Edizângela Farias (PP), sua principal opositora e esposa do ex-prefeito Dr. Farias.
A vitória da Professora Joana, única mulher eleita nas eleições depois de 12 anos, juntando os poderes Executivo e Legislativo, talvez seja uma nova oportunidade de protagonismo e de possíveis novas conquistas em Alenquer.
Porém, a Câmara continuará sem liderança feminina no plenário por mais 4 anos, um grande desafio e outro tabu a ser quebrado na cidade para a próxima eleição.
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