O diamante turístico que Monte Alegre abandonou. Por João Fonseca e Alfredo Gantuss

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O diamante turístico que Monte Alegre abandonou. Por João Fonseca e Alfredo Gantuss
Caldas Novas e Monte Alegre: realidades turísticas diametralmente opostas. Um diamante abandonado no Pará

Riquezas estão espalhadas pelo mundo e o Brasil é o maior receptáculo delas. Desde o nosso descobrimento temos alguma noção onde elas se desabrocham e são exploradas legalmente ou, muitas das vezes, gestores e gente comum cometem erros voluntários e involuntários contra essas riquezas.

Um bom exemplo é Caldas Novas, em Goiás, que desenvolve esse diamante turístico desde o início do século XIX, quando bravos cidadãos penetraram no interior de Goiás a procura de minérios e, também, acharam águas termais, que são, aliás, bem diferenciadas de águas sulfurosas.

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As primeiras são águas naturais da chuva que infiltram-se nas frestas do solo e subsolo e adentram grandes distâncias. A própria temperatura da terra, através de pressão, devolvem essas águas ao solo e formam lagos e reservatórios com diversas temperaturas, entre 40 e 60 graus. Num ato de iluminação intelectual, os pioneiros fundaram uma estância hidromineral chamada, hoje, Caldas Novas, unidade goiana, e provavelmente a maior estância termal do mundo.

Em função dessas águas existe uma cidade vibrante que recebe anualmente 3 milhões de visitantes. Seus habitantes de classe média sólida e perene, são o resultado que brotou dessas águas magníficas.

Águas sulfurosas brotam do fundo da terra, provavelmente produto de vulcões extintos, cujo movimento que faz surgir esse líquido, também faz com que nasça desse ambiente lamas medicinais, misturadas a enxofre, cuja característica principal é poder ser usada como produto medicinal, de grande efeito epidérmico para todo tipo de doença da pele, além do efeito regenerador que beneficia diretamente o maior órgão do corpo humano que é a pele.

No Pará, na região do município de Monte Alegre, tivemos um complexo sulfuroso, muito antigo, que nenhum gestor do município ou do estado teve a sapiência de se espelhar em Caldas Novas.

Se tivéssemos prefeitos com visão de futuro, Monte Alegre poderia se transformar num grande atrativo turístico de primeiro mundo

Enquanto lá a cidade floresceu no entorno do suas fontes, em Monte Alegre o erro, a má fé, ou a simples ignorância, deixou-se abandonar esse diamante turístico. Aterraram o complexo da sulfurosa, não se sabe por qual motivo, e a possível lapidação da riqueza natural secou, se deteriorando as instalações. Foi como se tivessem eliminado sonhos.

Mesmo empiricamente, lá funcionava o lazer de muitos moradores do município e das circunvizinhanças. Era simples, mas se jogava futebol, havia um barzinho e as famílias faziam piqueniques, além das serventias medicinais. Se tivéssemos prefeitos com visão de futuro, Monte Alegre, que reúne montanhas, cachoeiras, inscrições rupestres, passeios de barco, artesanato, peixes gostosos, rios piscosos e conjuntos de fazendas poderia se transformar num grande atrativo turístico de primeiro mundo.

Sugiro que se procure maneiras de implementar uma ideia grandiosa para progredir nosso município. Fazendo lotes comerciais em volta do complexo sulfuroso, uma vez que, a exemplo de Caldas Novas, os lotes esteja à disposição jurídica para empresários bem intencionados. E os pinta cuias tenham um horizonte de empregos.

João Fonseca, 48 anos, é administrador, especialista em gestão, ambientalista e pesquisador da história e cultura da Amazônia. É natural de Monte Alegre.

Alfredo Jacob Gantuss Filho, 67 anos, jornalista que há 3 anos viaja pelo Brasil. Nascido em Monte Alegre.


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2 Responses to O diamante turístico que Monte Alegre abandonou. Por João Fonseca e Alfredo Gantuss

  • Sou Antônio Gabriel Santos de Ramos, 22 anos, estudante de Engenharia civil, vou continuar estudando e vou me formar. Mas pretendo, um dia, me candidatar a vereador de Monte Alegre. Sou jovem, ambicioso, tenho um olhar ideológico liberal-social e espero um dia representar uma renovação da política em Monte Alegre. Precisamos nos livrar dos sangue sugas da nossa cidade.

  • A falta de conhecimento,,arrogância, ignorância do ex prefeito, fez com que perdessemos nossas águas sulfurosa,

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